Encontro Luso-Afro-Brasileiro As Mulheres e a Imprensa Periódica

Encontro Luso-Afro-Brasileiro As Mulheres e a Imprensa Periódica Trata-se de um evento científico internacional e itinerante, considerando suas edições anteriores

Trata-se de um evento científico internacional e itinerante, considerando suas edições anteriores e as nacionalidades dos conferencistas convidados.

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22/01/2023

Adélia Prado - poemas; depoimento; biografia; fotos; cronologia; obras publicadas no exterior; vídeos; fortuna crítica (estudos acadêmicos - teses, dissertações, ensaios, artigos e livros); caricaturas e referências de pesquisa.

22/01/2023

Somos uma geração perplexa, somos uma geração insegura, somos uma geração aflita — mas, como tudo tem seu lado bom, somos uma geração questionadora.

22/01/2023

"Os Professores, por Valter Hugo Mãe!
Achei por muito tempo que ia ser professor. Tinha pensado em livros a vida inteira, era-me imperiosa a dedicação a aprender e não guardava dúvidas acerca da importância de ensinar. Lembrava-me de alguns professores como se fossem família ou amores proibidos. (...)

A escola, como mundo completo, podia ser esse lugar perfeito de liberdade intelectual, de liberdade superior, onde cada indivíduo se vota a encontrar o seu mais genuíno, honesto, caminho. Os professores são quem ainda pode, por delicado e precioso ofício, tornar-se o caminho das pedras na porcaria do mundo em que o mundo se tem vindo a tornar.(...)
Sei perfeitamente que não tenho pedagogia, não estudei didática, não sou senão um tipo intuitivo e atabalhoado. Mas sei, e disso não tenho dúvida, que há quem saiba transmitir conhecimentos e que transmitir conhecimentos é como criar de novo aquele que os recebe.

Os alunos nascem diante dos professores, uma e outra vez. Surgem de dentro de si mesmos a partir do entusiasmo e das palavras dos professores que os transformam em melhores versões. Quantas vezes me senti outro depois de uma aula brilhante. Punha-me a caminho de casa como se tivesses crescido um palmo inteiro durante cinquenta minutos. Como se fosse muito mais gente. Cheio de um orgulho comovido por haver tantos assuntos incríveis para se discutir e por merecer que alguém os discutisse comigo.(...)
E porque me parece que perseguir e tomar os professores como má gente é destruir a nossa própria casa. Os professores são extensões óbvias dos pais, dos encarregados pela educação de algum miúdo, e massacrá-los é como pedir que não sejam capazes de cuidar da maravilha que é a meninice dos nossos miúdos, que é pior do que nos arrancarem telhas da casa, é pior do que perder a casa, é pior do que comer apenas sopa todos os dias.

Estragar os nossos miúdos é o fim do mundo. Estragar os professores, e as escolas, que são fundamentais para melhorarem os nossos miúdos, é o fim do mundo. Nas escolas reside a esperança toda de que, um dia, o mundo seja um condomínio de gente bem formada, apaziguada com a sua condição mortal mas esforçada para se transcender no alcance da felicidade. E a felicidade, disso já sabemos todos, não é individual. É obrigatoriamente uma conquista para um coletivo. Porque sozinhos por natureza andam os destituídos de afeto.
As escolas não podem ser transformadas em lugares de guerra. Os professores não podem ser reduzidos a burocratas e não são elásticos. Não é indiferente ensinar vinte ou trinta pessoas ao mesmo tempo. Os alunos não podem abdicar da maravilha nem do entusiasmo do conhecimento. E um país que forma os seus cidadãos e depois os exporta sem piedade e por qualquer preço é um país que enlouqueceu. Um país que não se ocupa com a delicada tarefa de educar, não serve para nada. Está a suicidar-se. Odeia e odeia-se. "

O apoio total à vossa luta ♥️🥰 Marisol e Bruna 🌸🌸❤️❤️

18/01/2023

Trecho do livro “Diário de Bitita”, da escritora mineira Carolina Maria de Jesus (1914-1977)

Repostando, porque sim.

