Fisio.Com.Cursos

Fisio.Com.Cursos FACIGMA Cursos de Pós-graduação - Campus Afogados da Ingazeira

A proposta dos cursos de pós-graduação em saúde da Fisio.com.Cursos tem como singularidade uma formação contextualizada, na leitura da realidade social brasileira, com uma linguagem atualizada para atender às necessidades emergenciais da área de saúde no Brasil

Alinhados com o atual modelo de desenvolvimento do país, os cursos de pós-graduação em saúde da Fisio.com.Cursos buscam preparar os profi

ssionais para atender às demandas no campo da gestão e serviços da Saúde Pública, assumindo o seu espaço num mercado de trabalho cada vez mais exigente

Com um formato moderno os cursos serão ministrados em módulos de 30h, com encontros presenciais quinzenais, sempre aos sábados, com carga horária total de 390h e duração mínima de 15 meses. A diversidade de pólos da Fisio.com.Cursos distribuídos pelo país está facilitando assim o acesso a uma educação de qualidade para todos.

AS VEIAS (AINDA) ABERTAS DO BRASILHá 50 anos, Eduardo Galeano denunciava em “As Veias Abertas da América Latina” que nos...
17/11/2025

AS VEIAS (AINDA) ABERTAS DO BRASIL

Há 50 anos, Eduardo Galeano denunciava em “As Veias Abertas da América Latina” que nosso subdesenvolvimento não era uma etapa natural, mas fruto de séculos de espoliação. E ao observar o Brasil atual, percebemos que a história não parou — apenas se repetiu, com uma roupagem moderna.

A tese de Galeano se materializa hoje: trocamos o açúcar e o ouro por minério de ferro, soja e petróleo, mas a lógica permanece. Continuamos uma economia refém da exportação de commodities, vulneráveis aos preços globais e à “doença holandesa”, que valoriza o Real e enfraquece a indústria nacional.

Além da dependência de recursos, a espoliação assumiu formas financeiras: a dívida pública suga bilhões que faltam na Saúde e Educação, desviando recursos para o sistema financeiro.

Nossa industrialização, por sua vez, nasceu dependente. Setores estratégicos — automotivo, farmacêutico, tecnologia — são dominados por multinacionais, que repatriam lucros e nos deixam reféns de royalties. Enquanto isso, no campo, a violência do latifúndio persiste, com conflitos agrários, grilagem e tragédias como a de Dorothy Stang, dentre tantos outros.

Completando o quadro, carregamos a “cultura da colonização”: o complexo de vira-lata, a desvalorização do nacional e elites mais alinhadas a interesses externos do que aos problemas do povo.

Mas a história não é um destino imutável. 
Avanços como o SUS, a distribuição de renda, a democracia e empresas nacionais de sucesso mostram que é possível construir alternativas.

A luta do Brasil hoje é entre fechar essas veias abertas — com soberania, justiça social e um projeto nacional — ou perpetuar um modelo extrativista que beneficia poucos.

Entender que a desigualdade é uma construção histórica é o primeiro passo para desconstruí-la.

Gildázio Moura
Sanitarista, Gestor Ambiental, Mestrado em saúde coletiva pela FACISA-UFRN

Um Marco para a Saúde no Brasil: I Encontro Nacional de Educação em Saúde da População Negra!É com enorme alegria que pa...
12/11/2025

Um Marco para a Saúde no Brasil:
I Encontro Nacional de Educação em Saúde da População Negra!

É com enorme alegria que participo, nestes dias 11, 12 e 13 de novembro, em Brasília, do I Encontro Nacional de Educação em Saúde da População Negra. Este evento histórico representa a culminância de um esforço de pesquisa nacional dedicado a ouvir, entender e transformar a realidade da saúde em nosso país.

Como pesquisador da Fiotec/Fiocruz, tive a responsabilidade de fazer a coleta de dados no Estado do Rio Grande do Norte. Ao longo de meses, percorremos diversos territórios para capturar a realidade do tema em:

Instituições de ensino: escolas técnicas e universidades; Movimentos sociais e Controle social.

