Laboratório de Estudos Antárticos em Ciências Humanas - LEACH

Laboratório de Estudos Antárticos em Ciências Humanas - LEACH Esta página apresenta publicações referente ao projeto "Paisagens em branco: arqueologia e antropologia Antártica", desenvolvimento pelo LEACH - UFMG.

O objetivo geral do projeto é conhecer, a partir da arqueologia, as primeiras estratégias humanas de ocupação do território Antártico. Até o momento a história oficial tem enfocado seus discursos no descobrimento e nos personagens considerados de importância histórica. Desta forma, os grupos subalternos, responsáveis pelas primeiras ocupações e exploração da região, permaneceram à margem das narra

tivas históricas. A arqueologia, como disciplina especializada na cultura material, oferece a possibilidade de construir uma história alternativa, centrada na vida cotidiana destes grupos operários. A nossa investigação se circunscreve aos sítios arqueológicos do princípio do século XIX, localizados nas ilhas Shetland do Sul. Atualmente, o projeto também incluiu uma vertente antropológica, interessada nas relações humanas estabelecidas com a região ao longo do tempo.

31/03/2026

A Jime pesquisou a Antártica por sete anos antes de viajar para lá! 🤯 e as pessoas chegam no projeto com tanta pressa de ir a campo 👀 agora ela já foi sete vezes!!! 😮 todo mundo que conhece a Jime vê quão preparada ela é e quanta dedicação existe ao projeto. Que time, galera! 💙

📽️ corte do doc Paisagens em Branco: Punta Elefante, 2025. Em breve disponível online 😉

Equipe do LEACH inicia expedição a bordo do NaPoC Ary Rongel, na 44ª Operantar ❄️🚢Sandra Nami, Jimena Cruz e Luara Stoll...
08/01/2026

Equipe do LEACH inicia expedição a bordo do NaPoC Ary Rongel, na 44ª Operantar ❄️🚢

Sandra Nami, Jimena Cruz e Luara Stollmeier acamparão por três semanas na Ilha Livingston, Antártica, dedicadas ao escaneamento de sítios arqueológicos e ao registro da presença humana no extremo sul do planeta.

👉 Siga o LEACH para ver como a arqueologia acontece em campo, na Antártica!

Você faz ideia de como era a alimentação dos marinheiros que adentraram o continente antártico no século XIX? Partindo d...
19/09/2025

Você faz ideia de como era a alimentação dos marinheiros que adentraram o continente antártico no século XIX? Partindo de um estudo de caso, María Jimena Cruz em sua tese de doutorado intitulada “Memórias de um mundo congelado. A indústria lobeira e as experiências antárticas no século XIX” investiga como as viagens de caça à lobo-marinho (indústria lobeira) às ilhas Shetland do Sul, no século XIX, permitiram construir memórias e experiências particulares do contato com a Antártica. Ela parte da ideia de que memória e alimentação estão entrelaçadas; a alimentação (atrelada ao corpo, aos sentidos e as práticas associadas ao comer) serve como lente para compreender como as pessoas viviam, percebiam e se relacionavam com ambientes extremos.

A pesquisadora utiliza diferentes tipos de evidências, como documentos escritos (diários de bordo, diários pessoais, listas de tripulações) e vestígios arqueológicos para abordar essa temática de maneira multidisciplinar.

As práticas alimentares dos lobeiros revelam estratégias de adaptação, improvisação e até mesmo de resistência. É essencial refletir sobre como conservavam alimentos, como enfrentavam longos períodos sem provisões frescas e como o corpo humano reagia ao frio, à escassez e ao isolamento. Desse modo, essa pesquisa se mostra fundamental ao abordar aspectos que, muitas vezes, escapam das narrativas mais tradicionais de exploração e ciência.

A arqueologia permite revelar vestígios que muitos documentos não mencionam; nesse caso, a alimentação se mostra essencial enquanto objeto de análise que ajuda a “preencher lacunas” e a dar corporeidade à memória.

