11/02/2026
Ontem fui levar minha filha à escola, primeiro dia da pré-escola. Chegamos à porta da sala: a professora com a lista de alunos na mão e 345 mães com 586 crianças esperando, se despedindo, tirando fotos e fazendo todas aquelas coisas que mães fazem. Até aí, tudo bem.
Mas quando a professora disse: “Gaia se despede da mamãe e pode entrar na sala”, eu tive um choque. Fiquei dura por alguns segundos, depois abaixei, dei um beijo nela, abençoei e fiquei olhando ela entrar.
Ela entrou, parou perto de uma menininha e logo deu um “oi” que não foi correspondido. Então saiu de perto e foi procurar uma carteira. E eu ali na porta, com um nó gigante na garganta, porque lembrei de mim, que nunca tive essa simpatia toda — então sempre foi um processo bem solitário.
Voltei orgulhosa da minha pequena miss simpatia e feliz porque entendi que, pra ela, as coisas serão mais fáceis.
Ai, ai… mãe é bicho esquisito demais.
Mamadayo Contreras.