Sou Caipira, tenho cheiro de roça

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28/08/2017

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10 PASSEIOS PARA FAZER NAS TRÊS SANTAS DO ESPÍRITO SANTO O destino capixaba guarda muitas surpresas dentro e fora da cap...
28/08/2017

10 PASSEIOS PARA FAZER NAS TRÊS SANTAS DO ESPÍRITO SANTO

O destino capixaba guarda muitas surpresas dentro e fora da capital. A Qual Viagem teve o privilégio de visitar as três Santas (Santa Maria, Santa Leopoldina e Santa Maria de Jetibá) e conhecer a cultura e costumes de cada uma delas. E não para por aí. Além de conhecer os atrativos turísticos, praticar esportes locais e nos encantar com tanta beleza e história, nós tivemos a grande honra de experimentar a culinária local, com grande influência dos imigrantes (clique aqui para saber onde comer). Confira abaixo 10 passeios imperdíveis:

Rampa de voo livre Caravaggio – Santa Teresa

Em Santa Teresa você tem a oportunidade de fazer diversas atividades em um único ambiente. A rampa de voo livre do Caravaggio é ideal para book fotográfico, piqueniques, admirar as montanhas do alto, assistir ao pôr do sol e principalmente voar – já que é a principal atração. Através do voo o turista vivencia experiências e momentos inesquecíveis, e visualiza a beleza local de um ângulo fascinante.

Museu Biológico Professor Mello Leitão – Santa Teresa

Fundado pelo cientista e pesquisador Augusto Ruschi, o Instituto Nacional da Mata Atlântica realiza importantes pesquisas e reúne uma área de 30.000m² com jardins rupestres, viveiros de animais, serpentário e pavilhões de botânica e de zoologia. Seu valioso acervo de plantas e animais tem atraído a atenção de pesquisadores de todo o mundo. Entre as surpresas e um dos lugares mais bonitos dentro do parque, podemos encontrar uma área tranquila onde muitos beija-flores são o principal destaque. A entrada é franca.

Galeria Cultural Virgínia Gasparini Tamanini – Santa Teresa

O espaço destinado à cultura, artesanato e agroturismo possibilita uma viagem no tempo para mostrar toda a história dos imigrantes italianos na cidade. A galeria possui dois andares, o primeiro é dedicado ao artesanato, vinhos e quitutes. Já o segundo, é totalmente italiano, com linha do tempo, roupas típicas e alguns objetivos.

Memorial Casa do Credo – Santa Teresa

Criado para compartilhar arte e história de uma família de descendentes de imigrantes, o memorial conta e expõe em salas, peças raras de uma época que hoje vive na lembrança dos imigrantes. Na casa, o visitante poderá encontrar móveis, cartas, livros e muitos outros objetos. Além disso, Myrian Loureiro, fundadora da casa e artista plástica, apresenta alguns de seus quadros e conta toda a história com muito orgulho e emoção. Nos fundos há um belo jardim e um auditório com 50 lugares para receber eventos, reuniões, palestras e seminários.

Rua do Lazer – Santa Teresa

Um dos lugares mais movimentados do município. A rua do lazer concentra muita diversão, cafés, restaurantes, lojas de roupas e pubs para divertir os moradores e turistas. De sexta, às 18h, a domingo a rua f**a fechada, e cheio de cadeiras e mesas para deixarem todos mais à vontade.

Memorial Pomerano – Santa Maria de Jetibá

Conhecer a cultura alemã, experimentar a culinária típica e visitar o memorial pomerano (foto de capa) faz parte de algumas experiências que você pode apreciar em Santa Maria. A visita ao memorial proporciona experiências únicas e faz você voltar em uma época repleta de histórias e acontecimentos marcantes. Dona Marineuza Waiandt, proprietária do memorial, apresenta todos os cômodos da casa em estilo enxaimel e faz questão de preparar um delicioso almoço típico. Mais do que isso, ela simula um casamento para mostrar aos visitantes um pouco das tradições que permanecem vivas até hoje. Na visita também está incluso plantar uma árvore.

