13/12/2015
ENGENHARIA BIOENERGÉTICA E A PESQUISA COM BIOCOMBUSTÍVEIS DE TERCEIRA GERAÇÃO
Quando falamos em biocombustíveis, logo vem à nossa mente o biodiesel e o etanol, já disponíveis nos postos de combustíveis brasileiros. Esses biocombustíveis possuem as tecnologias de obtenção dominadas e inúmeras indústrias produzindo-os; por isso, são chamados de biocombustíveis de primeira geração.
Mas pesquisadores de diversas universidades e centros de pesquisa buscam desenvolver tecnologias para a obtenção desses biocombustíveis por processos mais eficientes ou a partir de outras matérias-primas que não sejam o óleo de soja e a cana-de-açúcar. E, na Unoesc Xanxerê, os acadêmicos do curso de Engenharia Bioenergética, orientados por seus professores, também estão participando do desenvolvimento dos biocombustíveis chamados de “segunda geração”.
Para o etanol, que é bem menos poluente que a gasolina, a segunda geração traz a possibilidade de sua obtenção de fontes que, atualmente, são consideradas resíduos, como é o caso do bagaço da cana. Mas, para isso, são necessários desenvolvimentos de processos bem específicos para cada tipo de matéria-prima.
As pesquisas desenvolvidas na Unoesc têm alcançado êxito na obtenção de etanol a partir da casca do pinus, da casca da uva (que é um resíduo da indústria vinícola), do soro do leite e até mesmo de espécies exóticas, como é o caso da chamada “uva do Japão”.
O desenvolvimento desses processos passa pela pesquisa e inúmeros te**es de eficiência da conversão da celulose presente nestes resíduos, em açúcar e, depois, na sua fermentação, até a obtenção de quantidades significativas de etanol para te**es em laboratório, para determinação da sua pureza, de suas propriedades químicas e do seu poder calorífico.
Um aspecto importante é que essas pesquisas têm aberto oportunidades para os acadêmicos realizarem seus estágios e até mesmo serem contratados por empresas produtoras e centros de pesquisa de biocombustíveis, como é o caso de Carolina Bonan, que iniciou uma pesquisa com o etanol a partir da casca da uva e isso possibilitou um Estágio Curricular no Centro Nacional de Pesquisa em Energias e Materiais (CNPEM), em Campinas, onde continua trabalhando com renomados pesquisadores especializados em processos fermentativos.