24/06/2023
Nesse mês, o Laboratório de Paleontologia e Macroevolução contribuiu com dois trabalhos envolvendo o estudo de grãos de pólen e esporos datados de milhares de anos atrás.
Um deles, liderado por Gabriela Pires, encontrou a mais antiga evidência direta de incêndio para o Cerrado brasileiro. Estudando rochas sedimentares de c. 43.000 anos de Goiás, foram encontrados fragmentos de carvão, que indicam queima natural de gramíneas < https://doi.org/10.1002/jqs.3551 >.
Outro trabalho, coordenado por Samuel Ribeiro, demonstrou, pela primeira vez, a ocorrência de um paleomanguezal na região supralitorânea do estado do Pará, na Amazônia, entre 8500 e 1500 anos atrás. Após esse período, o mangue foi substituído pela floresta contemporânea de água doce < https://doi.org/10.1016/j.jsames.2023.104422 >