Ciências Forenses no Brasil

Ciências Forenses no Brasil Grupo destinado à troca de experiências entre os profissionais da segurança pública e privada e fonte de informações correlatas.

🚨LEIA E ENTENDA🚨Foi uma das armas mais simples, peculiares e mortíferas usadas pela Força Aérea dos EUA, especialmente d...
01/04/2026

🚨LEIA E ENTENDA🚨Foi uma das armas mais simples, peculiares e mortíferas usadas pela Força Aérea dos EUA, especialmente durante a Guerra do Vietnã. Diferentemente das bombas tradicionais, estes projécteis não continham nem uma pitada de explosivo; eram blocos sólidos de aço fundido, com apenas 5 centímetros de comprimento e com uma forma aerodinâmica semelhante a um torpedo com barbatanas. A sua capacidade letal não provinha de uma reação química, mas sim de energia cinética: ao serem jogados de grandes alturas em recipientes que se abriam em pleno ar, estes minúsculos projéteis atingiam velocidades finais de até 800 km/h antes de atingir o solo.

O mais surpreendente era o seu poder de penetração, pois um único projéctil podia atravessar blindagens leves, troncos de árvores densas ou até vários centímetros de concreto apenas pela força do impacto. Ao não detonar, tornaram-se uma arma extremamente silenciosa e assustadora, pois o único som que o inimigo percebia antes de ser atingido era um assobio metálico semelhante ao de uma chuva intensa. Eram notávelmente eficientes em termos de custo e logística: lançaram-se aos milhares (até 17.500 numa única bomba de fragmentação), cobrindo áreas do tamanho de campos de futebol e transformando-se numa espécie de “granizo de aço” do qual era praticamente impossível proteger-se em campo aberto.

📸Reprodução

Os EUA trocam a espada pela LançaO exército americano surpreendeu o mundo quando decidiu trocar sua carabina M4, sua met...
17/03/2026

Os EUA trocam a espada pela Lança
O exército americano surpreendeu o mundo quando decidiu trocar sua carabina M4, sua metralhadoras leves M249(FN Minimi), assim como o calibre por elas usado, o 5.56x45mm, não por outro calibre intermediário, como há muito se especulava, mas sim por um calibre de alta potência, inclusive maior que o 7.62x51mm usados nas metralhadoras médias M240(FN MAG) e Rifles de atirador designado como o M110A1(G28/HK417).

O calibre escolhido no programa foi o 6.8x51mm com uma pressão na câmara muito maior que o 7.62x51mm, fazendo a munição ter um alcance e precisão muito maior, além de ser capaz de penetrar proteção balística corporal nível IV, coisa que o 7.62x51mm e o 5.56x45mm não conseguem fazer nem com munição especial AP(M993 e M995). As novas armas são a metralhadora leve M250 e a carabina M7, que é o fuzil SIG SPEAR (lança).

Mas qual foi o motivo disso?

Primeiramente é a multiplicação de placas balísticas nível IV, e o uso mais generalizado de proteção balística corporal em geral, como é possível ver na guerra da Ucrânia, onde soldados usam proteção balística nas pernas, nos ombros, na pélvis e até nas nádegas além do colete e do capacete tradicionais. Quem entende minimamente de combate, sabe que fogo de supressão é o que mais frequentemente causa ferimentos na tropa inimiga em um combate convencional, ao invés de tiros individuais certeiros como a maioria das pessoas frequentemente imaginam, além do que no combate a curta distância o centro da massa do alvo sempre é o ponto onde o infante vai mirar para aumentar a probabilidade de acertar e incapacitar um alvo em movimento no combate dinâmico. Então, com o inimigo coberto com proteção balística corporal o ideal é ter uma arma capaz de penetrar tal proteção em diferentes circunstâncias, tanto em supressão em médias e longas distâncias, como em combate aproximado.

