31/08/2026
URNM E ACITE REALIZAM SIMPÓSIO NACIONAL SOBRE PLANTAS MEDICINAIS
A Universidade Rainha Njinga a Mbande (URNM) e a Academia de Ciências Sociais e Tecnologias (ACITE) realizaram, nesta segunda-feira, 31 de Agosto de 2026, em Malanje, o Simpósio Nacional sobre Plantas Medicinais — SNPM.26, sob o lema “Da Natureza à Ciência. Da Tradição à Inovação. Integrar para Transformar!”.
O evento, realizado no Auditório Prof. Dr. Samuel Carlos Victorino, da URNM, reuniu 327 participantes, entre investigadores, docentes, estudantes, profissionais de saúde, terapeutas tradicionais, representantes de instituições públicas, ordens profissionais e demais convidados. A cerimónia de abertura foi presidida pelo Vice-Governador Provincial para o Sector Técnico e Infra-estruturas, Eng.º Duarte André Njinga, em representação do Governador Provincial de Malanje, Eng.º Marcos Alexandre Nhunga.
Durante o encontro, especialistas nacionais e internacionais reflectiram sobre o papel das plantas medicinais na saúde, na investigação científica, na preservação do conhecimento tradicional e no desenvolvimento económico sustentável, promovendo o diálogo entre a ciência e os saberes tradicionais.
CIÊNCIA E MEDICINA TRADICIONAL EM DIÁLOGO
Um dos momentos de destaque foi a mesa-redonda subordinada ao tema “Reflexões sobre a Estruturação do Ecossistema de Produção e Valorização das Plantas Medicinais em Angola”, que abordou a necessidade de maior articulação entre terapeutas tradicionais, universidades, centros de investigação, profissionais de saúde e entidades reguladoras.
EXPERIÊNCIAS E CONHECIMENTO CIENTÍFICO
O programa contou ainda com aulas magnas do Dr. Geovan Costa, sobre a prevalência do uso de plantas medicinais como recurso terapêutico na população de Luanda, e da Prof.ª Dra. Ana Flávia Pessoa, da Universidade de São Paulo (USP), Brasil, que partilhou a experiência brasileira no domínio da fitoterapia e das práticas integrativas e complementares.
RECOMENDAÇÕES
Entre as principais recomendações do simpósio destacam-se o reforço da investigação científica, a regulamentação e o controlo de qualidade da medicina tradicional e dos produtos fitoterápicos, a formação de terapeutas tradicionais e profissionais de saúde, a conservação da biodiversidade, a produção sustentável e o fortalecimento da cooperação entre universidades, centros de investigação, comunidades, terapeutas tradicionais e instituições públicas.
O SNPM.26 reafirmou a importância de construir pontes entre tradição e ciência, valorizando o conhecimento ancestral e promovendo, simultaneamente, investigação, segurança, eficácia e inovação no domínio das plantas medicinais em Angola.
SNPM.26 — Da Natureza à Ciência. Da Tradição à Inovação. Integrar para Transformar!
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