Manifesto Dulcina Vive
A Fundação Brasileira de Teatro, a FBT, administra todo o Complexo Cultural Dulcina de Moraes e a Faculdade de Artes Dulcina de Moraes. É um patrimônio histórico e cultural do Brasil e do DF. É um espaço de cultura e resistência. É aonde artistas estudam, criam e produzem. É aonde achamos espaço para nossas manifestações culturais. Ela não é do governo; mas ela também não t
em um dono. Foi a própria Dulcina de Moraes quem deixou essa Fundação para o povo. E como povo, precisamos defender o que conquistamos. O maior patrimônio financeiro da nossa Fundação é seu prédio, localizado no Setor de Diversões Sul, o coração de Brasília. Ele é altamente valorizado no mercado imobiliário. Mas o grande patrimônio da nossa Fundação são as pessoas. Estudantes, funcionários, professores, atores, diretores, músicos, artistas visuais e vários outros compõem um patrimônio cultural único. Nosso espaço de cultura. De resistência. Depois de décadas de uma gestão desastrosa, alunos e professores pediram uma intervenção judicial da FBT ao Ministério Público em 2012. Agora, esse mesmo Ministério Público que deveria nos acolher e proteger, põe em risco nossa própria sobrevivência. Através da figura de um único promotor, Josué Arão de Oliveira, todo o trabalho executado nos últimos anos está sob risco. PARA SEMPRE. Alunos, professores, funcionários e parceiros da FBT, além de agentes culturais do DF, decidiram pela ocupação do prédio da Fundação no dia 14 de fevereiro de 2017. Não deixaremos que um só promotor, que nunca buscou nenhum diálogo conosco, administre e tome as rédeas do rumo de nossa Fundação sem que tenha nem PISADO nela. Exigimos que o promotor Josué Arão de Oliveira nos escute na escolha do novo Conselho de Curadores da FBT, que é o órgão máximo da Fundação. Não deixaremos, mais uma vez, os capachos da especulação imobiliária se infiltrarem em NOSSO Conselho. Não reconheceremos uma administradora judicial que é ré confessa da lavagem de quase 1 milhão de reais através da emissão de notas frias para um dos maiores lobistas do país. Não aceitaremos que nos excluam das tomadas de decisão da única fundação cultural do DF. Já fecharam o Teatro Nacional, o Renato Russo, o Balaio, o Café da Rua 8, o Genaro, o Espaço Mosaico, a Biblioteca Demonstrativa. Deslegitimam e sucateiam nossos espaços de resistência: o Mercado Sul, a Casa do Cantador, a Casa Frida, o Teatro da Praça, o CEU das Artes. Já tentam nos amordaçar com leis do silêncio. Não deixaremos NOSSO Teatro, NOSSA Faculdade, NOSSA Fundação morrerem. BASTA!