Esse trabalho meticuloso, que se repetiu com equipes de pesquisadores em todos os estados brasileiros, gerou um rico e inédito extrato de entrevistas e experiências. O encontro de Brasília é a materialização desse esforço coletivo, um espaço onde as vozes coletadas de norte a sul do país se encontram para construir um futuro mais equânime.

Por que este encontro é tão importante? A saúde da população negra é um pilar fundamental para a efetivação de um Sistema Único de Saúde (SUS) verdadeiramente universal e integral. O racismo é um determinante social que impacta diretamente as condições de saúde, resultando em iniquidades e um quadro de maior morbimortalidade por doenças evitáveis . Eventos como este são fundamentais para:

· Fortalecer a implementação da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN), combatendo o racismo institucional .

· Promover a educação permanente em saúde a partir de uma perspectiva antirracista e afrocentrada, formando profissionais mais preparados para o cuidado equitativo .

· Valorizar saberes e práticas contra-hegemônicas que já produzem cuidado e saúde nos territórios, inspirando novas iniciativas .

É  importante ver o Brasil avançando em políticas de equidade. Que este primeiro encontro seja a semente de muitas outras transformações, garantindo que o cuidado em saúde chegue em todos os territórios e a todas as pessoas, sem qualquer tipo de exclusão.

Da teoria para a realidade!A disciplina de Saúde do Trabalhador do curso de Fisioterapia da FACISA-UFRN, ministrada pelo...
24/10/2025

Da teoria para a realidade!

A disciplina de Saúde do Trabalhador do curso de Fisioterapia da FACISA-UFRN, ministrada pelo Prof. Dr. Dimitri Taurino, deu um importante passo extra muros. Nosso primeiro encontro foi na UBS Maracujá, em Santa Cruz/RN, para uma imersão no dia a dia da unidade.

Mais do que uma aula, foi um momento de escuta e aprendizado. Os futuros fisioterapeutas puderam compreender a dinâmica dos profissionais no território e observar como os princípios da Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora podem ser incorporados na rotina do serviço.

Para nós, que acompanhamos a disciplina como parte dos estudos do Mestrado em Saúde Coletiva, foi uma oportunidade ímpar de ver na prática os temas que pesquisamos, reforçando a importância dessa integração para uma formação crítica e contextualizada.











A Atenção Primária é o coração do SUS, mas será que estamos formando profissionais para atuar nela? *A realidade é que a...
21/10/2025

A Atenção Primária é o coração do SUS, mas será que estamos formando profissionais para atuar nela?

*A realidade é que a maioria dos cursos de saúde (Medicina, Enfermagem, Fisioterapia, Odontologia e outros) ainda prepara seus alunos para um modelo hospitalar e de especialidades, deixando-os como "estrangeiros em seu próprio território" quando chegam à Estratégia Saúde da Família.

Os principais problemas são:
- Formação Hospitalocêntrica: Focada em doenças raras e tecnologia, e não no cuidado à pessoa no seu contexto de vida.
- Visão Fragmentada: Cada profissional aprende a ver apenas "sua parte" (o dente, a articulação, o remédio), e não o sujeito integral.
- Falta de Trabalho em Equipe: Na faculdade, não se aprende a trabalhar junto. Na UBS, isso gera atendimentos desconexos e sobrecarga da rede.
- Despreparo para o Território: Conceitos como vínculo, acolhimento e territorialização são teoria pura, longe da prática real.

O Programa Mais Médicos escancarou essa crise, mostrando que o problema não é só falta de profissionais, mas de preparo para a realidade da Atenção Básica.

A solução?
Precisamos URGENTE de uma revolução na formação!Um currículo que valorize o cuidado, o trabalho em equipe e coloque o estudante em contato com a comunidade desde o primeiro dia. A Educação Permanente em Saúde (aprender fazendo, na equipe) é o caminho para consertar essa rota.

O que você, profissional ou estudante da saúde, acha? Sua formação te preparou para a APS?

Gildazio Moura
Fisioterapeuta| Sanitarista | Professor Universitário | Mestrando em Saúde Coletiva/UFRN

*Baseado em artigos científicos de Ceccim, Feuerwerker, Peduzzi, entre outros.

