Coletivo Myrthes de Campos - Macaé

Coletivo Myrthes de Campos - Macaé Página do Coletivo de Mulheres localizado em Macaé. Myrthes Gomes de Campos, nascida em Macaé no ano de 1895, foi a primeira mulher advogada do Brasil.

Interessou-se desde cedo pelo estudo das leis. Na época, porém, era impensável que uma mulher construísse uma possibilidade de existência fora do casamento. Sua família ficou escandalizada quando a jovem expressou o desejo de ir para a Capital, ingressar na Faculdade Livre de Ciências Jurídicas e Sociais do Rio de Janeiro, tendo sido a primeira mulher a entrar nessa faculdade e também a única da t

urma. Concluiu o bacharelado em Direito em 1898, mas, devido as fortes discriminações, apenas em 1906 conseguiu ingressar no quadro de sócios efetivos do Instituto dos Advogados do Brasil –IAB (entidade responsável pela criação da Ordem dos Advogados do Brasil), condição necessária para o exercício profissional da advocacia. Uma de suas vitórias jurídicas foi a apresentação da tese que propunha a supressão, do código civil, do item que legislava sobre a incapacidade civil da mulher casada . Myrthes foi incansável na defesa dos direitos civis da mulher . Nos anos de 1910, requereu seu alistamento eleitoral, alegando que a Constituição não negava esse direito à mulher, mas seu requerimento foi indeferido. Só em 1922 conseguiu do plenário a aprovação de uma emenda pela qual “a mulher não é considerada inapta, moral e intelectualmente para o exercício dos direitos políticos, e que em face da Constituição Federal, não é proibido às mulheres o exercício dos direitos políticos, que lhe deve ser permitido”. Myrthes desmistificou a ideia de que a advocacia era privilégio masculino, no entanto enfrentou uma sociedade eminentemente machista ao lutar a favor dos direitos humanos, passando por temas polêmicos como divórcio, trabalho das mulheres, caixas maternidade, trabalho infantil e aborto. Ela abraçou a luta pela emancipação feminina. Foi uma mulher muito à frente do seu tempo, exerceu a advocacia, resistiu à pressão da opinião pública e soube conquistar os espaços que
até então eram exclusivamente masculinos.

Vocês precisam conhecer esse canal o canal dessa mulher!
29/08/2019

Vocês precisam conhecer esse canal o canal dessa mulher!

"Ontem me perguntaram, mais você  não vai dar um jeito de arrumar um namorado?  Pensei bem antes de responder e no fim n...
05/06/2016

"Ontem me perguntaram, mais você não vai dar um jeito de arrumar um namorado? Pensei bem antes de responder e no fim não disse nada. Sabe teria várias motimos para responder de forma groceira mais preferi me calar, agora vejo que fiz errado pois poderia ter respondido pois tenho tantos motivos está solteira . Podia ter falado sobre a solidão da mulher negra, mais isso ia parecer que alguém teria que ter pena de mim ,e só por isso se torna meu namorado . Também poderia dizer que estou solteira pelo fato de está fora de forma ou seja gorda é mais a quem diga que isso não importa ,o importante e ser feliz . Também poderia ter dito que estou solteira por não me encaixo no padrão de beleza que a sociedade impõem. Sabe não que esses motivos não sejam verdades, pois vivemos em uma sociedade ra***ta e preconceituosa onde os padrões de beleza são completamente invertidos e tudo isso eu vivo no meu dia dia e sei de muitas outras pessoas que passam pelas mesmas coisas também. Mais sabe por que ainda não mudei meu estado de solteira pra namorando ,por que isso não desrespeito a ninguém além de mim e da pessoa que eu for escolher pra esta do meu lado. Essa pessoa tem que ser aquela que vai me fazer rir nos meus dias mais tristes, que vai está to meu lado segurando a minha mão quando eu mais precisar , vai me aceitar mesmo não estando e nem me submetendo a esse padrão de de beleza ridículo,e por fim vai olhar nos meus olhos e dizer você é perfeita pra mim do jeito que você é. Que não queira me mudar, mais que me faça ter interesse por coisas novas, e que no fim de um dia cansativo apenas com uma única palavra amiga ou gesto saibar fazer toda a diferença."

Texto enviado anonimamente

Ontem milhares de nós fomos às ruas para mostrar que não aceitaremos a violência seja ela, sexual, psicológica ou do Est...
03/06/2016

Ontem milhares de nós fomos às ruas para mostrar que não aceitaremos a violência seja ela, sexual, psicológica ou do Estado.

As mulheres do Coletivo Myrthes de Campos estiveram nas mobilizações de Macaé e no Rio de Janeiro, nesta juntamente ao Movimento Chega De Estupros de Rio das Ostras.