Leia a tese completa aqui: https://l1nq.com/academiaedu-JimenaCruz

Foto 1 e 2: Contextualização do sítio na praia Sul (Acervo LEACH)
Foto 3 e 4: Contextualização do sítio na praia Norte (Acervo LEACH)
Fonte: María Jimena Cruz

Na Antártica, cada silêncio carrega histórias invisíveis que podem emergir através de nós: os contadores dessas história...
07/08/2025

Na Antártica, cada silêncio carrega histórias invisíveis que podem emergir através de nós: os contadores dessas histórias. Enquanto a arqueologia busca revelar vestígios do passado, a fotografia pode eternizar o presente com outros olhares e perspectivas.

Inspirada pelos registros sensíveis de Marina Klink, que traduzem a grandiosidade da paisagem em gestos de luz e cor, e pelas imagens potentes de João Paulo Barbosa, que nos lembram da presença humana até nos lugares mais remotos do globo, além de sua constante transformação, esta série fotográfica busca capturar não apenas o que se vê, mas o que se sente.

Fotografia 1: João Paulo Barbosa, Ilha Wiencke, Antártica
Fotografia 2: João Paulo Barbosa, Pinguim-papua, Yelcho, Antártica
Fotografia 3: Marina Klink
Fotografia 4: Marina Klink
Fotografia 5: João Paulo Barbosa, Pinguim-papua à meia-noite, Ilha Wiencke, Antártica
Fotografia 6: Marina Klink
Fotografia 7: Marina Klink

Disponível em: https://joaopaulobarbosa.com/antartica e
https://marinaklink.com/galerias/antartica/

Você sabia que a Antártica foi moldada por imagens? Afinal de contas, não é tão simples assim adentrar o continente. Des...
13/07/2025

Você sabia que a Antártica foi moldada por imagens? Afinal de contas, não é tão simples assim adentrar o continente. Dessa forma, um dos mecanismos de divulgação mais proeminentes quando se trata desse ambiente são as fotografias.

A fim de explorar melhor essa temática, destacamos para vocês a tese de doutorado de Luara Antunes Stollmeier intitulada “Ao toque da vista, ao alcance da imagem: Arqueologia de fotografias históricas da Antártica” onde a pesquisadora vai propor uma análise arqueológica da produção de imagens na Antártica no início do século XX, investigando a “agência da imagem” e como ela estabiliza paisagens e discursos. Stollmeier vai argumentar que essas imagens não são apenas registros visuais, mas camadas materiais e simbólicas que revelam aspectos científicos, arquitetônicos e até diplomáticos da ocupação do continente.

O trabalho questiona a centralidade da heroicidade nas narrativas antárticas e busca evidenciar como imagens ajudaram a consolidar uma visão hegemônica da Antártica, destacando também práticas invisibilizadas.

Leia a tese completa aqui: https://repositorio.ufmg.br/handle/1843/52904

Fonte: Luara Stollmeier
Fotografia 1: Borchgrevinck, 1901
Fotografia 2: Fotografias de sapatos da expedição Belgica
Fotografia 3 e 4: Retratos na expedição Terra Nova, Ponting, 1911

Pesquisadores da UFMG enfrentam o frio extremo e o isolamento para transformar o continente mais remoto do planeta em um...
04/07/2025

Pesquisadores da UFMG enfrentam o frio extremo e o isolamento para transformar o continente mais remoto do planeta em um verdadeiro laboratório a céu aberto.

Diversas pesquisas brasileiras acontecem na Antártida a partir de diferentes perspectivas, mas com um viés em comum: desbravar e divulgar ao mundo as potencialidades do continente.

O projeto Paisagens em Branco contempla a equipe do LEACH e, dentre variadas questões, se preocupa em contar a história esquecida dos primeiros ocupantes do continente — os caçadores de animais marinhos, sejam eles focas, baleias, etc. para diversos fins. Essas pessoas por muito tempo, foram ignoradas pela história oficial da Antártida. Ademais, o projeto MediAntar realiza investigações sobre como o corpo humano se adapta a condições extremas e suas particularidades e, por fim, o projeto Mycoantar se debruça na descoberta de fungos com potencial para combater doenças. Todos esses projetos recebem apoio do PROANTAR - Programa Antártico Brasileiro.

