05/09/2016
Há alguns dias atrás um amigo me questionava sobre privatização.
Alegava ele que é muito melhor ter uma empresa que é do povo, gerando emprego e renda, do que entregar esta empresa à iniciativa privada, a qual iria, talvez, gerar até menos empregos e acabaria com a renda do estado, que também é nossa, dizia ele.
Argumentei que:
Sobre o emprego, provavelmente a empresa iria crescer e ter novos empregados, aumentando o número de empregos.
Sobre a renda do estado, resumi o que está na imagem abaixo.
Nós, do Clube Celeiro, defendemos que é dever do estado garantir apenas saúde, educação e segurança.
Nada além disso.
A Empresa de Correios e Telégrafos (ECT) detém o monopólio na exploração de cartas, cartões e correspondência agrupada. Na concorrência por encomendas de até 30Kg com outras empresas, os Correios detêm uma série de vantagens como a dispensa da aquisição de seguro de cargas, facilidade em postos fiscais, isenção no rodízio municipal de veículos em São Paulo, imunidade tributária e privilégios que reduzem seu custo de atuar no Judiciário. De fato, seus privilégios são tantos, que o CADE acusou a estatal de utilizar o seu monopólio para fazer litigância predatória a fim de asfixiar as empresas menores que competem com a ECT no setor de encomendas.
Ainda assim, com todos estes privilégios, a empresa registrou um prejuízo de incríveis R$ 2,1 bilhões em 2015. Este ano as perdas já contabilizam 700 milhões de reais.
Os seguidos prejuízos não são desmotivados. A propina recebida por Maurício Marinho em 2005, os supostos esquemas de tráfico de influência urdidos pela então Ministra da Casa Civil Erenice Guerra dentro da estatal, ou a indicação massiva de ex-sindicalistas, desconhecedores de como uma operação de logística do porte do da ECT funciona, e a recusa do governo de permitir a subida das tarifas postais a título de combater a inflação formam um mosaico indicativo de tudo que está errado na empresa. De fato, como qualquer estatal, os Correios sofrem com o aparelhamento político, escândalos de corrupção, e ingerência na sua administração.
O brasileiro é punido duas vezes. Uma ao ser obrigado a utilizar um serviço notoriamente ineficiente (os Correios são a empresa com mais reclamações sem reposta no site ReclameAQUI), e a outra quando provavelmente será chamado a cobrir os rombos no caixa da empresa.
Até os funcionários saem perdendo com o monopólio da ECT. Seus salários certamente seriam maiores se houvesse mais dinamismo e concorrência no setor. Hoje, graças ao aparelhamento, existe um chefe para cada dois servidores nos Correios.
Os Estudantes pela Liberdade defendem a entrega da Empresa de Correios e Telégrafos ao seu verdadeiro dono, o povo. As ações da companhia devem ser distribuídas entre todos os brasileiros, e cada um deve decidir se quer mantê-la ou vende-la, evitando os negócios escusos e a influência estatal que ocorreram e ainda ocorrem nos processos de privatização do Brasil, e retirando um bem tão valioso do controle político: http://bit.ly/1YrZIk7
Junte-se aos Estudantes pela Liberdade na luta pela privatização dos Correios: http://bit.ly/1Ys2juj