Pibidiário

Pibidiário O PIBID é uma iniciativa para o aperfeiçoamento e a valorização da formação de professores par

08/04/2022

Ensinamento 4 - Uma pedagogia crítica para a descolonização por .paulo 😋

🍿 Rap, O Canto da Ceilândia - Adirley Queiroz Toda letra é uma história e toda história dá uma letra: “RAP – O Canto da ...
07/04/2022

🍿 Rap, O Canto da Ceilândia - Adirley Queiroz

Toda letra é uma história e toda história dá uma letra: “RAP – O Canto da Ceilândia” conecta o nascimento da cidade de Ceilândia na periferia do Distrito Federal com a trajetória de cinco rappers, que utilizam da música enquanto forma de resistência cultural e estabelecimento da identidade ceilandense, bem como denunciar a segregação socioespacial e racial relatada por eles.

Com 15 minutos de duração, os protagonistas DJ Jamaika, Japão, X e Marquim relatam que a proposta de Brasília como uma nova capital, representando a concretização do avanço social e político da época com seu projeto arquitetônico a partir de seu projeto arquitetônico e modernização, tinha um problema: os trabalhadores. Os “candangos”, que vieram para a cidade com o sonho de construí-la e ocupá-la, não contavam que Brasília não conseguiria se desatrelar das estruturas históricas na realidade material em que se estabelece, tendo uma elite incomodada com a ocupação da cidade por pessoas pobres e reproduzindo a lógica excludente do capital.

A partir disso, é criada a “CEI – Campanha de Erradicação de Invasões”, em 1970,
com o objetivo de remover assentamentos e ocupações das proximidades do Plano Piloto, dando origem a Ceilândia. No enredo, mostra-se a dificuldade e os enfrentamentos perpassados pelos moradores, que sem nenhuma assistência estatal, constroem independentemente a caixa d’água da cidade, se tornando não só a conquista pelo saneamento básico, mas símbolo da luta coletiva deles. O RAP, ritmo historicamente atrelado as periferias, se interliga com a Ceilândia por sua potência emancipatória, sendo utilizado para denúncia, desabafo e raiva nas letras, mas também como distração, trabalho, construção de uma identidade e resgate da própria narrativa – percebe-se que a cidade e a música se tornam um só.

RAP – O Canto da Ceilândia é um documentário impactante, refletindo sobre coletividade, memória e cultura, trazendo uma narrativa diferente para a história do Distrito Federal. A música se encaixa de forma única, desenvolvendo o sentimento de identificação e de se territorializar nos espaços de forma representativa.

Arte:

O subprojeto História e Sociologia (2020-22) da UnB convida a todos, todas e todes, em especial docentes da rede e estud...
07/04/2022

O subprojeto História e Sociologia (2020-22) da UnB convida a todos, todas e todes, em especial docentes da rede e estudantes de licenciaturas, a prestigiarem nossa mesa de encerramento do projeto.

Foram meses, quase 19 meses, pensando, debatendo e vivendo a realidade da educação no Brasil, atividades especialmente intensas em um contexto de pandemia e ensino remoto emergencial.

Apesar das frustrações e limites que a realidade concreta nos impôs, os aprendizados e a produção científica sobre o ensino foram muitos e singular para cada pibidiana.

Para completar esse ciclo honrando àquilo que bell hooks, que também nos acompanhou nessa trajetória, chamou de comunidade de aprendizagem, desejamos compartilhar os frutos com o mundo.

É tempo de tirar dos encontros as estratégias e os caminhos para esperançar por uma Educação pública de qualidade promotora de justiça social e diversidade. Seguimos. E te esperamos virtualmente na próxima sexta-feira, dia 8 de abril às 17h via google meet. Até logo!

Arte por e foto de

27/03/2022

Ensinamento 15 - Conflito, por .batista

Nesse ensinamento, bell nos incita a ter outro olhar sobre o conflito. Geralmente buscamos evitar o conflito, mas, em contextos educativos, a tentativa de se criar uma atmosfera artificialmente harmônica pode prejudicar a própria aprendizagem, ao tolher os estudantes da interação e discussão proveitosa. Para bell, é possível aprender a lidar como conflito de modo a criar uma situação de segurança em que a troca dialética possa acontecer. Assim, cultivar a confiança e a responsabilidade em sala de aula é muito mais interessante que tentar erradicar as possibilidades de atritos. “Quando ensinamos nossos estudantes que há segurança em aprender a lidar com conflito, com diferenças de pensamentos e opiniões, preparamos suas mentes para a abertura radical. Assim, mostramos que é possível aprender em ambientes marcados pela diversidade.”