O segundo ponto é a evolução dos sistemas de miras, onde estamos vendo miras de ponto 6x e 8x sendo amplamente usadas pela infantaria com sucesso desde o Afeganistão e agora também na Ucrânia, e são miras com ampliação de imagem que fazem um alvo a 600 ou 800 metros de distância parecer estar a 100 metros, além de permitir uma mudança rápida para engajar um alvo em curta distância num combate dinâmico se necessário. Mas essas miras já não são o que há de mais moderno, pois miras "inteligentes", com integração de sensores como telemetria laser, calculadora balística e inteligência artificial para travar e orientar o disparo preciso nos alvos de modo dinâmico em diferentes distâncias, já estão sendo utilizadas, como a mira SMASH 2000 de Israel, que está sendo usada inicialmente para proteger bases contra pequenos drones por vários países, como o próprio EUA. Os EUA estão desenvolvendo sua própria mira inteligente para no arma, a XM157, mas essa mira vai além, pois deve ter um código aberto para futuramente ser integrada por link sem fio ao novo sistema de visão de realidade aumentada do exército americano(IVAS), que consiste num óculos para projeção de imagens em realidade aumentada dos sistemas conectados, como visão noturna, visão termal, e o próprio retículo da mira na lente, direcionando com precisão o atirador para o alvo, sem nem mesmo precisar estar fazendo a visada diretamente com o fuzil engajado, levando a dinâmica do combate em múltiplas distâncias e fusão de sensores a um nível que até hoje só pilotos dos caças mais avançados haviam experimentado.

O novo calibre torna isso possível, pois é capaz de penetrar proteção balística nível IV, e também tem alcance e precisão muito maior, inclusive é considerado mais preciso que o queridinho dos atiradores de precisão, o 6.5 creedmoor. Enquanto a arma em si, o M7, tem sido tratado como o patinho feio, com reclamações principalmente sobre seu peso, mas um M7 com cano de 13 polegadas tem 3,8kg de peso vazio, enquanto um HK416 M27 5.56 com cano 16 polegadas do USMC pesa 3,6kg vazio, enquanto a nova versão 10 polegadas do M7(nomeado XM8) tem 3,3kg de peso vazio, e ambos são mais curtos que o M27. Outra reclamação é referente a quantidade de munições, devido ser um calibre maior e com mais peso, o soldado levará menos munições, mas o exército americano afirma que a dinâmica dos novos sistemas de combate vão dar um nível de precisão muito acima do atual, e somado ao aumento do alcance do engajamento, Irá compensar a menor quantidade de munições, que será equivalente ao que exércitos que ainda usam 7.62x51mm transportam, mas com 15% menos peso, devido às novas munições terem um estojo híbrido de aço, mais leve.

Os cenários de eventuais guerras que os americanos visam, também são um ponto fundamental para observar as escolhas das armas da infantaria, com a Rússia, com principais campos de batalhas prováveis sendo as estepes do leste europeu e o ártico, enquanto na China há os vastos desertos e montanhas do oeste, e região montanhosa da manchuria, principais pontos que os americanos poderiam usar países aliados para lançar ataques diretos contra esses países. Podemos ainda citar como provável também o Irã, que é um grande deserto com uma relevante cadeia de montanhas e vales. E esses cenários mostram muito o que foi visto no Iraque, e Afeganistão e agora também na Ucrânia, onde há combates próximos, mas a maioria é em distâncias maiores e que favoreceriam a nova "Lança". Taiwan e ilhas do pacífico são uma possibilidade de guerra mais em ambiente de selva, mas nesses cenários o combate recairia principalmente sobre o USMC (fuzileiros navais), como na segunda guerra mundial, e eles a princípio continuarão equipados com seus fuzis M27 5.56x45mm.

Será que a "Lança" vai se tornar novamente a principal arma da infantaria, como já foi em muitas épocas do passado, como nas lendárias falanges de Alexandre O Grande, ou nas legiões romanas?

16/03/2026

Soldados comuns não levam pi***las?
A maioria cresceu vendo filmes e video game, onde os personagens trocam o fuzil pela pi***la quando dá alguma pane no fuzil ou quando acaba a munição, mas essa não é a realidade da infantaria comum na maioria dos exércitos no mundo.

