09/05/2025
Mulheres Paraenses na Resistência à Ditadura Militar
A ditadura civil-militar no Brasil (1964–1985) foi um período marcado por repressão, censura, perseguições políticas e graves violações de direitos humanos. Nesse cenário, a resistência foi uma resposta necessária — e as mulheres paraenses tiveram papel fundamental nesse processo.
Embora a historiografia oficial pouco mencione seus nomes, muitas dessas mulheres enfrentaram a violência do regime: algumas foram presas e torturadas; outras atuaram nos bastidores, oferecendo suporte e resistindo com seus corpos e vozes. Elas afirmavam, com coragem, sua presença ativa nos confrontos contra a opressão.
A invisibilização feminina nos registros históricos é evidente. A obra “Luta, Substantivo Feminino” (2010) revela a força de mulheres torturadas, desaparecidas e mortas na resistência à ditadura. Seus depoimentos chocam, principalmente pelas recorrentes violências se***is sofridas, mas também inspiram, ao mostrar a firmeza com que mantiveram seus ideais democráticos.
Na apresentação do livro, o então ministro Paulo Vannuchi ressaltou a ausência feminina na narrativa oficial da história brasileira: “Se mapearmos os dez nomes mais citados nos livros de História, dificilmente encontraremos uma mulher. Com exceção da princesa Isabel, que é lembrada como 'libertadora' e não como 'governante', nossa história parece exclusivamente masculina.”
A força dessas mulheres vem sendo recuperada em obras como o livro e filme “Ainda Estou Aqui” (2024), que relata o desaparecimento do ex-deputado Rubens Paiva e a incansável busca de sua esposa, Eunice Paiva, por justiça. Assim como Zuzu Angel, Eunice expôs as feridas da ditadura e mostrou que as mulheres não apenas resistiram — elas lideraram a luta por memória, verdade e democracia.
📅 Dia: 14 de maio
🕛 Hora: 12h
📍 Local: Auditório do IFCH (Setorial Básico da UFPA)