"O indivíduo 'possuído' por uma ideologia é um sujeito;A construção ideológica do sujeito é consequência do trabalho abs...
18/09/2025

"O indivíduo 'possuído' por uma ideologia é um sujeito;
A construção ideológica do sujeito é consequência do trabalho abstrato;
É inconsciente e depende das relações sociais de produção.”
(TESTA, 1995)

Essas palavras do pensador Mario Testa soam complexas, mas revelam algo profundamente humano: muitas de nossas certezas, desejos e até nossa identidade podem não ser totalmente nossas.

A ideologia não é uma doutrina óbvia — é uma lente invisível que colocamos sem perceber. Ela nos “possui” ao nos dar um papel: o “trabalhador dedicado”, o “consumidor consciente”, o “empreendedor de si mesmo”.

E Testa vai além: essa construção é consequência do trabalho abstrato. Ou seja, a mesma lógica que rege o mercado — onde tudo vira número, custo, eficiência — também formata nossa mente. Nos tornamos “recursos humanos” até para nós mesmos. Avaliamos a vida por produtividade, naturalizamos a pressão por resultados e culpabilizamos indivíduos por problemas estruturais.

O mais crucial? Tudo isso é inconsciente. Acontece nas entrelinhas do cotidiano — nas frases prontas, nos algoritmos, na cultura organizacional. E não é por acaso: serve para manter intactas as relações sociais de produção, como diria Marx. Para que o jogo de poder vigente continue sem questionamentos.

Mas aqui está a chave: perceber que somos “sujeitos” dessa construção é o primeiro passo para deixar de ser apenas assinatura de um roteiro que não escrevemos.

Questionar. Refletir. Desnaturalizar.

Esse é o convite de Testa. Por trás de quem você acha que é, há sempre um mundo de influências — e só conhecendo essas engrenagens podemos, de fato, reconquistar um pouco de autonomia.

Se essa reflexão te fez pensar, compartilhe! ➡️

“A oportunidade é uma deusa desdenhosa, pois não perde tempo com os despreparados.”George S. Clason A conjuntura exige a...
16/09/2025

“A oportunidade é uma deusa desdenhosa, pois não perde tempo com os despreparados.”
George S. Clason 

A conjuntura exige análise de cenários, bem como paciência e tranquilidade. Neste momento, não devemos semear tempestades. É fundamental refletir sobre os relacionamentos com ponderação, cultivar o bom  diálogo sem acusações e evitar julgamentos.

Perceber que aproveitar as oportunidades depende diretamente de nossa capacidade de planejar e nos preparar para o que está por vir nos coloca diante da grande responsabilidade de conduzir as comunidades rumo a um futuro promissor e equilibrado

Só por hoje,
Edinaldo Severiano

A Herança dos Modelos de Produção e o Trabalho no Brasil Hoje.A realidade do trabalho no Brasil é um mosaico complexo fo...
08/09/2025

A Herança dos Modelos de Produção e o Trabalho no Brasil Hoje.

A realidade do trabalho no Brasil é um mosaico complexo formado por camadas de diferentes modelos de produção. O Taylorismo e o Fordismo trouxeram a ideia de eficiência, linha de montagem e, paradoxalmente, a estruturação de direitos trabalhistas com a CLT, que surgia como um contraponto à exploração.

Nas décadas finais do século XX, o Toyotismo introduziu a flexibilidade, a terceirização e a produção sob demanda. Este modelo, que se popularizou no Brasil com a abertura econômica, começou a fragmentar o trabalho e a diluir os direitos, preparando o terreno para a precarização que viria.

O século XXI acelerou esse processo com a Uberização e a Pejotização. Sob o disfarce sedutor de "ser seu próprio patrão", estas práticas escondem relações de trabalho profundamente exploratórias. O trabalhador, agora "microempreendedor" ou "colaborador PJ", assume todos os custos e riscos (veículo, manutenção, impostos, saúde), enquanto a plataforma ou empresa se beneficia do serviço sem qualquer ônus trabalhista. É a volta do trabalho sem direitos, mas com a roupagem digital moderna.