O motivo principal é a limitação de peso que o soldado comum precisa carregar, para no mínimo 72hrs isolado de suprimentos, água, alimentos, além da proteção balística corporal, armamento e munições, há um limite físico do que pode ser transportado como carga, mesmo quando a infantaria se desloca em veículos, como infantaria motorizada, mecanizada ou blindada.

Então com o peso de uma pi***la moderna mais 3 carregadores, o soldado estaria levando entre 1,350kg no caso da g***k G19 com 45 munições e 1,600kg no caso da SIG M17 com 51 munições, enquanto poderia levar 3 carregadores a mais do fuzil com 90 munições a mais por 1,400kg.

Outro motivo é que o alcance e precisão útil das pi***las é menor que 50 metros, enquanto o fuzil é de 300 metros, e no combate convencional centrado em torno da supressão de posições e manobra, o alcance e capacidade de supressão maiores são fundamentais, sendo as pi***las consideradas apenas uma arma de auto defesa do soldado e não um elemento para contribuir com a manobra, que é a principal função do pelotão de infantaria.

Mas há elementos específicos que usam pi***las, são: unidades de operações especiais em determinadas missões, geralmente onde há combate em ambientes muito confinados e manusear um fuzil é mais complexo, ou quando é necessário usar supressor de ruídos e munições subsônica, mas mesmo eles, em missões mais longas preferem levar mais munições que uma pi***la de backup; e também, dependendo do exército, soldados que realizam funções específ**as da infantaria, como operadores de metralhadora, operadores de armas anti tanque portáteis ou anti aéreas portáteis, operadores de morteiros, motoristas de veículos, médicos e outras funções de apoio ao combate.

Por esse motivo é tão importante que a infantaria tenha um fuzil fácil de fazer manutenção e que mesmo em condições adversas do combate, como lama ou areia, possa continuar em combate, mesmo que em um modo de ação manual de trancamento do ferrolho, até que o combate estabilize ou o soldado tenha condições limpas para realizar a manutenção da arma, e esse é um "divisor de águas" para determinar qual projeto de armamento foi bem sucedido e continua em produção e uso até os dias atuais e quais armas sucumbiram ao longo do tempo, não só parando de ser produzida pelos seus fabricantes originais, como seus mecanismos e métodos de manuseio terem sido completamente substituídos em novos projetos pelos seus fabricantes.

Parabéns!!
04/12/2025

Parabéns!!

》O que hoje nos parece uma simples fotografia antiga encerra uma das histórias mais trágicas do século XIX europeu. A im...
17/11/2025

》O que hoje nos parece uma simples fotografia antiga encerra uma das histórias mais trágicas do século XIX europeu. A imagem mostra Emil e Mary Keller com sua filha Annie de apenas 9 meses, retratados em um dos gêneros mais perturbadores da fotografia vitoriana: o post mortem.

Os Keller, originários de Zurique, pareciam encarnar a tranquilidade de uma família de classe média. Eles se casaram em 1890, mas logo a desgraça os atingiu: seu primeiro filho morreu 13 dias depois de nascer. Mary, destroçada, caiu em uma profunda depressão que nunca acabou de abandoná-la. Quando Annie nasceu, em vez de alegria, a jovem mãe afundou-se ainda mais, vítima de psicose pós-parto, um transtorno tão grave quanto incompreendido naquela época.

A doença fazia-a perder o contato com a realidade, ouvir vozes e sofrer delírios. Os médicos internaram-na várias vezes, mas sempre lhe deram alta cedo demais. Seu marido Emil, descrito como um homem dedicado e carinhoso, tentava sustentar a casa enquanto via a mente da sua esposa desmoronar.

Na noite de 25 de janeiro de 1894, a tragédia chegou ao seu ponto final. Um vizinho ouviu tiros: Emil jazia morto na cozinha, Mary tinha se baleado na têmpora e Annie, com apenas alguns meses de vida, sofreu um ferimento de bala no peito e suas roupas estavam em chamas. As tentativas de salvá-las foram inúteis. Mãe e filha morreram horas depois.