Véu da Noiva Cachoeira Parque – Santa Leopoldina

O parque abriga a cachoeira mais famosa da região – véu da noiva – e concentra por lá, algumas piscinas naturais com direito a tobogã. Além das opções incríveis para se refrescar, o visitante irá encontrar trilhas, muito verde, parquinho e até mesmo chalés para quem decidir se hospedar. O lugar tem ótima estrutura, que dispõe de restaurante, banheiros, sala de convenções, sala de jogos e até área para camping.

Monumento ao Imigrante – Santa Maria de Jetibá

A cidade mais Pomerana do Brasil possui um belo cartão-postal que vale a pena ser visitado. Localizado na Praça do Imigrante Pomerano, o monumento foi construído e inaugurado em homenagem aos 150 anos da Imigração Pomerana no estado, e hoje é considerado uma parada obrigatória.

Cachoeiras – Santa Leopoldina

Santa Leopoldina é um verdadeiro refúgio para os amantes das águas geladas, situadas em meio as montanhas. Além do Véu da Noiva, não deixe de conhecer outras duas que são tão lindas quanto. No Eco Parque Cachoeira Moxafongo, você irá se surpreender com águas cristalinas e dois tons de cores diferentes. E a Cachoeira das Andorinhas possui um restaurante no local.

Vinícolas – Santa Teresa

Com aproximadamente 50 hectares de área cultivada por uva, Santa Teresa produz sozinha mais de 700 toneladas da fruta por ano. Para os vinhos, as variedades produzidas são: Niágara Rosada, Izabel, Violeta, Lorena, Moscatel, Bordo e Cabernet Sauvingnon. Além da bebida, é bastante expressiva a produção de geleias e sucos. As Cantina Romanha, Marttiello e Vinícola Tabocas, são as principais e merecem uma visita e degustação. Já para os amantes de champagne, visite a Casa dos Espumantes e se delicie com os sabores suaves.

Texto por: Caroline de Oliveira, que viajou a convite da Secretaria de Turismo do Estado

28/08/2017

Família produtora de café consegue ótimos preços e produto de qualidade

A agricultura familiar é, muitas vezes, associada à pouca tecnologia e à baixa produtividade, mas uma família de pequenos produtores de cafés especiais prova que não é bem assim. Mais de 20 pessoas da família Lacerda vivem de uma pequena lavoura em Minas Gerais. Eles investiram em tecnologia e conhecimento e o resultado é um café de alta qualidade, com ótimo preço de mercado.

A lavoura da família Lacerda f**a na divisa de Minas Gerais com o Espírito Santo, entre os municípios de Espera Feliz e Dores do Rio Preto. A região é conhecida pelo Parque Nacional do Caparaó, que abriga o Pico da Bandeira, com quase três mil metros de altura. É nesse cenário, bem ao lado do parque, que f**a o sítio Forquilha do Rio, com 48 hectares, dos quais 21 plantados com café arábica.

“A família aqui tem meus pais, Onofre e Conceição, tem as duas irmãs, Aparecida a Geralda, e nós três, os irmãos Afonso, Ademir e eu. Tem também meus cunhados, sobrinhos e filhos. São 22 pessoas no total que moram no sítio. Dezoito trabalham diariamente no café”, conta o agricultor José Alexandre de Lacerda.
Onofre conta que o pai e o avô dele já produziam café, mas enfrentavam dificuldade para sustentar a família: “Era difícil, porque o dinheiro era muito pouco. Hoje mudou, é outra realidade, outra vida”.

A virada começou em 2010, quando a família ganhou um primeiro concurso regional de qualidade do café. Na época, foi uma surpresa e, desde então, os agricultores centraram foco na qualidade e melhoraram ainda mais a produção. O café do sítio foi ganhando fama e a família foi mudando de vida.

