08/08/2019
NOTA DE APOIO E RETRATAÇÃO
Conduta machista de estudante de Enfermagem UniCEUB
No dia 08 de agosto de 2019 foi emitida, pela Roda de Mulheres da Escola Superior de Ciências da Saúde do Distrito Federal - ESCS DF, uma nota de repúdio referindo-se a comentários machistas e depreciativos por parte de um estudante de enfermagem do Centro Universitário de Brasília (UniCEUB) durante o ato unificado em defesa do Sistema Único de Saúde (SUS).
O Centro Acadêmico de Enfermagem – CAENF do UniCEUB vem, por meio desta nota, se retratar em nome de toda a comunidade estudantil de Enfermagem desta instituição. Tendo ciência das lutas a serem enfrentadas diariamente pelas mulheres para adquirir igualdade, respeito, liberdade sexual e poder de escolha sobre suas atitudes, o CAENF declara apoio a Roda de Mulheres da ESCS, e deixa claro sua posição em relação ao ocorrido, que se caracteriza como um episódio machista, desrespeitoso e irresponsável.
Pedimos a todos que tenham respeito as mulheres, valorização da profissional enfermeira, que por anos carrega em si a sexualização de uma profissão em sua maioria feminina, e reprovamos esse tipo de comportamento, principalmente, vindo daqueles que não possuem lugar de fala dentro do movimento feminista.
Ao corpo discente, o CAENF se dispõe a ouvir e ajudar a qualquer acadêmica que possa ter sofrido assedio, desmoralização ou que de alguma forma tenha se sentido desrespeitada ou violada sexual, física e/ou psicologicamente. Desejamos que, cada vez mais, todas as mulheres possam expressar e exercer a sua sexualidade de forma livre, escolher sua/seu parceira(o), inclusive nenhum(a), decidir quanto e como se expressar sexualmente, além da sua sexualidade.
Aos alunos, homens cis, do curso de enfermagem, pedimos conscientização sobre seus atos e reconhecimentos dos seus privilégios enquanto homens na sociedade, reiteramos a necessidade do respeito para com todas as mulheres, assim como o cuidado se tratando de “piadas” que possam ser ofensivas e desrespeitosas para qualquer classe. Reforçamos, por fim, a importância de empoderar a mulher enfermeira e não de deprecia-la de forma hostil.