29/09/2025
Há pouco, João Paulo Mansur, integrante do Studium Iuris, publicou, na Revista Brasileira de Sociologia do Direito, o artigo ‘“Ordem do chefe é lei”: O coronelismo de Memórias do Coronel Falcão’. O autor nos diz: “Quando eu escrevi esse trabalho, o coronelismo já era um tema de pesquisa no qual eu era bastante versado. Tinha lido muita historiografia e pesquisado muitas fontes. Mas uma conversa com um amigo do Studium Iuris, grupo de pesquisa em História da Cultura Jurídica de que participo, me fez perceber que as especificidades regionais do coronelismo eram muito maiores do que eu imaginava. É provável que esse amigo nem tenha conhecimento de que me aventurei nas terras gaúchas, de onde ele veio, em razão de uma conversa nossa. O coronelismo dos grandes sertões brasileiros não parecia, para mim, uma chave de leitura apta a explicar a relação dos governos de Borges de Medeiros e Júlio de Castilhos com os proprietários de terras conhecidos como “coronéis”. As atividades precípuas de um pesquisador em ciências humanas e sociais aplicadas, em geral, são bastante reclusas. Ler, escrever, buscar fontes, interpretá-las etc.: um trabalho sedentário entre paredes, sejam as do escritório, do arquivo ou da biblioteca. Não há como ser diferente. Mas há uma dimensão coletiva na vida do pesquisador. Interagir com os pares lhe retira do solipsismo, lhe mostra caminhos novos. Às vezes, um mero bate-papo tomando um café ou um vinho abre os olhos para novos caminhos não percebidos, que são, às vezes, óbvios. Eu tive a sorte em minha trajetória de encontrar grandes amigos pesquisadores no Studium Iuris, grupo coordenado pelo professor Ricardo Sontag. E encorajo os jovens pesquisadores a vivenciarem experiências em grupos de pesquisa e estudo”.