Um primeiro ponto que é fundamental para a qualidade do café da família é a natureza do lugar. O sítio Forquilha está em uma situação privilegiada para os cafezais: uma região de serra, com clima fresco o ano todo, chuvas bem distribuídas e uma altitude que varia de 1.100 a 1.400 metros. Segundo Afonso, irmão de Alexandre, o clima mais fresco pode até reduzir o volume de produção, mas é ótimo para a qualidade: “O café tem uma maturação mais lenta e aí tem mais tempo do grão absorver açúcar. Isso dá qualidade e sabor no café”.

Outra vantagem do clima de serra é que a família não enfrenta pragas, como a broca, e doenças, como a ferrugem, que são comuns pelo país afora. Além disso, o solo da região é muito bom.

Vale lembrar que os irmãos são da terceira geração de agricultores no sítio. Gente que tem intimidade com a natureza do lugar e com o comportamento do café na região. Essa experiência acumulada é outro diferencial.

Ao mesmo tempo a família não se contentou com o conhecimento tradicional e, principalmente nos últimos anos, soube se abrir para a inovação, para técnicas modernas de cultivo. Para isso, foi importante a participação de entidades como Emater, Incaper e Sebrae.

O agrônomo do Instituto Federal do Espírito Santo, João Batista Pavesi, é um dos que ajuda no sítio: “Eles faziam, geralmente, a correção do solo e adubação sem resultado de análise. Estavam colocando ou demais ou de menos e sem equilíbrio. Então, a análise do solo começou a ser feita todos os anos, houve uma redução na despeja com insumos da ordem de 17% e aumentou a produtividade em 26%”.

Com orientação, a família também passou a podar regularmente os pés, para deixar as plantas mais baixas e vigorosas. Além disso, de uns anos pra cá, a família começou a fazer cursos ligados a agricultura, café, meio ambiente. “O diploma traz aquela certeza técnica da coisa. A gente olhava, com meus pais, e falava que o terreno era bom, mas não sabia explicar porque ele era bom. Fazendo cursos, aprendemos a explicar porque ele é bom”, relata Afonso.

Colheita e secagem

A colheita é outra atividade decisiva para a qualidade de café. O trabalho ocorre de maio a dezembro, ou seja, é uma colheita longa, que se espalha ao longo do ano.

A família cultiva o café catuaí e um outro, de cor amarela, que é aparentado do bourbon, e é chamado de caparaó. Os irmãos procuram retirar apenas os frutos maduros da planta. É a colheita seletiva, diferente da convencional, na qual o trabalhador puxa todos os grãos ao mesmo tempo. “Pra comer uma fruta, normalmente, a gente escolhe uma madura. Com o café não poderia ser diferente. Aqui na nossa peneira temos os grãos maduros, em torno de 90% a 95%. São cafés de excelência, cafés superiores”, explica Ademir.
Segundo Ademir, outro ponto importante para garantir qualidade é que todo o trabalho é feito pela própria família: “Se você é dono, você toma a frente disso, você trabalha com mais cuidado, mais dedicação. O café precisa de muito cuidado, então, a gente como dono vai ter essa preocupação e carinho”.

O sítio produz, em média, 550 sacas de café por ano. Saindo da lavoura, começa outra etapa essencial para a qualidade: o trabalho de pós colheita, que deve ser feito com todo capricho. Nessa fase, a maior parte do café já é de grãos maduros, de qualidade superior. Mesmo assim, para completar a seleção, a família usa um equipamento que separa o café por peso. Assim, é possível retirar o que ainda sobrou de grãos pretos, que passaram do ponto, e verdes, que serão vendidos separadamente, como café comum. Os cafés maduros já saem descascados do equipamento.

A próxima etapa é a secagem e os cafés especiais são secados em estufas fechadas. Ficam protegidos da chuva, isolados de animais e devem ser revirados várias vezes ao dia. Quem cuida do serviço é Amanda, filha do Afonso, e Cláudia, mulher do Alexandre.