Durante os atos no Brasil todo gritamos que não aceitaremos retroceder nas políticas públicas para as mulheres, assim como não nos calaremos e nem deixaremos passar casos de estupro e homicídios. Seja no campo ou na cidade. Seja na universidade, em casa ou na rua escura. Seja com a Beatriz, de 16 anos; a Regina, de 56 anos ou com a Edna, com a Rayzza ou Daiana.
O corpo é nosso! A culpa não!

Aproveitamos para convidar a todas(os) que juntem-se a nós no dia 04 de junho (SÁBADO) a partir das 16h na Praça Jose Pereira Câmara em Rio das Ostras para marcharmos pelo Fim da Violência contra as Mulheres. Sabemos que a região dos lagos possui um dos maiores índices de estupro do país e que a luta passa pelo rompimento do silêncio, por isso estaremos nas ruas e nas praças pelo fim da cultura do estupro!

"CÊ VAI SE ARREPENDER DE LEVANTAR A MÃO PRA MIM"

Por nós
Por todas elas

02/06/2016
Não deixaremos que o meio universitário seja palco de manifestações machistas. Esse tipo de agressão é o reflexo de uma ...
22/05/2016

Não deixaremos que o meio universitário seja palco de manifestações machistas. Esse tipo de agressão é o reflexo de uma mentalidade ainda baseada no controle da sexualidade feminina.

Xingamentos não devem ser levados na brincadeira, pois além de ofender e expor mulheres reforçam uma cultura de desigualdade de gênero. Esse tipo de conduta não será tolerado e não há rivalidade entre torcidas que justifique machismo. Chamar uma mulher de piranha é se achar no direito de julgar sua sexualidade. É cruel e desonesto.

Vale ainda fazer uma chamada às Atléticas que não incentivem práticas machistas e sim condenem, para que possamos construir ambientes mais plurais e saudáveis.

Lugar de mulher é onde ela quiser, inclusive na Atlética!

Macaé, 22 de Maio de 2016Em solidariedade às meninas da Atlética Doutrinadores e demais atletas/torcedorasVem se aproxim...
22/05/2016

Macaé, 22 de Maio de 2016
Em solidariedade às meninas da Atlética Doutrinadores e demais atletas/torcedoras

Vem se aproximando os JOGOS JURÍDICOS que esse ano vão rolar em Petrópolis durante o feriado do dia 26.
Ontem, dia 21 de maio de 2016, o Direito UFF Macaé participou do TUFS (Torneio Universitário de Futebol Society). Ao final da tarde um aluno da Engenharia-UFRJ postou em seu perfil do Facebook uma publicação, insinuando que a Torcida do Lobão só teria ganho o título de Melhor Torcida do TUFS porque o organizador teria interesse em determinada aluna, que foi objetificada e chamada pejorativamente de "Piranha da UFF".

Não é novidade que os ambientes dos Jogos e Torneios tornam-se, muitas vezes, hostil às mulheres. As torcidas rivais costumam atribuir características negativas a nossos corpos, não respeitam as nossas orientações quando não-heterosse***is e diminuem a atuação das mulheres, seja na bateria, nas quadras ou em posições da organização, à relações se***is ou estéticas.

Importante lembrar que o ambiente vivido nos jogos apenas reflete as estruturas que, diariamente, oprimem mulheres, inclusive dentro da Universidade.
E que a rivalidade entre as universidades por vezes apoia-se no machismo e no controle dos corpos, escancarando o que já é rotineiro.

Reforçamos que não iremos nos calar diante de ataques machistas, independente da Universidade!

Nós, do Coletivo Myrthes de Campos, nos posicionamos e repudiamos a atitude acima relatada, assim como todas as outras, seja no ambiente dos Jogos ou não e apoiamos a campanha JOGOS SEM MACHISMO que tem o intuito de desconstruir a cultura misógina que permeia os ambientes universitários com a ajuda das meninas de diversas atléticas e centros acadêmicos.

Assinam essa nota:
Coletivo Myrthes de Campos
Coletivo Michelly Fernandes - LGBT's Macaé
Coletivo Cirandeiras
Organização Estudantil Quinze de Maio
Jogos sem Machismo
Atlética Doutrinadores UFF Direito Macaé
CANUT UFRJ-Macaé
CAEnf - Centro Acadêmico Therezinha Loureiro Alves Ferreira
Centro Acadêmico de Medicina da UFRJ Macaé

Rode de Conversa das mulheres do Myrthes de Campos na II Feira Afro. O espaço foi de trocas sobre "Práticas abolicionist...
19/05/2016

Rode de Conversa das mulheres do Myrthes de Campos na II Feira Afro. O espaço foi de trocas sobre "Práticas abolicionistas dos corpos negros no século XXI".

Na Feira Afro, na praça Veríssimo de Melo ;)14/05 12h
14/05/2016

Na Feira Afro, na praça Veríssimo de Melo ;)

14/05 12h

Amanhã, meninas!Agroecologia é Feminismo!Reforma Agrária Popular é Feminismo!
12/05/2016

Amanhã, meninas!

Agroecologia é Feminismo!
Reforma Agrária Popular é Feminismo!

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