O Ensino da Fé Cristã na Península Ibérica - Séculos XIV, XV e XVI

O Ensino da Fé Cristã na Península Ibérica - Séculos XIV, XV e XVI O grupo de pesquisa “O ensino da fé cristã na Península Ibérica (sécs.

XIII, XIV e XV)” possui como propósito analisar o processo de naturalização de crenças cristãs nos mundos ibéricos da Idade Média e começo dos Tempos Modernos.

13/05/2026

[Podcast🎙️🗣️]

Como funcionava a diplomacia na Idade Média?

Neste novo episódio de “História da Península e Trajetórias de Pesquisa”, conversamos com o historiador Douglas Mota Xavier de Lima sobre a diplomacia na Europa medieval, com destaque para o reino de Portugal.

Guerras, tratados de paz e casamentos régios estavam entre os principais assuntos diplomáticos da época e eram fundamentais para a construção de alianças políticas, autoridade do monarca e disputas geopolíticas. Ao longo da conversa, Douglas também explica como eram feitas as negociações, quem eram os embaixadores medievais, como eram escolhidos e por que seus diários de viagem são fontes tão importantes para compreender as redes de comunicação, bem como as falhas, os equívocos e as experiências pessoais desses agentes diplomáticos.

Douglas é professor de História Antiga e Medieval da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA), campus Santarém, coordenador do LEGATIO: Grupo de Pesquisa, Ensino e Extensão em História Medieval e Ensino de História e vice-líder do Sigillum: Estudos sobre Diplomacia na Época Moderna (sécs. XIV-XVIII).

🎙️ Episódio disponível nos links abaixo:

🎧
https://www.umahistoriadapeninsula.com.br/podcast/6a046647b57175370511ec9a

📺
https://www.youtube.com/watch?v=jzbd93VJjRE

🎵
https://open.spotify.com/episode/1FKu3llVdZsITZab8fs5ZF

Para saber mais:

https://www.youtube.com//videos

Iluminura da capa: Casamento de D. João I de Portugal com Filipa de Lencastre. WAVRIN, Jean de. Anciennes et nouvelles chroniques d'Angleterre. Londres, British Library, Royal MS 14 E IV (Séc. XV), f. 284r.

Um vergel para consolar e ensinarO "Vergel de consolación del alma" ou "Viridario" é uma tradução castelhana do século X...
08/05/2026

Um vergel para consolar e ensinar

O "Vergel de consolación del alma" ou "Viridario" é uma tradução castelhana do século XIV da obra "Viridarium consolationis", atribuída ao frade dominicano Jacobo de Benavente (sécs. XIII-XIV). O tratado, uma compilação moral dedicada aos pecados e às virtudes, reúne ensinamentos e citações de autoridades clássicas e cristãs. A obra fez grande sucesso na Europa medieval e, em particular, na Península Ibérica, servindo tanto como guia para pregações quanto como leitura devocional.

“Vergel”, que significa pomar ou jardim, é um título metafórico: assim como as flores e os frutos diversos do jardim deleitam aqueles que os contemplam, a obra oferece ensinamentos e citações destinados a consolar e instruir leitores e ouvintes.

O tratado também ganhou versões em português, recebendo modificações e acréscimos, como a inclusão de "exempla" - relatos breves usados para a instrução moral.

Quer saber mais sobre a obra?

Leia o verbete produzido por Hugo Oscar Bizzarri (Universidade de Friburgo, Suíça) para o Banco de Dados “Obras pastorais e doutrinárias”: https://umahistoriadapeninsula.com.br/Verbetes/6999014b5bff7559f72d8b64

Imagem: Jacobo de Benavente. Vergel de consolación del alma o Viridario. Madrid, Biblioteca Nacional, ms. 9.447 [Séc. XV].

Parabenizamos os trabalhadores e trabalhadoras brasileiros, incluindo nossos pesquisadores e pesquisadoras. Neste 1º de ...
01/05/2026

Parabenizamos os trabalhadores e trabalhadoras brasileiros, incluindo nossos pesquisadores e pesquisadoras. Neste 1º de Maio, celebramos o trabalho em suas múltiplas formas - dos ofícios medievais às atividades contemporâneas - e, principalmente, refletimos sobre a importância dos direitos conquistados e daqueles pelos quais ainda seguimos lutando.