Uma parte do café do sítio é secada com casca. Nesse caso, o terreiro é suspenso e a separação dos grãos verdes ou passados é feita manualmente. Uma atividade que mobiliza avós, filhos e netos.
Prêmios

De fato, o café do sítio ficou famoso porque desde 2010 a família ganhou 16 prêmios de qualidade. Os concursos são promovidos pela Emater de Minas Gerais, pelo Incaper do Espírito Santo e por entidades nacionais, como a Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic).
A qualidade e a fama trouxeram também ganho econômico. Afinal, os cafés especiais são vendidos com preços bem acima do mercado comum. Enquanto uma saca de arábica convencional é negociada hoje na região por cerca de R$ 470, o café dos Lacerda alcança um preço médio de R$ 1.500 por saca, o triplo do valor.

Setenta por cento dos cafés especiais do sítio são exportados principalmente para a Europa, Japão e Estados Unidos. Os outros 30% são comprados, principalmente, em mercados e lojas de cafés finos das grandes cidades do Brasil.

Além da venda do café em grão, a família montou uma cafeteria dentro do sítio. Altilina, esposa do Afonso, mói e torra cerca de 5% da produção, o que aumenta os lucros da família e ainda divulga o produto para compradores e turistas que visitam a propriedade.

Com os bons resultados do café e qualidade de vida, os jovens da família não têm vontade de deixar o campo. Amanda, por exemplo, nasceu e cresceu no sítio. Hoje tem 16 anos e está no segundo ano do ensino médio: “Eu quero me formar em agronomia, quero continuar o que meu pai e meu avô começaram, porque é um orgulho ter o que eles começaram”.

Aos 15 anos, Helen, filha do Ademir, também está no ensino médio e pretende ajudar a família na exportação: “Eu tenho estudado inglês e pretendo fazer uma faculdade de letras e pretendo. Se chegar alguém estrangeiro e quiser saber mais sobre nosso café, vai ter alguém pra conversar com eles. Acho que vai ajudar muito”.

Exemplo a ser seguido

Esse trabalho, focado na qualidade, também está servindo de exemplo para vários outros sítios. Atualmente, a produção de cafés especiais já faz parte do dia-a-dia de cerca de 250 propriedades da região do Parque Nacional do Caparaó. Esse número só tende a aumentar nos próximos anos. É uma maneira de melhorar a renda e qualidade de vida de milhares de famílias pequenos produtores de café.

A família Lacerda já conseguiu vender o café do sítio por quase R$ 5 mil a saca e em leilões especializados, os cafés especiais podem alcançar valores ainda mais altos.

Fonte: Globo Rural.

Museu de Biologia Mello Leitão O Museu de Biologia Professor Mello Leitão (MBML) é um museu público federal, subordinado...
27/08/2017

Museu de Biologia Mello Leitão

O Museu de Biologia Professor Mello Leitão (MBML) é um museu público federal, subordinado ao Instituto Brasileiro de Museus, localizado na cidade de Santa Teresa, no interior do estado do Espírito Santo. Fundado em 1949 pelo naturalista Augusto Ruschi, é uma das principais instituições ligadas ao patrimônio natural do país. Seu nome é uma homenagem ao zoólogo Cândido Firmino de Mello Leitão, importante pesquisador brasileiro e amigo pessoal do fundador.

O museu tem por objetivo coletar, estudar, preservar e expor exemplares de plantas e animais, principalmente da Mata Atlântica. Possui um acervo com aproximadamente 40.000 exemplares, destacando-se as coleções de beija-flores, morcegos e o herbário. Mantém as estações biológicas de Santa Lúcia e Caixa d'Água, ambas no município de Santa Teresa. Desenvolve pesquisas biológicas e atividades de educação ambiental e conta com biblioteca especializada. Publica semestralmente o Boletim do Museu de Biologia Professor Mello Leitão, destinado à divulgação de pesquisas nos diversos ramos da biologia. O museu é um dos cinco pólos de educação ambiental da Mata Atlântica no Espírito Santo, atendendo aos municípios da região serrana.

