Produção do Espaço Urbano no Brasil

Produção do Espaço Urbano no Brasil Grupo de ensino, extensão e pesquisa Produção do Espaço Urbano nos brasis Grupo de ensino, extensão e pesquisa ligado ao CNPq.

Têm origem no departamento de Arquitetura e Urbanismo da PUC Minas. É ligado à Pró-reitoria de Extensão. Atua na articulação entre ensino,pesquisa e extensão

Olá turma! A PUC Minas abre vagas para estudantes! Trabalhe com monitoria, extensão ou pesquisa. O grupo PEU nos brasis ...
04/08/2025

Olá turma! A PUC Minas abre vagas para estudantes! Trabalhe com monitoria, extensão ou pesquisa. O grupo PEU nos brasis está com 3 vagas remuneradas de 20/10 horas semanais. Faça a entrevista no dia 05/08, de 18:00 às 19:00, na sala 214, do prédio 47, no campus Coração Eucarístico. Se inscreva no SGA > Extensão > Oportunidades de extensão. Aguardamos vocês!

"A opção de socorrer super-ricos e grandes corporações às custas de cidadãos comuns e pequenos negócios aprofundou desig...
12/07/2025

"A opção de socorrer super-ricos e grandes corporações às custas de cidadãos comuns e pequenos negócios aprofundou desigualdades."

Artigo do Presidente Lula publicado em 10 de julho no Le Monde 🇫🇷, El País 🇪🇸, The Guardian 🇬🇧, Der Spiegel 🇩🇪, Corriere della Sera 🇮🇹, Yomiuri Shimbun 🇯🇵, China Daily 🇨🇳, Clarín 🇦🇷 e La Jornada 🇲🇽.

📰 NÃO HÁ ALTERNATIVA AO MULTILATERALISMO

O ano de 2025 deveria ser um momento de celebração dedicado às oito décadas de existência da Organização das Nações Unidas (ONU). Mas pode entrar para a história como o ano em que a ordem internacional construída a partir de 1945 desmoronou.

As rachaduras já estavam visíveis. Desde a invasão do Iraque e do Afeganistão, a intervenção na Líbia e a guerra na Ucrânia, alguns membros permanentes do Conselho de Segurança banalizaram o uso ilegal da força. A omissão frente ao genocídio em Gaza é a negação dos valores mais basilares da humanidade. A incapacidade de superar diferenças fomenta nova escalada da violência no Oriente Médio, cujo capítulo mais recente inclui o ataque ao Irã.

A lei do mais forte também ameaça o sistema multilateral de comércio. Tarifaços desorganizam cadeias de valor e lançam a economia mundial em uma espiral de preços altos e estagnação. A Organização Mundial do Comércio foi esvaziada e ninguém se recorda da Rodada de Desenvolvimento de Doha.

O colapso financeiro de 2008 evidenciou o fracasso da globalização neoliberal, mas o mundo permaneceu preso ao receituário da austeridade. A opção de socorrer super-ricos e grandes corporações às custas de cidadãos comuns e pequenos negócios aprofundou desigualdades. Nos últimos 10 anos, os US$ 33,9 trilhões acumulados pelo 1% mais rico do planeta é equivalente a 22 vezes os recursos necessários para erradicar a pobreza no mundo.

O estrangulamento da capacidade de ação do Estado redundou no descrédito das instituições. A insatisfação tornou-se terreno fértil para as narrativas extremistas que ameaçam a democracia e fomentam o ódio como projeto político.

Muitos países cortaram programas de cooperação em vez de redobrar esforços para implementar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável até 2030. Os recursos são insuficientes, seu custo é elevado, o acesso é burocrático e as condições impostas não respeitam as realidades locais.

Não se trata de fazer caridade, mas de corrigir disparidades que têm raízes em séculos de exploração, ingerência e violência contra povos da América Latina e do Caribe, da África e da Ásia. Em um mundo com um PIB combinado de mais de 100 trilhões de dólares, é inaceitável que mais de 700 milhões de pessoas continuem passando fome e vivam sem eletricidade e água.

Os países ricos são os maiores responsáveis históricos pelas emissões de carbono, mas serão os mais pobres quem mais sofrerão com a mudança do clima. O ano de 2024 foi o mais quente da história, mostrando que a realidade está se movendo mais rápido do que o Acordo de Paris. As obrigações vinculantes do Protocolo de Quioto foram substituídas por compromissos voluntários e as promessas de financiamento assumidas na COP15 de Copenhague, que prenunciavam cem bilhões de dólares anuais, nunca se concretizaram. O recente aumento de gastos militares anunciado pela OTAN torna essa possibilidade ainda mais remota.

