07/09/2022
General Numa aponta para antecedentes históricos do actual golpe de Estado Constitucional
O quadro dirigente da UNITA, Abílio Kamalata Numa, na sessão de exposição “a crise de legitimidade parte 4” que tem vindo a abordar desde a realização das quintas eleições, disse esta terça-feira, 06 de Setembro que, a não aplicação dos Acordos de Alvor e com consequências conhecidas por todos angolanos, em 1975, deram origem à crise de legitimidade actual, constatou Angola24Horas.
Numa abordagem esta terça-feira, o general angolano refere que há antecedentes históricos ao actual Golpe de Estado Constitucional em curso no País assente nas posições da CNE que voltou a reiterar a validação dos resultados das Eleições Gerais organizadas a partir das orientações determinadas pelo executivo do Presidente da República e também do MPLA, nas posições assumidas pelo Chefe do Estado Maior, ao colocar em prontidão combativa elevada as FAA e finalmente na posição assumida pelo Tribunal Constitucional que rejeitou a providência cautelar da UNITA.
Segundo conta, o antecedente histórico da actual crise e consequente golpe constitucional vem de 1975 com a não aplicação dos Acordos de Alvor e com consequências conhecidas por todos angolanos.
“Um momento da História Política de Angola que devastou política, económica, social e culturalmente o País até a 22 de Fevereiro de 2002 com a morte do Dr. Jonas Malheiro Savimbi e a 21 de Janeiro de 2010 com a aprovação pela Assembleia Constituinte da Constituição da República de Angola que determina como única forma de aceder ao exercício do poder político a obtenção da legitimidade mediante processo eleitoral livre e democraticamente exercido, nos termos da Constituição e da lei, proibindo também outras formas ilegítimas de tomada e exercício do poder político com base em meios violentos ou por outras formas não previstas nem conformes com a Constituição”, considera.
O principal desestabilizador e criador dessa crise, para Kamalata Numa, é o MPLA qu