NEAB Núcleo de Estudos Afro-brasileiros

26/03/2022

❌ PROFESSOR É PERSEGUIDO E ATACADO PELA SUA RELIGIÃO DE MATRIZ AFRICANA

O professor de Ensino religioso, Jobson Bispo Mascarenhas, da EEB Ivo D’Aquino de Gaspar, região do Vale do Itajai, foi atacado em sua liberdade de cátedra ao ser ofendido por um pai de aluno que proferiu comentários pejorativos sobre suas vestes brancas, ligadas a sua religião de matriz africana.

🤬O episódio também gerou ameaças do pai do aluno que reproduziu comentários preconceituosos contra pessoas ligadas ao umbanda e candomblé. O ocorrido é um crime previsto em lei e precisa ser severamente punido para garantir a liberdade de cátedra do professor, bem como o respeito a sua religiosidade.

🖐🏿O SINTE/SC denuncia este episódio e já esta com o jurídico elaborando uma denúncia ao Ministério Público e na próxima quarta, a Secretaria de Igualdade Racial do sindicato, Márcio de Souza, estará em Gaspar para prestar apoio ao professor e cobrar medidas da Coordenadoria Regional de Educação.

Não aceitamos ataques contra os professores e à educação pública! Seguimos vigilantes e exigindo respeito a todos e no combate severo ao preconceito!

27/09/2019

Você sabia que é por conta da paternidade que existe a diferença entre pardo e mulato? Antigamente, os filhos de um homem branco com uma mulher negra ou eram considerados pardos ou mulatos dependendo da responsabilidade paterna.

Pardo é um termo mais neutro, a fim de esmaecer ou anular a cor negra. Geralmente eram considerados pardos, filhos que tinham um pai branco, que se responsabilizava e cuidava destes, gerando assim uma questão de respeito. É importante ressaltar que, indivíduos classificados como pardos também são negros, juntamente com os pretos (negros de pele retinta).

Mulato, por sua vez, vem da expressão 'Mula', e eram considerados assim, filhos de um homem branco que não se responsabilizava pela criação destes. Muitas vezes, mulatos eram resultantes de abuso sexual de um homem branco em uma mulher negra e o termo era usado pejorativamente, pois a mula é um animal resultante do cruzamento do a**o e da égua, e é estéril.

Depois dessa leitura, você já sabe: não é mulata(o), é negra(o)!

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21/09/2019

Você sabia que a prática dos gaúchos de tomar chimarrão é um legado da cultura indígena e a culinária gaúcha tem forte influência negra? Exatamente.

O uso da erva-mate teve início com índios Guaranis, Caingangue, Aimará e Quíchua da região sul da América do Sul. Os padres jesuítas, no século XVI, até tentaram proibir o uso da erva alegando que era "erva do diabo", mas com o aumento do consumo de bebidas alcoólicas, o que era proibição, tornou-se incentivo da parte da Igreja Católica.

Já no que se refere à comida, pratos como quibebe, mocotó, mondongo, feijão tropeiro, charque, etc., começaram a ser consumidos no sul do território brasileiro por conta do povo negro que usava da criatividade, na necessidade, por ter sido um grupo marginalizado que não tinha acesso aos mesmos recursos que a elite branca, incluindo a alimentação.

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17/09/2019

RETRATOS DO POVO. Geraldo Teles 102 anos, morador do Quilombo de Pinhões.

02/09/2019

O ÁFRICA BRASIL - VI ENCONTRO INTERNACIONAL DE LITERATURAS, HISTÓRIAS E CULTURAS AFRO-BRASILEIRAS E AFRICANAS: Narrativas e Direitos Humanos (UESPI); VIII Colóquio de Literatura Afro-Brasileira e Africana; V Salão do Livro Universitário da UESPI e II Encontro Internacional de Culturas Afrodescendentes e Indígenas da América Latina e Caribe – UESPI / ADHILAC Brasil, a se realizarem nos dias 20, 21 e 22 de novembro de 2019, proporcionarão momentos de reflexão sobre narrativas e Direitos Humanos, no âmbito dos estudos interdisciplinares no que tange as áreas de literatura, cultura e história.