Arte por

24/03/2022

Ensinamento 22 - O prazer da leitura, por Alexandre Barzani

"Em seu ensinamento “22 - O prazer da leitura”, do livro “Ensinado pensamento crítico - sabedoria prática”, a escritora antirracista e feminista preta bell hooks, aponta a responsabilidade ética e política que o professor e a professora tem em promover o poder da leitura nos espaços escolares, visto que a partir dela os estudantes alcançam a liberdade crítica de se enxergar nas problemáticas vigentes e os interesses daqueles que as proporcionam.

Ainda pontua hooks que nossa responsabilidade com a divulgação do poder da leitura não se restringe aos alunos, temos de apresentar os diferentes mundos reflexivos, contidos em pequenas brochuras, principalmente para as pessoas que não os veem como verdadeiras potencialidades sociais. Devemos levar o aprendizado àqueles que não o alcançaram por fatores externos ou internos, como faz a escritora, levando seus “livros pelo bairro para ler para os idosos e os acamados e compartilhar com eles meu tesouro” (2020, p. 131)."

Arte por

20/03/2022

Ensinamento 27 - amar novamente por 🤎

"Quais são os efeitos do amor dentro da sala de aula? bell afirma que "o amor na sala de aula estabelece uma base para o aprendizado que envolve e empodera todo mundo" afirmação que contraria a noção do amor atrelado a falta de objetividade e distração. Podemos também pensar ao contrário, nas consequências de práticas educativas não amorosas que ignoram ou desvalorizam a inteligencia emocional de estudantes, além da impossibilidade da interação professor-estudante no processo de ensino aprendizagem, perpetuando a noção de que professores são detentores de todo o saber, que iluminam seus estudantes e não há espaço para aprenderem, o que pode ocasionar na baixa interação e participação de alunos que tem medo de expor suas opiniões, principalmente quando discordam do exposto pelo/a professor/a. E ao contrário do reproduzido pelo senso comum, o amor no espaço escolar não gera favoritismo ou competição, ocasiona em uma comunidade de aprendizagem baseada no respeito, confiança e acima de tudo, que potencializa e positiva o conflito enquanto gera um espaço acolhedor para compartilhamento de opiniões divergentes e seguro para cometer erros. E não, praticas educativas amorosas não transformam professores em psicólogos/as. Praticas educativas amorosas são essenciais para a humanização de estudantes e para a construção de ambientes escolares que combatam todas as formas de dominação, de violências e a desigualdade social."

Arte por

20/03/2022

Ensinamento 27 - amar novamente por 🤎

"Quais são os efeitos do amor dentro da sala de aula? bell afirma que "o amor na sala de aula estabelece uma base para o aprendizado que envolve e empodera todo mundo" afirmação que contraria a noção do amor atrelado a falta de objetividade e distração. Podemos também pensar ao contrário, nas consequências de práticas educativas não amorosas que ignoram ou desvalorizam a inteligencia emocional de estudantes, além da impossibilidade da interação professor-estudante no processo de ensino aprendizagem, perpetuando a noção de que professores são detentores de todo o saber, que iluminam seus estudantes e não há espaço para aprenderem, o que pode ocasionar na baixa interação e participação de alunos que tem medo de expor suas opiniões, principalmente quando discordam do exposto pelo/a professor/a. E ao contrário do reproduzido pelo senso comum, o amor no espaço escolar não gera favoritismo ou competição, ocasiona em uma comunidade de aprendizagem baseada no respeito, confiança e acima de tudo, que potencializa e positiva o conflito enquanto gera um espaço acolhedor para compartilhamento de opiniões divergentes e seguro para cometer erros. E não, praticas educativas amorosas não transformam professores em psicólogos/as. Praticas educativas amorosas são essenciais para a humanização de estudantes e para a construção de ambientes escolares que combatam todas as formas de dominação, de violências e a desigualdade social."

🍿O Contador de Histórias Filme biográfico lançado em 2009 e dirigido por Luiz Villaça. Tem um elenco composto por nomes ...
19/03/2022

🍿O Contador de Histórias

Filme biográfico lançado em 2009 e dirigido por Luiz Villaça. Tem um elenco composto por nomes como Malu Galli, Maria Medeiros e Paulinho Mendes e retrata a história de vida de Roberto Carlos Ramos, um conhecido contador de histórias da cidade de Belo Horizonte. O diretor Luiz Villaça entrou em contato com a história e obra de Roberto através de um livro infantil de seu filho. A partir desse contato surgiu o interesse de transformar essa história em filme, produção que seria futuramente premiada com o selo da Organização das Nações Unidas.

