12/08/2022
Eu, Anielly, sou uma mulher branca, nascida e criada em Ceilândia. Sou a primeira mulher da minha família a entrar em uma universidade pública e enfrento diversas dificuldades para continuar minha graduação, principalmente relacionado a conseguir trabalhar com os horários disponibilizados pela UnB. Por isso, defendo que a universidade deve facilitar a permanência de seus estudantes, especialmente considerando os estudantes de baixa renda. Atualmente, tenho interesse em desenvolver uma pesquisa relacionada às distintas violências enfrentadas por mulheres em seus processos reprodutivos. Ao meu ver, discutir sobre a violência obstétrica é perceber os distintos silenciamentos que envolvem o processo reprodutivo feminino e a recorrente desumanização do parto, sobretudo relacionada à um recorte de raça e classe social.
O que me motiva a estudar tais temáticas? A esperança da substituição do modelo tecnocrático de nascimento e da acessibilidade de um parto humanizado a todas as mulheres.