Perfil
A Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli/USP) tem mais de um século de história, formando gerações de engenheiros que têm se destacado não só em suas especialidades profissionais, mas também na vida política do País e na administração de empresas e de órgãos públicos. Fundada em 1893, a então denominada Escola Politécnica de São Paulo foi incorporada à USP em 1934; hoje ela
é referência nacional e considerada a mais completa faculdade de Engenharia da América Latina. A Poli ocupa nove prédios na Cidade Universitária, em São Paulo, num total de 141.500 metros quadrados de área construída. Ali trabalham ou estudam 457 professores, 478 funcionários, 4.500 alunos de graduação e 2.500 alunos de pós-graduação. A Escola está organizada em 15 departamentos, responsáveis pelas atividades de ensino, de pesquisa e de extensão de serviços à comunidade. Na graduação, são oferecidos 17 cursos, agrupados em quatro grandes áreas da engenharia: Civil, Elétrica, Mecânica e Química. Desses cursos, 15 são semestrais e dois – Engenharia de Computação e Engenharia Química – têm características que os diferenciam dos demais: eles são organizados em períodos quadrimestrais e realizados em cooperação com empresas. Na pós-graduação, a Poli oferece dez cursos de mestrado, nove de doutorado e um de mestrado profissionalizante. De 1970 a 2006 foram outorgados cerca de 7.000 títulos, entre mestrado e doutorado, o que coloca a Escola como um dos maiores centros de pós-graduação do País e o maior na área de Engenharia. A Poli também se destaca na realização de pesquisas científicas e tecnológicas, com as quais contribui para o progresso social e econômico do País e para a modernização, competitividade e qualidade dos produtos e processos das empresas. História da Poli
Criada pelas leis estaduais nº 26 e nº 64, em 1893, a Escola Politécnica da Universidade de São Paulo teve, no mesmo ano, seu Regulamento publicado no Diário Oficial do Estado de São Paulo, na forma da lei nº 191, assinada no governo de Bernardino de Campos. Criava-se assim os cursos de Engenharia Industrial, Engenharia Agrícola, Engenharia Civil e o Curso Anexo de Artes Mecânicas. No âmbito da Poli, como desde o início foi chamada a Escola, começaram a funcionar, em São Paulo, os primeiros cursos de Astronomia – que deram origem ao Instituto de Astrofísica e Geofísica –, Arquitetura, Belas Artes, Física, Química e até Zootecnia, que posteriormente se transformaram em faculdades autônomas. Desde sua fundação, a Poli foi celeiro de alunos e professores ilustres, dentre os quais alguns dos maiores nomes da engenharia e da ciência do País, como Adolfo Lutz, Vital Brasil, Francisco Ramos de Azevedo, Luiz de Anhaia Mello, Luiz Cintra do Prado,Telêmaco Van Langendock, entre outros. Em 1894, o Solar do Marquês de Três Rios foi a primeira instalação da Poli. O prédio (demolido em 1924) foi adaptado para abrigar as atividades acadêmicas. Nessa época, um grupo de líderes empreendedores de São Paulo iniciou um processo de renovação da região, que incluiu desde reformas urbanas a um intenso trabalho para adequar o Estado e sua capital ao novo modelo de sociedade industrial que ganhava corpo em todo o mundo. Os engenheiros tiveram um papel decisivo nesse processo, elaborando projetos e construindo a infraestrutura necessária, tais como a construção de ferrovias, hidrelétricas e a inversão do curso do Rio Pinheiros, feita para abastecer as represas construídas para fornecer água a residências e empresas. Com o passar do tempo, houve um aumento significativo da demanda por profissões técnicas, com crescimento do número de alunos e professores, obrigando a contratação de alguns dos grandes nomes internacionais da Engenharia. Isso exigiu também a ampliação das instalações da Escola, que levaram à construção do Edifício Paula Souza, onde também estavam abrigados os laboratórios de pesquisa e as oficinas didáticas. Com o sucesso das ações empreendidas para promover o crescimento da atividade industrial, aumentou ainda mais a importância da participação dos engenheiros no processo de modernização, provocando a transformação progressiva da cidade modesta do final do Século XIX para a metrópole que se tornou ao longo do século passado. A criação da Universidade de São Paulo, em 1934, promoveu a incorporação de diversas unidades de ensino superior, dentre as quais a Escola Politécnica, que se uniu ao esforço para oferecer uma universidade pública à população, como parte da iniciativa do Governo Estadual, visando a melhoria e a democratização da educação. Esse conjunto de fatores exigiu uma nova mudança da sede da Poli, com a expansão do conjunto Politécnico, próximo à Estação da Luz, permanecendo ali até a década de 1960, quando houve outra mudança para a Cidade Universitária, também na capital paulistana. Essa denominação do campus é compatível com as grandes dimensões físicas que a Universidade de São Paulo ocupa. São aproximadamente 10 km2,, abrigando uma população de cerca de 6 mil professores, 15 mil funcionários e 56 mil alunos distribuídos por 229 cursos de graduação. As instalações atuais da Escola Politécnica representam cerca de 7% da área total da USP, onde se localizam nove edificações com uma área construída total de mais que 140.000 m2, que inclui salas de aulas, bibliotecas, laboratórios acadêmicos e de pesquisa, além de setores administrativos. Contando com um corpo docente de elevada qualificação, no qual mais de 80% de seus 457 professores têm titulação mínima de doutor, os dados estatísticos dessa unidade da USP impressionam pelos números grandiosos. São 15 departamentos de ensino e pesquisa, que mantêm convênios acadêmicos internacionais com diferentes países, além de convênios e contratos com o setor produtivo. Oferece 17 cursos regulares de graduação, que atendem mais de 5 mil estudantes. Seus mais que 30 cursos de mestrado e doutorado contam com cerca de 5 mil alunos, além de atividades de educação continuada, com centenas de cursos que promovem reciclagem para egressos, qualificando anualmente quase 8 mil profissionais para o mercado de trabalho. Sua condição de liderança no âmbito das engenharias é incontestável. Mas sua projeção supera em muito os limites o ambiente da técnica, pois um número significativo de egressos vem exercendo atividades importantes, ao longo de toda sua existência. Constitui-se, portanto, num dos maiores celeiros de dirigentes, não somente no que se refere à área técnica, mas também em empresas, funções públicas e cargos eletivos da maior relevância, tanto para a região quanto para o próprio desenvolvimento da nação.