Na imagem, Fritz Ryemer, um correeiro em Nuremberg, morto em 1425. Hausbücher der Zwölfbrüderstiftungen. Nuremberg, Biblioteca Municipal, ms. Amb. 317.2 (sécs. XIV–XVI), f. 44v.

Programem-se!Entre os dias 28/07 e 15/09, estarão abertas as inscrições para o Simpósio Temático "Discursos prescritivos...
28/04/2026

Programem-se!

Entre os dias 28/07 e 15/09, estarão abertas as inscrições para o Simpósio Temático "Discursos prescritivos e formação moral na Idade Média: textos e práticas". A atividade faz parte da 42ª Semana de História "Trabalho, Terra e Sociabilidade", que ocorrerá nos dias 20, 21 e 22 de outubro, presencialmente, na Universidade Estadual Paulista (UNESP), campus de Assis.

Aguardamos vocês! 😊

Na tradição cristã, o verdadeiro mártir não deveria buscar a própria morte. Mas nem sempre foi assim.No episódio “Como s...
23/04/2026

Na tradição cristã, o verdadeiro mártir não deveria buscar a própria morte. Mas nem sempre foi assim.

No episódio “Como se constroem mártires? Os cinco franciscanos de Marrocos e seus impactos em Portugal”, a professora Ana Paula Magalhães (USP) analisa a trajetória dos cinco mártires mortos em Marrocos no século XIII e mostra como eles buscaram insistentemente a morte. Embora contrariassem o princípio ideal do martírio, na prática, isso pouco importou: foram reconhecidos e venerados como mártires do mesmo modo.

Sua memória, assim como seus restos mortais, foram utilizados para fins políticos pela monarquia portuguesa, dando origem a uma rica tradição devocional e iconográfica.

🎙️ Ouça o episódio nos links abaixo:

🎵
https://open.spotify.com/episode/1xohm492rnopWeJFQ93bys

🎧
https://umahistoriadapeninsula.com.br/podcast/69dd4895b57175370511eb63

📺
https://www.youtube.com/watch?v=v_GrenJw2b8

14/04/2026

Como um episódio de martírio ocorrido em Marraquexe, no século XIII, afetou a história religiosa e política de Portugal?

Neste episódio de “História da Península e Trajetórias de Pesquisa”, conversamos com a historiadora Ana Paula Tavares Magalhães sobre os cinco mártires franciscanos de Marrocos e seus desdobramentos em Portugal, especialmente na cultura religiosa e nas dinâmicas políticas entre os séculos XIII e XVI, e sobre como esse episódio foi utilizado na construção da autoridade e da territorialidade do poder régio.

Também discutimos o conceito de martírio na tradição cristã, sua relação com a Paixão de Cristo e o papel salvífico atribuído ao mártir. Por fim, abordamos como a presença muçulmana na Península Ibérica influenciou a formação de uma memória coletiva marcada pelo martírio cristão.

Ana Paula é professora da FFLCH-USP, coordenadora do LABORA e integrante dos grupos “O ensino da fé cristã na Península Ibérica” e “Instrução e conversão no mundo dos exempla ibéricos”.

🎙️ Episódio disponível nos links abaixo:

🎧
https://umahistoriadapeninsula.com.br/podcast/69dd4895b57175370511eb63

📺
https://www.youtube.com/watch?v=v_GrenJw2b8

🎵
https://open.spotify.com/episode/1xohm492rnopWeJFQ93bys

Para saber mais:

TACCONI, Ana Paula Tavares Magalhães. A cristandade e os mortos: o martírio e as relíquias dos mártires de Marrocos (Portugal, século XIII). TEODORO, Leandro Alves; TACCONI, Ana Paula Tavares Magalhães (org.). A formação de reinos virtuosos: século XII ao XVIII. Florianópolis: Editora da UFSC, 2023, pp. 149-170.

