Maria Castro

Maria Castro Enquanto Deus for meu chão, não há quem me derrube!

A maior riqueza do homemé a sua incompletude.Nesse ponto sou abastado.Palavras que me aceitam como sou - eu não aceito.N...
29/03/2022

A maior riqueza do homem
é a sua incompletude.
Nesse ponto sou abastado.
Palavras que me aceitam como sou - eu não aceito.

Não agüento ser apenas um sujeito que abre portas,
que puxa válvulas, que olha o relógio,
que compra pão às 6 horas da tarde,
que vai lá fora, que aponta lápis,
que vê a uva etc. etc.

Perdoai
Mas eu preciso ser Outros.
Eu penso renovar o homem usando borboletas.

Para homens masculinos que se cuidam 🧖‍♂️
21/03/2022

Para homens masculinos que se cuidam 🧖‍♂️

18/03/2022

9. “O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele”, Immanuel Kant.

10. “Todo homem é poeta quando está apaixonado“, Platão.

11. “É tão absurdo dizer que um homem não pode amar a mesma mulher toda a vida, quanto dizer que um violinista precisa de diversos violinos para tocar a mesma música”, Honoré de Balzac.

17/03/2022

Por mais imutável que o nosso destino seja – afinal, independente da sua crença, uma hora a vida acaba – nós ainda temos medo de viver ao máximo e vivemos com a sensação de não estar aproveitando todas as oportunidades apresentadas para a gente.🥰

O verdadeiro homem de bem é aquele que pratica a lei de justiça, de amor e de caridade na sua maior pureza. Se ele inter...
16/03/2022

O verdadeiro homem de bem é aquele que pratica a lei de justiça, de amor e de caridade na sua maior pureza. Se ele interroga sua consciência sobre os atos realizados, ele se pergunta se não violou essa lei, se não fez o mal, se fez todo o bem que podia, se ninguém tem nada a se lamentar dele, enfim, se ele fez a outrem tudo aquilo que queria que os outros lhe fizessem.

16/03/2022

É por dentro de um homem que se ouve/ o tom mais alto que tiver a vida/ a glória de cantar que tudo move/ a força de viver enraivecida./ / Num palácio de sons erguem-se as traves/ que seguram o tecto...

14/03/2022

Carregas filhotes de cobras à cabeça e quaisquer palavras de mel com as quais tu seduzas, não passam de peças que tua boca prega para que pregada no chão eu fique indefesa.

Ah quimera!...Teu olhar de fogo não incinera. Pior: transforma todo amor e bem em pedra. Quem me dera seres como não és!

Não há carícias nessas mãos ásperas e escamosas que escorregam frias, beijos a defuntos nas vitimas dos teus anseios...

Há desejo reprimido nessa tua língua bífida a beijar duas bocas ao mesmo tempo, e, arde a pressão destruidora das tuas unhas em garras de harpia. Sem pressa elas massacram as presas enquanto inoculas peçonha com dentes de vampiro mal amado.

Não, tu és mito! És homem com capa de muitos animais e sentimentos sem humanidade. Traduzes o mal que não possuis. Exalas o temor e a atração que ele representa.

Tu és a versão masculina da Medusa, que lambuza de idéias as mentes e causa arrepios aos corpos femininos.

Feliz é o homem que sabe respeitar as mulheres, pois mostra, no mínimo, que aprendeu a respeitar aquela que foi a primei...
13/03/2022

Feliz é o homem que sabe respeitar as mulheres, pois mostra, no mínimo, que aprendeu a respeitar aquela que foi a primeira mulher de sua vida: a mãe.

09/03/2022

Aquele que conheceu apenas a sua mulher, e a amou, sabe mais de mulheres do que aquele que conheceu mil

As mulheres podem tornar-se facilmente amigas de um homem; mas, para manter essa amizade, torna-se indispensável o concu...
09/03/2022

As mulheres podem tornar-se facilmente amigas de um homem; mas, para manter essa amizade, torna-se indispensável o concurso de uma pequena antipatia física.