A Antártica é muito mais que gelo — é passado reescrito, presente desafiador e o futuro da ciência em construção.

Você já conhecia todos esses projetos? Nos conte nos comentários

Fotos: LEACH

Para todas as pessoas interessadas em saber mais sobre as pesquisas arqueológicas na Antártica, O livro “Archaeology in ...
06/06/2025

Para todas as pessoas interessadas em saber mais sobre as pesquisas arqueológicas na Antártica, O livro “Archaeology in Antarctica” escrito por Andrés Zarankin, Michael Pearson e Melissa A. Salerno é fundamental, pois reúne e sistematiza dois séculos de história da ocupação humana no continente gelado. Dividido em 4 capítulos, o livro comemora os 200 anos da chegada do homem a Antártica, marco ocorrido em 2019. A publicação aborda temas como as estações baleeiras, os acampamentos e as cabanas dos exploradores, os naufrágios da região, os abrigos de caçadores de focas e as bases científicas históricas e atuais presentes no solo antártico.

Não deixe de conhecer essa obra de grande importância para compreensão de como se deram as interações humanas com o ambiente polar.

Aos interessados: https://www.amazon.com.br/Archaeology-Antarctica-Michael-Pearson/dp/036719239X

Continuando a nossa saga nas descobertas de sítios arqueológicos na Antártica, dessa vez em Yankee Harbour, na Ilha Gree...
08/04/2025

Continuando a nossa saga nas descobertas de sítios arqueológicos na Antártica, dessa vez em Yankee Harbour, na Ilha Greenwich, a equipe do LEACH registrou vestígios de um trypot foqueiro (utilizado para processamento de azeite de elefantes marinhos) e também de uma estrutura de pedra em formato circular. Ambos foram escaneados em 3D, usando o laser scan além de ter sido feito um levantamento foto aéreo de toda Yankee Harbour com drone. Por fim, foram coletadas amostras de tijolos maciço, localizadas dentro e embaixo do trypot, para posterior análise em laboratório.

📍Yankee Harbour, Ilha Greenwich

📍Parada em Johnson Dock para prospecção de sítio arqueológico.Após atividades realizadas no local não foram encontrados ...
20/03/2025

📍Parada em Johnson Dock para prospecção de sítio arqueológico.

Após atividades realizadas no local não foram encontrados sítios arqueológicos, mas com essa vista não dá para ficar triste né?! Logo, a equipe do LEACH seguiu adiante com os trabalhos e esforço em equipe.

O objetivo geral da atual expedição é dar continuidade aos escaneamentos tridimensionais do projeto, focando nos registr...
14/03/2025

O objetivo geral da atual expedição é dar continuidade aos escaneamentos tridimensionais do projeto, focando nos registros em Punta Elefante, onde se encontra um dos sítios mais bem preservados já escavados pela equipe do LEACH, denominado Punta Elefante II.

Nesse sítio foqueiro oitocentista, também serão coletadas amostras de fungos em vestígios in loco e feitas sondagens nos sítios para recuperar amostras que serão submetidas a vários estudos, incluindo o de DNA.

Ao longo de todo esse processo vem sendo realizado um registro áudio visual da expedição a fim de produzir vídeos de mediação científica. Por isso, continue nos acompanhando para não perder nenhum conteúdo!

03/11/2022

OUTRO LADO DA HISTÓRIA l O Laboratório de Estudos Antárticos em Ciências Humanas - LEACH da UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais, sob a coordenação de Andres Zarankin, tem feito importantes descobertas sobre os verdadeiros protagonistas das primeiras expedições ao continente gelado.

Sapatos, ca*****os e garrafas encontrados são pertencentes a caçadores de focas e leões marinhos que viajavam em companhias internacionais com datação de períodos anteriores a chegada do Capitão William Smith em 1819.

➡️ Confira matéria completa no site da FAPEMIG
http://www.fapemig.br/pt/noticias/850

Endereço

Belo Horizonte, MG
31270-901

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