Imagem: Degolação dos Cinco Mártires de Marrocos. Um dos dezesseis painéis que integram o Políptico do Convento de São Francisco de Évora, de Francisco Henriques (Flandres, ? – Portugal, 1518), criado entre 1508 e 1511. Atualmente, o painel se encontra no Museu Nacional de Arte Antiga, Lisboa – Portugal.

Zifar: o cavaleiro de Deus em provaçãoO "Libro del caballero Zifar" é considerado o primeiro romance em prosa da Penínsu...
09/04/2026

Zifar: o cavaleiro de Deus em provação

O "Libro del caballero Zifar" é considerado o primeiro romance em prosa da Península Ibérica, provavelmente composto entre 1332-1333 (ou até antes), durante o reinado de Alfonso XI de Castela (ca. 1312-1350).

A obra anônima castelhana narra a história de Zifar – nome que em árabe significa “viajante” – , um cavaleiro virtuoso que, no início da narrativa, carrega uma estranha sina: todos os cavalos que m***a morrem em dez dias. Após ser injustamente abandonado por seu rei, Zifar inicia uma longa viagem repleta de provações, que transformará profundamente sua vida e a de sua família.

Mais do que uma narrativa de aventuras, o livro reúne fontes de tradições diversas – especialmente a literatura sapiencial, exemplar, hagiográfica e arturiana – e intercala ensinamentos morais voltados a nobres e aspirantes a cavaleiros.

O "Libro del caballero Zifar" faz parte do corpus estudado pelo projeto “Instrução e conversão no mundo dos exempla ibéricos: pilares da moral cristã” (FAPESP n. 21/02936-0), coordenado por Leandro Alves Teodoro e Hugo Oscar Bizzarri (Universidade de Friburgo, Suíça), entre 2021 e 2025.

🔎 Conheça nosso banco de dados de obras moralizantes ibéricas, em:
https://umahistoriadapeninsula.com.br

🖼️ No carrossel: fólios do manuscrito P (Bibliothèque nationale de France, ms. Esp. 36, séc. XV), ricamente iluminado e encomendado por Enrique IV de Castela (1454–1474). Fólios: 1r, 6r, 13r, 15r, 17v, 20v, 32v, 50r e 86r.

Sugestão de leitura:

EL Libro del cauallero Zifar (El Libro del Cauallero de Dios). Part 1, Text. Edited from the three extant versions by Charles Philip Wagner. Ann Arbor: University of Michigan, 1929.

GÓMEZ REDONDO, Fernando. Historia de la prosa medieval castellana, v. 2: El desarrollo de los géneros. La ficción caballeresca y el orden religioso. Madrid: Cátedra, 1999, pp. 1371-14-59.

VALLEJO RICO, Ignacio. El caballero Zifar en la encrucijada del tiempo y del camino. In: Cahiers d'études hispaniques médiévales, n°30, 2007, pp. 215-228.

Um abração àqueles e àquelas que se dedicam aos Estudos Medievais! 🏰🪶Imagem: Davi e Jônatas. Iluminura da obra Somme le ...
31/03/2026

Um abração àqueles e àquelas que se dedicam aos Estudos Medievais! 🏰🪶

Imagem: Davi e Jônatas. Iluminura da obra Somme le Roi, de Laurent d’Orléans. Manuscrito Add. 28162, British Library, Londres, c. 1295, f. 6v.

Um herói não tão exemplar: Alexandre, o Grande na literatura medievalO “Libro de Alexandre” é um poema anônimo castelhan...
24/03/2026

Um herói não tão exemplar: Alexandre, o Grande na literatura medieval

O “Libro de Alexandre” é um poema anônimo castelhano composto no século XIII em cuaderna vía, um tipo de estrofe com quatro versos longos e a mesma rima. Ele narra as façanhas de Alexandre, o Grande, o famoso rei macedônio da Antiguidade, desde o seu nascimento até a sua morte, intercalando temas variados.

A obra apresenta Alexandre como herói e sábio, características positivas e desejáveis a um governante; porém, sua soberba – como mostram os episódios em que ele explora o fundo do mar e doma grifos para alcançar o céu – o leva à condenação divina.