08/03/2022

LIVROSSeis poemas e poetas que todo homem deveria lerPoesia é constância e firmeza. Não é coisa para homens de geleia.Colaboradores MHM Por Colaboradores MHM 10 Minutos
Poesia. Seis letras que para a maioria dos homens não significam muita coisa.

Mas a culpa não é inteiramente nossa. Afinal, desde cedo nos é vendido o engodo de que poesia poderia ser exemplificada como a expressão de sentimentos — em sua grande parte amorosos — unidos por uma linguagem açucarada mais ou menos rebuscada.

Bobagem. Fomos enganados.

E uma das possíveis razões pode ser encontrada no fato de que nossa literatura tenha surgido da influência de um tipo anacrônico de Romantismo, aquele movimento estético e político que atingiu a Europa no final do séc. XVIII e se estabeleceu dominante por quase metade do séc. XIX.

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Se antes copiávamos, pura e simplesmente, os modelos do Velho Continente, onde dialogávamos intimamente com os mitos gregos e sua estética classicista, o Romantismo desembarcou aqui em 1835 e não prometeu pouco: A ideia era fundar uma literatura genuinamente nacional.

Porém, ele foi absorvido por nós tardiamente e de segunda mão — muito mais francês que alemão e inglês, infelizmente — e as coisas fugiram bastante das diretrizes iniciais. E aqui tudo começou a desandar.

Enquanto o Romantismo europeu era multifacetado e plural, o Romantismo brasileiro era provinciano, deslocado e um tanto quanto anacrônico. Ao mesmo tempo em que se iniciava o processo de industrialização, falávamos de retornar às nossas identidades indígenas; aumentávamos a importação de escravos e fazíamos loas à liberdade; buscávamos um futuro para o país e falávamos de flores e morte.

E o mais importante: entre nós o Romantismo firmou-se como sinônimo de literatura confessional. Basta uma rápida consulta na literatura de então para perceber como essa influencia é sentida ainda hoje, onde o uso da primeira pessoa no singular é maciça.

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O problema, então, é antigo e consolidado. Mas não é incontornável – felizmente. É preciso fugir do senso-comum.

Poesia não se reduz a falar de amores não correspondidos. Poesia não é exprimir aquela nostalgia neurótica de imaginar o que já foi e não é mais. Poesia não é dizer coisas bonitinhas.

Ser poeta não é estar deslocado da realidade. Ser poeta não incorporar o tipo esquisito que usa roupas surradas e óculos démodè. Poesia não é tipo.

Poesia é aquela broca que nos afunda na realidade.
Signature

O poeta é – como disse Ezra Pound – a “antena da raça”. Aquele que, imerso no mundo, nega o escapismo, o vácuo e a inutilidade das contingências que nos afastam da vida.

E nisso está a masculinidade da poesia: a assunção dos deveres quando não queremos dever algum. A poesia está na imposição da formação de nossa consciência quando estamos a viver na comodidade do rebanho. Poesia é a unidade entre o pensar e agir, entre idealizar e fazer.

Poesia é constância e firmeza. Não é coisa para homens de geleia. Confira abaixo seis poemas de seis poetas que todo homem deveria ler:

“Se”, de Rudyard Kipling (1865 – 1936)
sadas

Se és capaz de manter tua calma, quando
todo mundo ao redor já a perdeu e te culpa.
De crer em ti quando estão todos duvidando,
e para esses no entanto achar uma desculpa.

Se és capaz de esperar sem te desesperares,
ou, enganado, não mentir ao mentiroso,
Ou, sendo odiado, sempre ao ódio te esquivares,
e não parecer bom demais, nem pretensioso.

Se és capaz de pensar – sem que a isso só te atires,
de sonhar – sem fazer dos sonhos teus senhores.
Se, encontrando a Desgraça e o Triunfo, conseguires,
tratar da mesma forma a esses dois impostores.