Os três foram enterrados juntos em um caixão feito especialmente para eles. Na fotografia, Mary aparece com a cabeça encostada no ombro de Emil, escondendo a ferida que lhe tirou a vida. Annie descansa no meio, como se estivesse dormindo. Mas o que aparentemente é calma, na verdade é o rasto de um inferno doméstico que nem a ciência nem a sociedade da época souberam compreender.

Mais de 5.000 pessoas assistiram ao funeral, chocadas com a brutalidade da tragédia. E o médico que atendeu Mary confessou depois que ela nunca deveria ter recebido alta tão cedo.

Fotografia, então, não é apenas uma memória. É um testemunho doloroso de uma época em que a saúde mental era um terreno inexplorado, e onde uma doença incompreendida poderia destruir uma família inteira.

CORE - Coordenadoria de Recursos Especiais da PCERJ - Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, 2006.
30/10/2025

CORE - Coordenadoria de Recursos Especiais da PCERJ - Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, 2006.

30/10/2025

Imagina o trabalho que a Seção de Balística do Instituto de Criminalística Carlos Éboli da PCERJ vai ter nos próximos dias...

09/10/2025

Eu ganhei 7.183 seguidores nos últimos 90 dias! Agradeço a todos por sempre me apoiarem. Eu não teria conseguido sem vocês!!

08/10/2025

"Polícia" Municipal??

Esta radiografia a captura o destino brutal de Chen Liu, de 27 anos, encontrado em pântanos nos arredores de Sydney, Aus...
08/10/2025

Esta radiografia a captura o destino brutal de Chen Liu, de 27 anos, encontrado em pântanos nos arredores de Sydney, Austrália.

Seu corpo revelou a terrível realidade: ele havia sido baleado cerca de 30 vezes na cabeça e no corpo com uma pi***la de pregos de alta potência.

Cada prego aparece como um marcador no exame, um registro silencioso de seu fim violento.

O crime chocou a Austrália, não apenas por sua crueldade, mas também pelo método frio e calculado utilizado. A história de Chen Liu mostra como a imagem forense pode revelar verdades que palavras por si sós não conseguem descrever — uma radiografia que não mostra apenas ossos, mas a crueldade da violência humana congelada em detalhes nítidos.

Pode-se separar seu movimento em três partes distintas: a balística interior, balística exterior e a balística terminal....
19/03/2025

Pode-se separar seu movimento em três partes distintas: a balística interior, balística exterior e a balística terminal.

A balística interior f**a encarregada de estudar o que ocorre desde o momento do disparo até o instante em que o projétil abandona a arma. Este estudo f**a baseado então na temperatura, volume e pressão dos gases no interior da arma durante a explosão do material combustível, assim como também se baseia no formato da arma e do projétil.

A balística exterior trata de estudar o que ocorre a partir do instante em que o projétil abandona a arma e o instante em que este atinge o alvo. Calibre, formato, massa, velocidade inicial e rotação são fatores determinantes para a construção de um projétil com grande poder de destruição.

Nos últimos anos, o estudo da balística têm obtidos grandes êxitos, já que o desenvolvimento de fotografias de alta- velocidade e do estroboscópio têm permitido o estudo aprofundado da movimentação de projéteis desde o momento em que são disparados até o instante em que atingem o alvo. Estes estudos são feitos através da inclusão destes dados em supercomputadores que permitem a otimização de armas e projéteis.

Depois são dadas varias formulas para calcular - Lançamento de Projétil
- Equações de Posição e Velocidade
-Obtenção de Alguns Resultados no Lançamento de Projétil: Altura máxima, Tempo de subida, Alcance máximo.

Endereço

Alameda Dos Jacarandás, 95/São Luis
Belo Horizonte /, MG
31275-060

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando Ciências Forenses no Brasil posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Compartilhar