04/06/2020
Das Repúblicas para as Repúblicas, da Unesp de Botucatu, que lutam pela pluralidade do nosso meio e pela liberdade de cada um ser quem é. Vimos através desta nos pronunciar sobre os eventos atuais, que tem acontecido em todo globo, mas principalmente no ambiente mais próximo onde estamos inseridos, e convidar a todas que se sentirem representadas pela causa.
Botucatu se afeiçoou à um aspecto cultural onde impera uma apatia generalizada e pouco se faz para mudar certas coisas e, embora muitas pessoas ainda se sintam tão à vontade com essa realidade a ponto de fazer o que bem entendem, sem pensar nas consequências que isso acarreta, muitos de nós chegam com outra cabeça e querendo mudar essa realidade.
Diante do cenário político atual, estamos cansados de saber que estar omisso a uma situação nos coloca como compactuantes desta. Por essa razão, o óbvio precisa ser dito, precisamos ser nítidos à que lado pertencemos, apoiamos e damos voz. Ao participar da propagação desse pronunciamento, estamos desabafando e nos posicionando contra as alusões ao neonazismo que acontecem dentro da nossa comunidade, maquiadas muitas vezes de “apenas” abuso de poder, dinheiro e popularidade, e que passa por cima da justiça, da ética e da moral de todos nós que convivemos neste espaço e levamos o nome de Repúblicas.
Não é de hoje que temos nossa exposição silenciada, menosprezada e esquecida, aumentando nosso sentimento de impotência diante não só de quem as comete, como também das instituições que levam nossos nomes, mas muitas vezes se omitem nos deixando à deriva de uma falácia sem maiores atitudes. MUITAS coisas nos mostram que é necessário amadurecer e sermos mais humanos. Racismo, homofobia, machismo são coisas que não cabem mais entre nós e que nunca deveriam ter cabido. Porém, chegamos a um acontecimento tão baixo e assustador, que frustrados diante dessa alusão tão perigosa, nossas repúblicas se posicionam por si só, dizendo: Basta! E pedimos o apoio de todas.
Para que situações como essa não mais ocorram debaixo do nosso nariz, para que ao invés de se afastar apontando dedos, a gente se una para aprender, para que ao menos a nossa ‘justiça’ seja levada a sério. Propomos assim, em primeiro lugar, o uso das nossas vozes: Exponham! Ao saber o ambiente sem apoio em que estamos inseridos, nos resta tentar mais uma vez, nos apoiando em nós mesmos até perder nosso medo. E segundamente, usar da nossa união num boicote geral. Boicotar, em outros sinônimos: evitar, desviar, afastar. Em todos os aspectos, como almoços, junta-panelas, festas e confraternizações de qualquer tipo que envolvam quem cometeu tais barbáries. Enquanto estes continuarem sendo apoiados e saindo ilesos, acontecerá o mesmo com as suas atitudes!
Se NÃO compactuamos com determinadas situações, não podemos ignorar que elas estão entre nós. “O neonazismo vem vestido e maquiado na moda contemporânea, disfarçando a ideia de horror que o nazismo alemão causou e causa até hoje.” Para todos que compreendem esta carta e sentem-se representados, compartilhem, se posicionem! Com alusão neonazista não se br**ca.