Se és capaz de sofrer a dor de ver mudadas,
em armadilhas as verdades que disseste
E as coisas, por que deste a vida estraçalhadas,
e refazê-las com o bem pouco que te reste.

Se és capaz de arriscar numa única parada,
tudo quanto ganhaste em toda a tua vida.
E perder e, ao perder, sem nunca dizer nada,
resignado, tornar ao ponto de partida.

De forçar coração, nervos, músculos, tudo,
a dar seja o que for que neles ainda existe.
E a persistir assim quando, exausto, contudo,
resta a vontade em ti, que ainda te ordena: Persiste!

Se és capaz de, entre a plebe, não te corromperes,
e, entre Reis, não perder a naturalidade.
E de amigos, quer bons, quer maus, te defenderes,
se a todos podes ser de alguma utilidade.

Se és capaz de dar, segundo por segundo,
ao minuto fatal todo valor e brilho.
Tua é a Terra com tudo o que existe no mundo,
e – o que ainda é muito mais – és um Homem, meu filho!

“George Gray”, de Edgard Lee Masters (1868 – 1950)
Mono Print

Muitas vezes observei
a figura de mármore que esculpiram para mim:
um barco ancorado com as velas recolhidas.
Não representa a minha chegada a um porto de destino,
mas a minha existência.
Pois o amor foi-me oferecido e eu fugi dos seus enganos;
o desgosto bateu-me à porta, mas eu tive medo;
a ambição chamou por mim, mas eu receei a maré.
No entanto, sempre desejei dar um sentido à minha vida.
Agora sei que devemos erguer as velas
e tomar os ventos do destino
aonde quer que conduzam o barco.
Dar um sentido à nossa vida pode terminar em loucura,
mas uma vida sem sentido é um flagelo
de desassossego e de vago desejo –
é como um barco que suspira pelo mar e não se atreve.

“Ulisses”, de Lord Tennyson (1809 – 1892)
Alfred-Lord-Tennyson

Serve de pouco que, reinando em repouso
À lareira calma, por entre estes penhascos desertos,
Ao lado duma rainha velha, decida e passe
Leis injustas a uma raça de selvagens
Que poupam, e dormem, e comem, e não me conhecem.
Não posso descansar de viajar. Beberei
A vida até à última gota. Em todas as alturas muito
Me alegrei, muito sofri, tanto com aqueles
Que me amavam, e sozinho; na costa, e quando
Por correntes agrestes as Hyades chuvosas
Agitavam o mar ténue. Tornei-me no meu renome.
Pois vagueando sempre de coração faminto
Muito eu vi e conheci — cidades de homens
E costumes, climas, conselhos, governos,
E eu mesmo não por último, mas honrado por todos eles;
E bebi o êxtase da batalha com os meus pares
Lá longe nas planícies soantes da ventosa Ílion.
Sou parte de tudo quanto conheci;
Toda a experiência é todavia um arco por onde
Brilha aquele mundo por viajar, cuja margem se esbate
Para sempre e para sempre quando avanço.
Quão murcho é parar, chegar ao fim,
Enferrujar sem polimento, sem brilhar no uso!
Como se a vida fosse só respirar! Vida amontoada em vida
Não bastaria, e para alguém como eu
Muito pouco resta; mas cada hora é roubada
Àquele silêncio eterno, algo mais,
Portador de novos feitos; e tão vil que seria
Apenas para uns três sóis guardar-me e poupar-me.
E este espírito pálido, ardendo em desejo
De perseguir conhecimento como uma estrela cadente
Para além dos limites últimos do pensamento humano.

É este o meu filho, o meu fiel Telémaco,
A quem eu deixo o ceptro e a ilha —
É-me bem amado, e dedica-se bem
Às suas tarefas, para com cautelosa prudência suavizar
A gente rude, e com decretos gentis
Reduzi-los ao útil e ao bom.
É magnamente incensurável, focado na sua esfera
De deveres partilhados, decente o suficiente para não desapontar
Nos ofícios de ternura, e pagar
Justo respeito aos deuses do meu lar,
Quando estou ausente. É esse o seu trabalho, o meu é outro.