No meio desse retrocesso, a jornada 6x1 persiste como um símbolo de resistência de uma mentalidade arcaica. Trabalhar seis dias para descansar apenas um é negar ao trabalhador o direito fundamental ao descanso, ao lazer e à convivência familiar. Essa jornada exaustiva é incompatível com uma sociedade que preza pela saúde mental e física e pela produtividade sustentável.

O fim da jornada 6x1 não é um detalhe; é uma urgência civilizatória. É reconhecer que o valor do trabalho não está na quantidade de horas sacrif**adas, mas na qualidade de vida garantida a quem produz a riqueza da nação. É um passo essencial para interromper a espiral de precarização e construir um futuro laboral verdadeiramente digno.




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Por Uma Jornada Justa: Trabalho, Descanso e Vida em FamíliaA discussão em torno da jornada de trabalho 6x1 no Congresso ...
05/09/2025

Por Uma Jornada Justa: Trabalho, Descanso e Vida em Família

A discussão em torno da jornada de trabalho 6x1 no Congresso Nacional vai muito além de números e regulamentações. Ela coloca em pauta um debate fundamental sobre a qualidade de vida do trabalhador brasileiro.

Trabalhar seis dias para ter apenas um de descanso é um modelo exaustivo que consome não apenas o corpo, mas também o espírito. Esse único dia, longe de ser um momento genuíno de lazer e recuperação, torna-se uma corrida contra o tempo para resolver tarefas domésticas, obrigações e, quando sobra um instante, tentar descansar. O resultado? Burnout, estresse, saúde fragilizada e famílias que mal conseguem se encontrar.

A mobilização por uma mudança neste modelo não é um pedido por menos trabalho, mas sim por mais vida. É o reconhecimento de que o ser humano não é uma máquina. Precisamos de tempo para:

· Recuperar nosso corpo e nossa mente do desgaste natural da labuta diária.
· Cultivar os laços com quem amamos, dando atenção e presença à família e aos amigos.
· Exercer a cidadania, estudar, praticar um hobby ou simplesmente não fazer nada – que também é um direito vital.

A luta por uma jornada mais humana é, portanto, uma luta pela dignidade. É entender que o progresso de uma nação se mede não apenas por sua economia, mas pelo bem-estar e pela felicidade de seu povo. É urgente que Congresso e sociedade se unam em um pacto nacional por um Brasil onde trabalhar e viver não sejam conceitos opostos, mas partes equilibradas de uma existência plena e signif**ativa.
(GM.SET.2025)






Os Pilares Invisíveis da NaçãoTodos os dias, milhares de mãos sustentam o ritmo do país de forma anônima. São as lavadei...
30/08/2025

Os Pilares Invisíveis da Nação

Todos os dias, milhares de mãos sustentam o ritmo do país de forma anônima. São as lavadeiras que garantem a roupa limpa, as cozinheiras que preparam o alimento, as costureiras que vestem a população, as domésticas que mantêm os lares e os vendedores ambulantes que movimentam a economia das ruas. Eles são a engrenagem essencial, porém invisível, que gera riqueza e permite que outros setores funcionem.

No entanto, quando o corpo cobra o preço do esforço contínuo – as dores nas costas, o cansaço mental, as lesões silenciosas –, eles buscam acolhimento na Unidade Básica de Saúde. E é justamente ali, no lugar que deveria enxergá-los por completo, que sua identidade como trabalhador muitas vezes se apaga.

Ao não ter seu ofício reconhecido como "trabalho" formal e gerador de valor, seu adoecimento é tratado como um mal-estar individual, desconectado das condições laborais. A relação entre a doença e o trabalho que realizam f**a oculta, assim como sua própria existência na cadeia produtiva do país.

Reconhecer esses trabalhadores não é apenas uma questão de justiça, mas de saúde pública. É entender que a economia brasileira também se ergue sobre seus ombros – e cuidar deles é fortalecer a base real da nação
(Gildázio Moura, Afogados da Ingazeira-08/2025)

paulistaofc




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