O Museu de Biologia Professor Mello Leitão é o legado de décadas de trabalho do naturalista capixaba Augusto Ruschi (1915-1986). Desde a infância, Ruschi se interessava por observar e coletar plantas e insetos. Aos dezoito anos, já organizava cientif**amente suas coleções, acervo-base do futuro museu. Ruschi foi responsável por identif**ar, registrar e catalogar centenas de espécies de animais e vegetais, sobretudo beija-flores - família de aves que o fascinava a ponto de ter se tornado um dos maiores especialistas mundiais no assunto. O naturalista teve ainda papel de destaque na criação de parques e reservas no Espírito Santo, no ativismo em prol da contenção do desmatamento e do alerta sobre o impacto ambiental causado pelas indústrias. É considerado o Patrono da Ecologia no Brasil e um ícone da luta pela preservação do meio ambiente.

O Museu de Biologia foi fundado por Ruschi em 26 de junho de 1949 como uma organização privada sem fins lucrativos, logo reconhecida como de utilidade pública. Batizou a instituição com o nome de "Mello Leitão", homenageando seu professor e amigo Cândido Firmino de Mello Leitão, com quem trabalhou no Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro a partir de 1937.[2] O museu foi instalado na "Chácara Anita", de propriedade do fundador, que tinha por objetivo utilizar a instituição não apenas como depositária de suas coleções científ**as, mas como base para suas pesquisas e um instrumento de suporte para a política estadual de meio ambiente.

Para dar início às atividades científ**as do museu, juntou todos os levantamentos que havia realizado até então e começou a publicar os seus trabalhos. A primeira edição do Boletim do Museu de Biologia Professor Mello Leitão foi disponibilizada no mesmo ano em que o museu foi fundado . Desde então, o Boletim é publicado semestralmente, somando mais de 400 números. Entre os temas abordados, destacam-se duas teses principais, uma sobre reservas ecológicas e outra sobre desenvolvimento agrícola auto-sustentável em florestas tropicais. Nas décadas seguintes, o museu conseguiu projeção nacional e internacional, sobretudo pelas pesquisas desenvolvidas no âmbito da história natural do Espírito Santo e dos beija-flores brasileiros. O engajamento do fundador na defesa da natureza também garantiu notoriedade ao seu legado, sobretudo após a década de 1970, quando Ruschi enfrentou o governador do Espírito Santo, impedindo-o de instalar uma fábrica de palmitos enlatados na Reserva de Santa Lúcia.

Em 1984, dois anos antes de sua morte, Ruschi doou o Museu de Biologia Professor Mello Leitão e suas reservas à Fundação Pró-Memória do Ministério da Cultura. Posteriormente, a instituição passou a integrar o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e, após a sanção da Lei n.º 11.906, o Instituto Brasileiro de Museus.

Atualmente, o Museu de Biologia é uma das mais importantes referências brasileiras para pesquisas voltadas à biodiversidade da Mata Atlântica, sobretudo no estado do Espírito Santo, desenvolvendo trabalhos de botânica, comportamento, ecologia e biogegrafia de grupos de animais do estado. Também possui forte atuação na área educacional, recepcionando anualmente cerca de 30 mil visitantes, sobretudo dos municípios da região serrana. O Boletim do Museu de Biologia Professor Mello Leitão é distribuído para mais de 500 instituições do Brasil e de outros 73 países. Em 2003, o museu recebeu o Prêmio Muriqui, concedido pelo Conselho Nacional da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica para os trabalhos e atividades mais signif**ativos em benefício da proteção da biodiversidade, do desenvolvimento sustentável ou do conhecimento científico da Mata Atlântica.

O museu encontra-se instalado na antiga Chácara Anita, que pertencia a Augusto Ruschi. A área total construída soma 3 400 m2[3], distribuídos por uma série de edif**ações envoltas por uma um amplo parque de farta vegetação. A administração e a biblioteca situam-se na sede da chácara, erguida em 1874 por imigrantes italianos, sendo uma das mais antigas residências remanescentes de Santa Teresa.