Os ataques às instituições internacionais ignoram os benefícios concretos trazidos pelo sistema multilateral à vida das pessoas. Se hoje a varíola está erradicada, a camada de ozônio está preservada e os direitos dos trabalhadores ainda estão assegurados em boa parte do mundo, é graças ao esforço dessas instituições.

Em tempos de crescente polarização, expressões como “desglobalização” se tornaram corriqueiras. Mas é impossível “desplanetizar” nossa vida em comum. Não existem muros altos o bastante para manter ilhas de paz e prosperidade cercadas de violência e miséria.

O mundo de hoje é muito diferente do de 1945. Novas forças emergiram e novos desafios se impuseram. Se as organizações internacionais parecem ineficazes, é porque sua estrutura não reflete a atualidade. Ações unilaterais e excludentes são agravadas pelo vácuo de liderança coletiva. A solução para a crise do multilateralismo não é abandoná-lo, mas refundá-lo sob bases mais justas e inclusivas.

É este entendimento que o Brasil – cuja vocação sempre será a de contribuir pela colaboração entre as nações – mostrou na presidência no G20, no ano passado, e segue mostrando nas presidências do BRICS e da COP30, neste ano: o de que é possível encontrar convergências mesmo em cenários adversos.

É urgente insistir na diplomacia e refundar as estruturas de um verdadeiro multilateralismo, capaz de atender aos clamores de uma humanidade que teme pelo seu futuro. Apenas assim deixaremos de assistir, passivos, ao aumento da desigualdade, à insensatez das guerras e à própria destruição de nosso planeta.

Luiz Inácio Lula da Silva
Presidente da República do Brasil

O guia participativo "De que tempo é este lugar? Guia dos movimentos" resulta de uma construção coletiva entre represent...
11/07/2025

O guia participativo "De que tempo é este lugar? Guia dos movimentos" resulta de uma construção coletiva entre representantes de movimentos populares em Belo Horizonte e os estudantes do quarto período da disciplina História da Arquitetura Brasileira, do curso de Arquitetura e Urbanismo da PUC Minas. O catálogo reune os lugares do território que contam histórias e memórias da luta desses movimentos para serem reconhecidos pela cidade.
A iniciativa integra as ações de ensino, extensão e pesquisa do projeto de extensão PROSA (Programa de formação em Saberes Ambientais), do grupo Produção do Espaço Urbano
nos brasis (PEU nos brasis), vinculado à PUC Minas, que há mais de 15 anos presta assessoria técnica a comunidades que não podem contratar um profissional.

Os alunos realizaram um levantamento e registro das memórias dos movimentos populares e elaboraram um calendário com os principais fatos históricos.

Segundo a linha de ação do grupo PEU nos brasis, Salvaguardas da Vida Cotidiana, saber identificar as marcas deixadas pelos movimentos populares no território - ou saber revelá-las quando invisíveis - nos ajudam a reunir trajetórias que demonstram o patrimônio histórico e cultural do lugar. O guia é também um convite para a contemplação da diversidade do modo de autoprodução dos territórios e o reconhecimento dos bens materiais e imateriais, para além daqueles tombados oficialmente, que merecem a devida valorização.

O projeto de extensão PROSA comemora com a Pastoral Metropolitana do Sem Casa mais uma conquista do movimento popular na...
30/06/2025

O projeto de extensão PROSA comemora com a Pastoral Metropolitana do Sem Casa mais uma conquista do movimento popular na luta por moradia!

Em junho, foi realizada a Sessão Pública de Distribuição de Terrenos por Entidade pela Secretaria Municipal de Habitação de Contagem, quando a Pastoral foi contemplado com um terreno localizado no município.

O terreno é destinado à implantação de empreendimentos habitacionais de interesse social, no âmbito do Programa Minha Casa, Minha Vida – Entidades, promovido pelo Governo Federal.

A assessoria técnica do grupo PEU nos brasis, através do PROSA, colaborou com outros apoiadores para o cadastramento da entidade no processo de credenciamento.

Viva a luta do movimento popular!

Endereço

Predio 47/PUC
Belo Horizonte, MG
30535-901

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