26/05/2020
As plantas medicinais são elementos que constituem parte da biodiversidade e são amplamente utilizadas desde os primórdios da civilização por diferentes povos e de inúmeras maneiras. Atualmente, cerca de 80% da população utiliza recursos da medicina popular para tratamento ou prevenção de diversas enfermidades, sendo que os conhecimentos dos métodos utilizados e a aplicação são transmitidos por gerações de forma oral (FIRMO, 2011).
O cultivo de plantas medicinais, como alternativa de renda na agricultura familiar, vem crescendo a medida em que evolui o mercado de fitoterápicos, sendo este estimulado pela valorização da qualidade de vida na sociedade (BAGGIO, 2003).
Sabe-se que o cultivo das plantas medicinais em sistemas agroflorestais atua como fator fundamental na melhoria no desenvolvimento das plantas, na otimização do solo, além de proteger os cursos d’agua, não prejudicar a atmosfera, servindo como fator de conservação e restauração das florestas, e trazendo mais qualidade de vida para o produtor rural.
Ao longo da história, o espaço florestal tem sido o espaço de introdução de práticas agrícolas, espaço onde a sucessão natural, direcionada à diversificação, é atuante. Dessa maneira, entende-se que as florestas não precisam ser transformadas em mono cultivos, mas que, trabalhando em conjunto com a sucessão natural, podem compor paisagens de florestas manejadas e sistemas agroflorestais (STEENBOCK et. al, 2013).
BAGGIO. Produção de Plantas Medicinais em Sistemas Agroflorestais: Resultados Preliminares de Pesquisas Participativas com Agricultores Familiares. 2003.
STEENBOCK, et all. Agroflorestas e sistemas agroflorestais no espaço e tempo. IN: STEENBOCK, W.; SILVA, L. da C. e; (Org.) Agrofloresta, ecologia e sociedade. 2013.
FIRMO. Contexto histórico, uso popular e concepção científica sobre plantas medicinais. 2011.