Conforme Adrián Fernández González, o livro proporciona “um modelo exemplar para os reis, o qual permite, por sua vez, denunciar o comportamento pecaminoso do soberbo, em conformidade com a moral cristã”.

Quer saber mais sobre a obra?

Leia o verbete produzido pelo pesquisador Adrián Fernández González (Universidade de Friburgo – Suíça) para o Banco de Dados “Obras pastorais e doutrinárias” em:
https://umahistoriadapeninsula.com.br/Verbetes/6999014b5bff7559f72d8b4d

No carrossel, imagens do manuscrito O (ms. V-5-nº 10), conservado na Biblioteca Nacional de Espanha [fim do séc. XIII ou início do séc. XIV].

Você sabia que as relíquias cristãs são classificadas em três graus?No episódio “Celeiro de relíquias: devoções e sacral...
19/03/2026

Você sabia que as relíquias cristãs são classificadas em três graus?

No episódio “Celeiro de relíquias: devoções e sacralização do espaço ibérico medieval”, a professora Renata Cristina Nascimento explica essa divisão:

🏺Relíquias de primeiro grau: partes do corpo dos santos (ossos, sangue, fios de cabelo etc.);

🏺Relíquias de segundo grau: objetos de uso pessoal dos santos (crucifixos, roupas, móveis etc.);

🏺Relíquias de terceiro grau: objetos que teriam tocado na santidade (lenços, sudários etc.).

Ouça o episódio!

🎧https://www.umahistoriadapeninsula.com.br/podcast/69b4895cb57175370511ea27

📺
https://www.youtube.com/watch?v=ESsPHsE2fgw

🎵
https://open.spotify.com/episode/1eoSaa81OkhhvkO1RWSurx

Nas imagens, reunimos algumas relíquias cristãs mencionadas no episódio. Você conhece alguma ou já presenciou uma de perto?

14/03/2026

[Podcast🎙️🗣️]

Como simples objetos se tornam sagrados?

Neste episódio de “História da Península e Trajetórias de Pesquisa”, conversamos com a historiadora Renata Cristina Nascimento sobre as relíquias cristãs na Península Ibérica medieval.

Na conversa, Renata apresenta a definição de relíquias cristãs, suas categorias e explica como elas e seus cultos eram construídos na Idade Média. Ela comenta também de que modo reis, religiosos e cidades poderiam se beneficiar da presença desses vestígios diferenciados no território ibérico.

Renata é professora da UEG, da PUC-Goiás e da UFJ.

🎙️ Episódio disponível nos links abaixo:

https://www.umahistoriadapeninsula.com.br/podcast/69b4895cb57175370511ea27

https://www.youtube.com/watch?v=ESsPHsE2fgw

https://open.spotify.com/episode/1eoSaa81OkhhvkO1RWSurx

Para saber mais:

NASCIMENTO, Renata Cristina de S. “Espaços sublimes: a reinvenção de uma toponímia sagrada”. TEODORO, Leandro Alves; TACCONI, Ana Paula Tavares Magalhães (org.). A formação de reinos virtuosos: século XII ao XVIII. Florianópolis: Editora da UFSC, 2023, p. 171-187.

NASCIMENTO, Renata Cristina de S. A popularização do Caminho de Santiago no Brasil: o fenômeno jacobeu como permanência. Jundiaí-SP: Paco Editorial, 2025.

Imagem da capa: Relíquias da paixão de Cristo veneradas por São Luís. SAINT-PATHUS, Guillaume de. Vie et miracles de Saint Louis. Paris, BnF, Fr. 5716 [Séc. XIV], fol. 67v.

Endereço

Assis, SP
19806900

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando O Ensino da Fé Cristã na Península Ibérica - Séculos XIV, XV e XVI posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Entre Em Contato Com A Universidade

Envie uma mensagem para O Ensino da Fé Cristã na Península Ibérica - Séculos XIV, XV e XVI:

Atalhos

Compartilhar

Categoria