05/12/2025
Quando, a 15 de agosto de 2021, se deu a queda de Cabul, a música foi proibida pelo regime talibã. Portugal acolheu 273 refugiados, dentre os quais alunos e professores do ANIM. Este ato de uma relevância transcendente, que não acolheu a devida atenção da sociedade civil portuguesa, permitiu salvar não apenas vidas humanas (especialmente de jovens raparigas), mas também uma tradição musical ameaçada.
O Afghanistan National Institute of Music (ANIM) tem-se notabilizado por um trabalho contínuo na salvaguarda e transmissão do património musical afegão, bem como na promoção da igualdade de género, de que se destaca a orquestra Zohra, composta por 35 mulheres.
A identidade cultural de um povo assenta, entre outros matizes, na forma como se expressa musicalmente.
Assim, o ANIM junta-se ao Ensemble Darcos e ao fadista Marco Oliveira, combinando a música tradicional dos dois países, o Afeganistão e Portugal.
O lançamento acontece no dia 10 de dezembro e ficará disponível em CD e nas plataformas digitais.
Apoio: República Portuguesa - Ministério da Cultura, Juventude e Desporto / Direção Geral das Artes; Ensemble Darcos; Câmara Municipal de Torres Vedras; Câmara Municipal de Lisboa; Égide; Conservatório de Música Calouste Gulbenkian de Braga; Antena 2