17/12/2020
Você já parou para pensar na relação que a sua alimentação pode ter com a pandemia? Desde o início da contaminação em massa pelo vírus SARS-CoV-2, temos acompanhado nos noticiários que pacientes com doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs), como diabetes, hipertensão arterial, doenças cardiovasculares e cânceres, apresentam uma tendência a ter mais dificuldades na recuperação da Covid-19. Estudos mostram que essas DCNTs são fatores de risco para várias outras enfermidades, incluindo a Covid-19 👾.
Se antes da pandemia já sabíamos que dois dos principais fatores de risco para o desenvolvimento das DCNTs são o sedentarismo e a alimentação, trazemos aqui a importância de se manter uma alimentação saudável durante esse período de insegurança e isolamento.
A necessidade do isolamento social fez com que pessoas de todo o mundo alterassem diversos comportamentos, inclusive os alimentares. Um estudo brasileiro chamado NutriNet reportou um aumento no consumo de alimentos ultraprocessados pela população do Nordeste durante a pandemia e que o aumento de práticas alimentares não saudáveis pode estar relacionado à redução da renda familiar e de regiões menos desenvolvidas do país.
Outro estudo, chamado ConVid (Fiocruz), realizou uma análise comportamental completa que indicou uma redução no consumo de alimentos considerados saudáveis e um aumento no consumo de alimentos considerados não saudáveis. Além disso, o estudo também concluiu que indivíduos com maior incidência de comportamentos sedentários também apresentaram maior incidência de práticas alimentares não saudáveis durante a pandemia.
Em um cenário onde o isolamento social trouxe várias alterações no comportamento alimentar da população, que passou a consumir mais alimentos ultraprocessados, e as doenças crônicas relacionadas ao consumo excessivo desses alimentos aumentam a gravidade da Covid-19, é necessário que cada indivíduo faça o possível para manter a sua alimentação saudável. Para isso, o primeiro passo é conhecer as classificações e recomendações dos alimentos.
Confiram essas informações nas imagens do post 🤩
Referências
WILLIAMSON, E. J. et al. Factors associated with COVID-19-related death using OpenSAFELY. Nature, v. 584, p. 430-436, 2020. Disponível em: https://www.nature.com/articles/s41586-020-2521-4
WHO. Global Strategy on Diet, Physical Activity and Health. 2004. Disponível em:https://www.who.int/dietphysicalactivity/strategy/eb11344/strategy_english_web.pdf
STEELE, E. M. et al. Mudanças alimentares na coorte NutriNet Brasil durante a pandemia de covid-19. São Paulo, Rev. Saúde Pública, v. 54, 2020. Disponível em: https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0034-89102020000100266&script=sci_arttext&tlng=pt
https://convid.fiocruz.br/index.php?pag=alimentacao
WERNECK, A. O. et al. Associations of sedentary behaviours and incidence of unhealthy diet during the COVID-19 quarantine in Brazil. Cambridge University Press, 2020. Disponível em: https://www.cambridge.org/core/journals/public-health-nutrition/article/associations-of-sedentary-behaviors-and-incidence-of-unhealthy-diet-during-the-covid19-quarantine-in-brazil/14E617813DF0737A6554E39E1053EB31
MINISTÉRIO DA SAÚDE. Guia alimentar para a população brasileira. Brasília, 2014. Disponível em:https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_alimentar_populacao_brasileira_2ed.pdf