03/09/2020
with
・・・
Ao nascer, os potros são considerados agamaglobulinêmicos, ou seja, não possuem anticorpos circulantes logo após o nascimento. Esse fato é decorrente do tipo de placentação equina. Sendo assim, eles são dependentes da ingestão de colostro para que ocorra transferência de imunidade passiva.
Pensando nisso, destaca-se a importância da vacinação das éguas prenhes no terço final da gestação para que esta mãe possa transferir ao potro através do colostro os anticorpos produzidos contra as doenças as quais foram vacinadas.
A permeabilidade das células intestinais após o parto é alta e ao passar das horas essa permeabilidade começa a reduzir, ocorrendo a substituição das células do epitélio intestinal. Por isso a ingestão do colostro deve ser nas primeiras horas de vida, havendo melhor absorção destas imunoglobulinas.
A falha na transferência de imunidade passiva (FTIP) tem grande ocorrência nos equinos, devido a diversos fatores como lactação precoce da égua, potros prematuros ou provenientes de placentite, baixa qualidade do colostro produzido pela mãe ou incapacidade deste potro de se manter em estação e mamar. Isso torna o neonato vulnerável a doenças infecciosas presentes no meio em que vive.
Recomenda-se a ingestão de 1 até 3 litros de colostro pelo potro nas primeiras 6 horas de vida, para que teoricamente este tenha uma absorção adequada e consequentemente uma concentração sérica adequada de imunoglobulinas.
Para diagnosticar a FTIP é ideal que a dosagem das imunoglobulinas séricas seja realizada entre 18 e 24 horas, pois até esse período ainda pode ocorrer absorção de anticorpos via intestinal. Para que o neonato tenha uma proteção adequada, a dosagem deve resultar em maior que 800mg/dL de IgG sérico.
A conduta terapêutica abordada em casos de falha de transferência de imunidade passiva deve ser avaliada e decidida pelo(a) médico(a) veterinário(a).