Integram o espaço dois viveiros de aves, uma para aquelas em processo de readaptação, posteriormente soltas nas estações ambientais do museu, e outra com exemplares de araras, um ofidário com diversos exemplares de serpentes peçonhentas e não-peçonhentas, os pavilhões de Botânica e Zoologia, o Pavilhao de Ornitologia, com diversas espécies de aves taxidermizadas, além de alguns exemplares de mamíferos e répteis, o Pavilhão de Exposições Temporárias, o orquidário, o herbário, o jardim rupestre, com com vegetação adaptada a lugares pedregosos, com espécies de bromélias, orquídeas e cactos, e um auditório para usos múltiplos.

Para pesquisas de campo, o museu dispõe ainda de duas reservas biológicas, ambas no município de Santa Teresa. A Estação Biológica de São Lourenço (também chamada de "Caixa d'Água") possui 22 hectares e é frequentemente utilizada para o desenvolvimento de estudos sobre a biodiversidade local. A Estação Biológica de Santa Lúcia possui 440 hectares, é equipada com laboratório de campo e casa de hóspedes e é administrada em conjunto com o Museu Nacional da UFRJ, co-proprietário da área.

O Museu de Biologia Professor Mello Leitão possui um valioso acervo zoobotânico, com mais de 40.000 itens, entre amostras de plantas herborizadas e exemplares de animais taxidermizados ou conservados em meio líquido. A coleção foi iniciada na década de 1930 por Augusto Ruschi e outros colaboradres, tendo sido sistematicamente ampliada e organizada nas décadas seguintes. Os exemplares são organizados em ordem taxonômica e alfabética e encontram-se em bom estado de conservação, abrigados em ambientes com umidade e variações de temperatura controladas. O museu abriga ainda uma grande quantidade de animais e plantas vivas, nos viveiros, ofidários, no parque e nas estações biológicas.

A coleção de animais taxidermizados inclui 7.300 exemplares de aves e 2.700 de mamíferos. São particularmente importantes a coleção de beija-flores, com cerca de 1 700 exemplares, a de morcegos, com 1.300. Há ainda 1.600 exemplares de répteis, 4.000 exemplares de anfíbios e 1.348 lotes de peixes. O herbário possui 24.000 amostras plantas para estudo, destacando-se a coleção de 7.000 orquídeas.

A biblioteca do museu é especializada em zoologia (sobretudo em ornitologia, botânica e meio ambiente. Conta com um acervo de aproximadamente 3.000 títulos de obras e 1.500 títulos de periódicos, voltados, principalmente, para a área de Ciências Biológicas. O arquivo abrange material institucional e material pessoal do fundador, Augusto Ruschi. Possui 4.263 fotografias, 75 fitas de vídeo e oito metros lineares de documentos em geral. O acesso à biblioteca e ao arquivo são permitidos, mas não são efetuados empréstimos.

Fonte Wikipédia

27/08/2017

Igrejinha da Pedra de Ibiraçu

Conheça a bela história da igreja construída no alto de uma pedra, às margens da BR 101, em Ibiraçu

De muito longe já é possível vê-la, quase minúscula, bem no alto de uma pedra. Pequena no tamanho, mas imponente em signif**ados, memórias e boas lembranças. Caso já tenha passado pela BR 101 Norte, no trecho de Ibiraçu, certamente você já deve ter notado a presença de uma igrejinha construída sobre uma rocha e se perguntado os motivos dela estar exatamente naquele ponto. Essa mesma curiosidade nos levou até lá.

A religiosidade e a devoção a Santo Antônio era traço marcante da família, e assim como os pais e a irmã, com Diógenes Antônio Vescovi Modenesi não era diferente. Ainda mais depois que em meados de 1995, com apenas 34 anos, ele foi diagnosticado com um câncer linfático. Jovem e com uma vida inteira pela frente, a notícia caiu como uma bomba pare ele e a família.

Diógenes então começou o tratamento à base de sessões de quimioterapia, em constantes viagens a São Paulo, e entre uma viagem e outra, ele decidiu juntamente com o pai Artelino Modenesi, a mãe, Santa Vescovi e também a irmã, Fátima Modenesi, fazer uma promessa caso se curasse da doença.

