01/05/2023
Crônicas (ora burlescas, ora melancólicas, ora catárticas, ora bolas).
O carioca Vário do Andaraí nos convida a entrar no seu táxi e, pelos becos, ruas e avenidas do Rio de Janeiro, conhecer um painel divertido e comovente de personagens reais ou um pouquinho inventados que, de alguma forma, têm a ver com todos nós.
Cada viagem surpreende o leitor também pelas passagens poéticas, boa música e paisagens deslumbrantes.
Conforme se avança a leitura das crônicas, vai-se percebendo a sólida e variada cultura de leitura do autor. Não aquela cultura acadêmica, com todas as suas implicações teóricas, mas sim a daquele leitor que lê pelo prazer da leitura, sem qualquer outra preocupação que não o deleite próprio, sem alarde, e acaba bebendo e saboreando as essências dos textos dos vários autores percorridos.
Embora cada crônica tenha sua individualidade, o narrador de todas é o mesmíssimo, o mesmo estilo, o mesmo linguajar “malandro” por experiência e não por aquisição literária.
Um falar de personagem/narrador adaptado ao contexto das crônicas, do começo ao fim da viagem nessa máquina de destinos não cumpridos.
Fonte: Editora Dimensão e Recanto das Letras.
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