12/09/2026
🩸 Tromboembolismo em cães e gatos: reconhecer o risco é tão importante quanto tratar o trombo.
O tromboembolismo é uma complicação potencialmente grave e sua abordagem começa antes mesmo da escolha do antitrombótico. A avaliação deve considerar os fatores da Tríade de Virchow — estase sanguínea, lesão endotelial e hipercoagulabilidade —, além da apresentação clínica e da localização provável do evento.
🔎 O diagnóstico deve integrar sinais clínicos, doença de base e exames complementares. Dependendo da suspeita, ultrassonografia com Doppler, ecocardiografia e outros métodos de imagem podem auxiliar na identificação e localização do trombo além do ROTEM para fechar a hipercoagulação.
💊 E o tratamento?
A escolha não deve ser simplesmente “anticoagular”.
De forma geral, eventos arteriais apresentam maior participação plaquetária, favorecendo o uso de antiplaquetários, enquanto eventos venosos têm maior participação da coagulação e da formação de fibrina, favorecendo os anticoagulantes.
🐱 No tromboembolismo arterial felino, especialmente associado às cardiomiopatias, o clopidogrel tem papel importante na prevenção de novos eventos.
⚖️ Em pacientes de alto risco, estratégias antitrombóticas combinadas podem ser consideradas, mas sempre equilibrando:
risco de trombose 🩸 × risco de hemorragia ⚠️
Além disso, tratar o trombo é apenas parte da abordagem. É fundamental identificar e controlar a doença predisponente, oferecer suporte adequado e monitorar possíveis complicações.
📌 Mensagem principal: a terapia antitrombótica deve ser individualizada de acordo com o mecanismo, localização do trombo, doença de base e risco hemorrágico do paciente.
📚 Baseado no consenso CURATIVE – Consensus on the Rational Use of Antithrombotics in Veterinary Critical Care: Domain 2 – Defining Rational Therapeutic Usage.
Antitromboticos Anticoagulantes Clopidogrel CriticalCare VetMed