"Estávamos conversando em casa e falamos para ele fazer uma promessa em agradecimento, pois tínhamos muita fé que ele f**aria livre do câncer. Ele logo escolheu um santo para homenagear, e por gostar muito de Santo Antônio e ser devoto, a opção escolhida foi erguer uma pequena igreja no alto de uma pedra", detalhou Fátima.

Mas a igrejinha que se vê ao passar pela BR inicialmente não seria no local onde está. A intenção de Diógenes era construí-la em outro local, ainda mais alto. Entretanto, ele e a família optaram por mudar o lugar, devido às dificuldades que encontrariam para levar o material.

"Ele disse para papai: 'Vamos fazer na pedra preta'. Mas papai disse que lá seria muito complicado e que precisaria de uma escada para ter acesso e levar o cimento e as outras coisas. Foi aí que escolhemos esse local", explicou Fátima.

A construção da igrejinha da pedra ou igrejinha de Santo Antônio, como é conhecida, começou no fim de 1997. No ano seguinte, boa parte já estava construída e a empolgação de Diógenes era grande por conta da evolução do tratamento contra o câncer linfático. Mas o sonho de ver materializar a promessa que havia feito à família e a Santo Antônio foi interrompida da pior maneira possível.

O dia 7 de março de 1998 tornou-se uma triste lembrança para a família... já curado do câncer e há poucos dias de ser liberado do tratamento pela equipe médica que o acompanhava, Díogenes partiu de forma repentina e inesperada, em uma fatalidade que chocou a cidade de Ibiraçu, como contado pela irmã.

"A igrejinha já estava no meio e ele faleceu. Diógenes estava em Barra do Sahy, em Aracruz e entrou no mar. Não sabemos ao certo o que aconteceu, mas ele acabou se afogando. Ficamos atônitos... meu irmão era muito querido em Ibiraçu, foi uma comoção na cidade. Essa fatalidade foi em um sábado. No dia 11, ele iria a São Paulo para ser completamente liberado do tratamento. Já estava curado", recordou-se.

Meses depois, mais precisamente no dia 5 de junho de 1998, data em que Diógenes completaria 37 anos, a igrejinha foi inaugurada com uma celebração. A partir desse dia, o local ganhou um novo signif**ado à família: o que antes seria um agradecimento em forma de promessa pela cura do câncer se transformara em uma memória viva do ente querido.

"Isso daqui é o retrato e o espelho fiel do Diógenes. Representa humildade, simplicidade e contato com a natureza. E o Diógenes levava a vida exatamente dessa maneira", disse Fátima. Até hoje a dor da perda não passa, mas quando estou aqui sinto que estou em contato com meu filho, e me traz paz e conforto", contou Santa.

Fonte: Gazeta on line.

Santa Teresa em fotos.
26/08/2017

Santa Teresa em fotos.

❄❄❄O final do inverno se aproxima e você já tem um Rock marcado com a gente!! Vai acontecer dia 🗓09🗓 de setembro, o Fest...
26/08/2017

❄❄❄O final do inverno se aproxima e você já tem um Rock marcado com a gente!!

Vai acontecer dia 🗓09🗓 de setembro, o Festival de Inverno de Manguinhos no Chico bento. O evento terá shows, cervejas artesanais, serviço de bar e segurança privativa para você curtir aquela noite inesquecível.

Os ingressos já estão à venda, confira os pontos abaixo:

📍Prenda de Laranjeiras e Jacaraípe
📍Lua Cheia Bar do Marquinhos em Manguinhos
📍Churrasquinho da Carol em Manguinhos
📍Chico Bento em Manguinhos e Jardim da Penha
📍Local Surf no Shopping Vitória

Para comprar online só clicar no botão COMPRAR AGORA

Valores 💰💰💰

💷 1º Lote – R$ 25,00 (Promocional)
💷 2º Lote – R$ 30,00
💷 3º Lote – R$ 40,00

Informações

📲99949-3604
📲99754-0818

Endereço

Santa Teresa, ES

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