Vila Kennedy é um bairro não oficial da cidade do Rio de Janeiro, no Brasil. Localiza-se às margens da avenida Brasil. A área onde foi construída a Vila Kennedy era rural, à margem da Avenida Brasil, no trecho antigamente denominado avenida das Bandeiras. Era uma localidade muito distante do Centro da cidade, o que dificultou muito a vida das pessoas que vieram morar no bairro. A verba usada para
erguer as casas populares da Vila Kennedy veio da Aliança para o Progresso, programa criado pelo então presidente americano John Kennedy. Daí o nome da vila, que, a princípio, se chamaria Vila Progresso e que acabou por receber seu nome atual como forma de homenagear o presidente Kennedy, falecido em 1963, menos de dois meses antes da inauguração da vila. No dia 20 de janeiro de 1964, dia de são Sebastião, foi inaugurada a Vila Kennedy pelo governador do estado Carlos Lacerda. Foram construídas 5 054 unidades habitacionais. Inicialmente, a Vila Kennedy recebeu os moradores que foram desalojados da favela do Morro do Pasmado, no bairro de Botafogo, além dos moradores que foram desalojados da favela da praia do Pinto, na Lagoa, e da favela Maria Angu, na Penha/Ramos. E, por conta de reintegração de posse de terreno, também foram removidos para a Vila Kennedy, a partir de julho de 1965, os moradores que foram desalojados da extinta Favela do Esqueleto, onde, posteriormente, viria a ser erguida a Universidade do Estado da Guanabara, atual Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), no bairro do Maracanã. No fim da década de 1960, um embaixador estadunidense doou, ao bairro, uma réplica da Estátua da Liberdade, produzida com níquel pelo criador da estátua original em Nova Iorque, o escultor alsaciano Frédéric Auguste Bartholdi.