29/08/2019
Hoje, dia 29/08, é comemorado o Dia Nacional da Visibilidade Lé***ca, data comemorativa estabelecida no Brasil por ativistas lé***cas a partir do ano de 1996, após a realização do primeiro Seminário Nacional de Lé***cas no Rio de Janeiro.
Desse modo, em prol da resistência feminista lé***ca, somamos a luta diária nos contrapondo a invisibilidade, violência, discriminação e todos os tipos de preconceito voltados a mulher, cis e trans, lé***ca. No Brasil, a lesbofobia é latente em meio a sociedade machista e patriarcal que vivemos, sendo assim, estamos juntxs resistindo e existindo.
A primeira grande manifestação de mulheres lé***cas ocorreu no ano de 1983, em São Paulo. As sapatonas sempre se mantiveram ativas na luta contra a discriminação, sendo as responsáveis, por exemplo, pela criação da primeira organização LGBTQ+ do país, mesmo assim o apagamento feminino é latente no movimento que perpassa a homoafetividade.
A luta contra a violência sofrida perpassa a violência psicológica e física, o apagamento da sexualidade, a fetichização de seus relacionamentos, a negligência na área da saúde e até mesmo o estupro corretivo. A ocultação vivenciado por essas mulheres é alarmante, sendo a falta de dados sobre o lesbocídio no Brasil um exemplo de tal situação, não existem dados oficiais sobre a lesbofobia, apenas recentemente o Núcleo de Inclusão Social (NIS) da UFRJ, a partir do levantamento de dados, apontou que entre os anos de 2014 a 2017 ao menos 126 mulheres lé***cas foram assassinadas, sendo que 71% dos crimes ocorrem em espaços públicos e 83% das mortes causadas por homem, o que reafirma a estrutura machista da nossa sociedade patriarcal.
O amor entre mulheres é um ato político e revolucionário por si só, pois, rompe com a estrutura patriarcal da nossa sociedade, rompe com uma lógica heteronormativa de ser e agir e caminha contra os padrões hegemônicos do mundo globalizado, e por isso o dia de hoje é de resistência e muita luta.
Nós enquanto estudantes de Geografia e centro acadêmico apoiamos totalmente a causa LGBTQ+ e ressaltamos a importância da luta feminina no movimento.
Centro Acadêmico Cícero Guedes sob gestão Espaço em Resistência