O contexto acadêmico, social e político brasileiro atual continua demandando uma reorientação teórico-reflexiva para enfrentar os entraves que se apresentam a partir da imposição de novas políticas educacionais que tem se pautado por uma visão unilateral manifestadano corte de orçamento das várias áreas governamentais, em meio a uma grave crise econômica e política que se apresenta já a um tempo considerável. Há um retrocesso no que se refere ao reconhecimento da diversidade enquanto valor característico da sociedade brasileira e por conseguinte,das matrizes culturais indígenas, africanas e afro-brasileiras.

A disciplina História ganha cada vez mais relevância em tempos de negacionismo, visto que torna-se missão da educação e dos Direitos Humanos combater o obscurantismo na área das ciências humanas, reativando a importância do estudo da história e da cultura africana, afro-brasileira e indígena, conforme previsto na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Brasileira, especialmente nos artigos 26A e 79B.

http://nepa.uespi.br/

02/09/2019

Já leu sobre pedagogias decoloniais?

Baixe em:http://www.scielo.br/pdf/edur/v26n1/02.pdf

OLIVEIRA, Luiz Fernandes de; CANDAU, Vera Maria Ferrão. Pedagogia decolonial e educação antirracista e intercultural no Brasil. Educ. rev. [online]. v. 26, n.1, p.15-40, 2010. ISSN 0102-4698.

30/08/2019

Até 1876, índios, rebeldes, escravos e criminosos comuns enfrentaram a forca

13/08/2019

'Um título como esse é muito importante para a nossa cultura. Isso ajuda a sustentar a nossa tradição e também muita gente', diz a cirandeira, que é Patrimônio Vivo de Pernambuco.

23/07/2019

Revista da Associação Brasileira de Pesquisadores(as) Negros(as) - ABPN é B1 no Qualis da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).

A Capes avaliou a Revista da ABPN e a revista ficou com o conceito B1. Trata-se de um excelente resultado para uma revista cujo objetivo é dar visibilidade às discussões sobre relações raciais a partir da produção de pesquisadores(as) e intelectuais negros(as), bem como de outros(as) comprometidos(as) com a promoção da equidade racial e a produção de conhecimento sobre África e diásporas africanas, em escalas nacional e internacional. Tem como público-alvo pesquisadores(as) e comunidade acadêmica em geral, membros de organizações e instituições que trabalham com a questão racial, pessoas interessadas no debate sobre as relações raciais.

Em 2019, uma nova metodologia foi apresentada às áreas de avaliação, quanto ao Qualis Periódicos. Essa nova fórmula busca critérios mais objetivos que permitam uma comparação mais equilibrada entre áreas de avaliação, atentando-se também para a internacionalização.

Metodologia – Qualis Periódicos

A nova proposta se baseia em quatro princípios:
Classificação única – cada periódico recebe apenas uma qualificação, independentemente da quantidade de áreas de avaliação às quais foi mencionado;
Classificação por áreas-mães – os periódicos foram agrupados de acordo com a área na qual houve maior número de publicações nos anos de referência avaliativo, chamada de área-mãe;
Qualis Referência - por meio do uso combinado de indicadores bibliométricos e um modelo matemático, a própria Diretoria de Avaliação montou uma lista de periódicos pré-classificados, definidos como Qualis Referência;
Indicadores bibliométricos – basicamente, são os que consideram o número de citações do periódico dentro de três bases: Scopus (CiteScore), Web of Science (Fator de Impacto) e Google Scholar (índice h5). Foi levada em consideração a categoria de área que cada base enquadra o periódico e a sua posição relativa dentro dela.

A estratificação da qualidade dessa produção é realizada de forma indireta. Dessa forma, o Qualis afere a qualidade dos artigos e de outros tipos de produção, a partir da análise da qualidade dos veículos de divulgação, ou seja, periódicos científicos.
A classificação de periódicos é realizada pelas áreas de avaliação e passa por processo anual de atualização. Esses veículos são enquadrados em estratos indicativos da qualidade - A1, o mais elevado; A2; A3; A4; B1; B2; B3; B4; e C - com peso zero.

https://www.capes.gov.br/36-noticias/9730-capes-melhora-ferramentas-de-avaliacao-da-pos-graduacao

21/07/2019

Endereço

Blumenau, SC

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