Ali jaz o porto, a nau rebate a vela;
Ali pairam os negros e largos mares. Os meus marinheiros,
Almas que se bateram, sofreram e pensaram comigo —
Que sempre com saudações alegres receberam
Quer trovões quer raios de sol, e se aguentaram
Com corações livres, livres frontes — eu e tu estamos velhos;
Tenha ainda a velhice alguma honra e serviço.
A morte encerra tudo; mas algo antes do fim,
Algum feito de notável memória pode ainda ser feito,
Algo digno de homens que se bateram com deuses.
As luzes já cintilam nos rochedos,
O longo dia põe-se, a lua lenta sobe, as profundezas
Gemem à volta com muitas vozes. Venham, meus amigos,
Não é tarde de mais ainda para perseguir um mundo mais novo!
Ao mar, e sentados em ordem remai
Contra os bancos de areia; pois o meu propósito
Impele-me a navegar para além do sol posto, e do mergulho
De todas as estrelas ocidentais, até morrer.
Pode muito bem ser que o golfo nos submerja no seu banho.
Ou pode muito bem ser que atinjamos as ilhas dos Bem-Aventurados
E vejamos o grande Aquiles, que em tempos conhecemos.

Embora muito esteja tomado, muito resta; e embora
Já não sejamos aquela força que nos velhos tempos
Moveu a terra e os céus, somos aquilo que somos —
Um disposição firme de corações heróicos,
Enfraquecidos pelo tempo e pelo fado, mas com forte vontade
De tentar, perseguir, encontrar e não desistir.

“Enquanto eu ponderava em silêncio”, de Walt Whitman (1819 – 1892)
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Enquanto eu ponderava em silêncio,
Retornando a poemas, considerando, vagarosamente,
Um Fantasma levantou-se perante a mim com um aspecto desconfiado.
Terrível em beleza, idade e poder,
O gênio dos poetas de terras antigas,
A mim dirigia-se com chamas em seus olhos.
Com seus dedos apontando a inúmeras canções imortais,
E, com uma voz ameaçadora, disse ele: – O que cantas?
Tu sabias que não existe nenhum outro tema para os bardos eternos?
Este tema é a guerra, a sorte das batalhas,
A produção de soldados perfeitos.

– Que seja, Eu respondi,
Eu também, Sombra altiva, canto a guerra, um canto longo e maior que qualquer outro,
Travada em meu livro com destinos que sempre variam,
com voo, avançando e recuando, vitória adiada e hesitada,
(Ainda parece-me certo, ou tão bom quanto certo, por fim,) no campo e o mundo,
Para vida e morte, para o corpo ou para a alma eterna,
Eis, eu também venho, cantando o canto das batalhas,
Eu, acima de todos, promovo bravos soldados.

“Invictus”, de William Ernest Henley (1849 – 1903)
Portrait_of_William_Ernest_Henley

Do fundo desta noite que persiste
A me envolver em breu – eterno e espesso,
A qualquer deus – se algum acaso existe,
Por mi’alma insubjugável agradeço.

Nas garras do destino e seus estragos,
Sob os golpes que o acaso atira e acerta,
Nunca me lamentei – e ainda trago
Minha cabeça – embora em sangue – ereta.

Além deste oceano de lamúria,
Somente o Horror das trevas se divisa;
Porém o tempo, a consumir-se em fúria,
Não me amedronta, nem me martiriza.

Por ser estreita a senda – eu não declino,
Nem por pesada a mão que o mundo espalma;
Eu sou dono e senhor de meu destino;
Eu sou o comandante de minha alma.

Endereço

Rua Dona Mariquinha
Goiânia, GO
74650-130

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