Estou com ele e não  abro.
17/10/2022

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Aqui é  o meu lugar...
30/09/2022

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HERANÇA LUSITANA

Uma das quatro bibliotecas mais bonitas do mundo f**a aqui no centro do Rio, você sabia? É o Real Gabinete Português de Leitura, esta joia da arquitetura neomanuelina meio escondida atrás do caixotão do Teatro João Caetano e pertinho da Praça Tiradentes. O título foi conferido há algum tempo pela prestigiada revista americana ‘Time’, que colocou o Real Gabinete logo depois da George Peabody Library, da Universidade Johns Hopkins (EUA); da Biblioteca Real de Copenhague, na Dinamarca; e da Clementinum, que f**a capital tcheca, Praga. É uma beleza carioca que, paradoxalmente, é pouco conhecida pelos cariocas. Com o maior acervo de obras lusitanas fora de Portugal, a instituição bicentenária tem mais de 350 mil títulos, inclusive um exemplar da primeira edição de 'Os Lusíadas', o poema épico escrito por Luís de Camões, publicada em 1572.

A biblioteca é fruto de uma associação de intelectuais e comerciantes portugueses. Com objetivo de preservar a cultura e a literatura lusa do lado de cá do Atlântico, eles fundaram-na em 1837. A vistosa sede só seria construída cinquenta anos depois, com o incentivo — claro — do imperador Pedro II e de sua filha, a princesa Isabel, amantes que eram das letras e do conhecimento. Decorada com estátuas de heróis portugueses como Vasco da Gama, Pedro Álvares Cabral e, claro, Camões, a instituição mantém um museu e um centro de estudos, além de promover pesquisas nas áreas de documentação, literatura, linguística e filologia. É uma preciosa herança lusitana ao Rio de Janeiro.

Subir suas escadas de mármore, atravessar seus portões de ferro e adentrar o salão de leitura dá a sensação de uma volta no tempo. As vetustas estantes, todas em madeiras nobres, erguem-se a 25 metros de altura, e lá em cima há uma magníf**a claraboia com vitrais. Dominando tudo, o enorme lustre parece vigiar aqueles que vêm à procura dos escritos de imortais ou, simplesmente, para apreciar o lugar, como os muitos visitantes que, maravilhados, se contorcem em busca dos melhores ângulos. Por isso mesmo, letreiros em relevo solicitam o necessário silêncio. Nem é preciso — dentro do Real Gabinete Português de Leitura, a reverência é quase tão perceptível quanto os raios de sol que o atravessam de alto a baixo.

29/09/2022
29/09/2022

29/09/2022

HERANÇA LUSITANA

Uma das quatro bibliotecas mais bonitas do mundo f**a aqui no centro do Rio, você sabia? É o Real Gabinete Português de Leitura, esta joia da arquitetura neomanuelina meio escondida atrás do caixotão do Teatro João Caetano e pertinho da Praça Tiradentes. O título foi conferido há algum tempo pela prestigiada revista americana ‘Time’, que colocou o Real Gabinete logo depois da George Peabody Library, da Universidade Johns Hopkins (EUA); da Biblioteca Real de Copenhague, na Dinamarca; e da Clementinum, que f**a capital tcheca, Praga. É uma beleza carioca que, paradoxalmente, é pouco conhecida pelos cariocas. Com o maior acervo de obras lusitanas fora de Portugal, a instituição bicentenária tem mais de 350 mil títulos, inclusive um exemplar da primeira edição de 'Os Lusíadas', o poema épico escrito por Luís de Camões, publicada em 1572.

A biblioteca é fruto de uma associação de intelectuais e comerciantes portugueses. Com objetivo de preservar a cultura e a literatura lusa do lado de cá do Atlântico, eles fundaram-na em 1837. A vistosa sede só seria construída cinquenta anos depois, com o incentivo — claro — do imperador Pedro II e de sua filha, a princesa Isabel, amantes que eram das letras e do conhecimento. Decorada com estátuas de heróis portugueses como Vasco da Gama, Pedro Álvares Cabral e, claro, Camões, a instituição mantém um museu e um centro de estudos, além de promover pesquisas nas áreas de documentação, literatura, linguística e filologia. É uma preciosa herança lusitana ao Rio de Janeiro.

Subir suas escadas de mármore, atravessar seus portões de ferro e adentrar o salão de leitura dá a sensação de uma volta no tempo. As vetustas estantes, todas em madeiras nobres, erguem-se a 25 metros de altura, e lá em cima há uma magníf**a claraboia com vitrais. Dominando tudo, o enorme lustre parece vigiar aqueles que vêm à procura dos escritos de imortais ou, simplesmente, para apreciar o lugar, como os muitos visitantes que, maravilhados, se contorcem em busca dos melhores ângulos. Por isso mesmo, letreiros em relevo solicitam o necessário silêncio. Nem é preciso — dentro do Real Gabinete Português de Leitura, a reverência é quase tão perceptível quanto os raios de sol que o atravessam de alto a baixo.

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Lisbon

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