03/04/2025
Nesta edição da Coluna Pensar Mulheres, a professora do Departamento de Ciência Política da UFMG e coordenadora do NEPEM, Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre a Mulher da UFMG, Marlise Matos, refletiu sobre a misoginia e o crescimento do ódio incontido às mulheres na sociedade contemporânea.
A professora citou três eventos que, a princípio, não estão claramente interligados, mas que demonstram a situação de risco permanente em que se encontram as mulheres. Um é a série “Adolescência”, sucesso no streaming, outro é o caso de um homem que matou o próprio filho de 5 anos jogando-o de uma ponte para se vingar da ex-companheira no Rio Grande do Sul, além do julgamento do STF que tornou Bolsonaro e aliados réus por tramar um crime de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, entre outros crimes. O que une os temas é a misoginia, que esteve sempre explícita no discurso do ex-presidente, foi também o que levou o homem a matar o próprio filho e é um dos temas da aclamada série. A colunista destacou a escalada de crimes contra as mulheres, demonstrada por dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, e deixou a pergunta sobre que tipo de sociedade estamos construindo dessa maneira. Ela concluiu que a corrosão da democracia também tem origem na misoginia, que corre livre na internet.
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