A produção cinematográfica biográfica trata de diversas violências vividas por Roberto Carlos Ramos durante sua infância e adolescência enquanto detendo da Febem. A instituição, projetada para acolher e educar menores de idade, promovia e negligenciava violências, fossem
elas entre os próprios estudantes ou entre funcionários e internos. Assim, aos treze anos, Roberto não era alfabetizado e já estava engajado em atividades como furto e uso de dr**as.

Por outro lado, também é retratada a mudança na trajetória de Roberto, iniciada a partir de seu contato com a pesquisadora francesa Margherit. Os dois se conhecem na Febem, onde
Margherit produzia sua pesquisa acadêmica. Margherit havia imposto, como condição para que o menino ficasse em sua casa, que ele compartilhasse a própria história de vida. A possibilidade de contar histórias, inclusive a sua, abriu novas perspectivas para Roberto. Ademais, a convivência, o trabalho e o acolhimento que a pedagoga dedicou ao menino possibilitaram a emergência de um novo ser a partir daquela criança considerada “irrecuperável”.

O Contador de Histórias é um filme que mostra, ao longo de toda sua extensão, a realidade da frase pronunciada pela personagem Margherit: "Não foi só sorte, foi trabalho. Eu sabia que um menino de treze anos não pode ser considerado irrecuperável."

Arte por

🎙PERTENCIMENTO AO AMBIENTE ESCOLAR EM TEMPOS DE PANDEMIALockdown. Termo em inglês cujo significado ficou muito conhecido...
19/03/2022

🎙PERTENCIMENTO AO AMBIENTE ESCOLAR EM TEMPOS DE PANDEMIA

Lockdown. Termo em inglês cujo significado ficou muito conhecido por todos ao redor do mundo. Outro termo, dessa vez em português, também se tornou parte integrante do vocabulário popular dos brasileiros no ano de 2020: pandemia. É por causa de um vírus, transmitido através do contato entre pessoas e objetos contaminados, que o mundo foi obrigado a mudar. Fecha tudo: parques, comércio, escolas, universidades, escritórios. Não pode aglomerar: fiquem em casa, não entrem em contato com outras pessoas, não encontrem amigos ou familiares. Entretanto, nem todos puderam parar: transporte público, mercados, hospitais, autônomos, a assistente do lar da madame não pode faltar.

Em meio ao verdadeiro caos, um retorno atropelado e mal planejado das aulas do Ensino Básico. Ensino online, através de plataforma digital, com promessas de auxílio para pacotes de internet que nunca foram cumpridas. Os estudantes da rede básica de ensino foram os mais afetados diante do mal planejamento da administração pública, e da tomada de decisões precipitadas em como lidar com uma classe estudantil tão grande como a do Distrito Federal. Para entendermos como essas alunas e alunos foram afetados por isso é necessário que escutemos o que elas e eles tem para nos falar.

Neste episódio do podcast Pibidiário, vamos abordar acerca das vivências dos alunos de escola pública do CEMEB durante a pandemia.

Apresentadores: Guilherme da Luz - Licenciando em Ciências Sociais, UnB - .

Isabella Ramos - Licenciando em Ciências Sociais, UnB -

Convidados: Emillen Cristina - Atualmente estudante do segundo ano do ensino médio no CEMEB.

Uther Henrique - Atualmente estudante do segundo ano do ensino médio no CEMEB.

Edição: Guilherme da Luz - Licenciando em Ciências Sociais, UnB.

Fotos: Marcelo Camargo - Agência Brasil

Trilha sonora: Grupo Regional Segura Elas

"Em 2021 nossos encontros aconteceram semanalmente às quintas-feiras e, vivenciando a Pandemia enquanto estudávamos e no...
28/01/2022

"Em 2021 nossos encontros aconteceram semanalmente às quintas-feiras e, vivenciando a Pandemia enquanto estudávamos e nos preparávamos para a sala de aula, a notícia de que finalmente todes poderiam ser vacinades nos encheu de esperança e abriu possibilidade para que nos encontrássemos pessoalmente em breve. Comemorando cada braço que recebeu a vacina, nos apoiando e nutrindo estratégias diante de cortes/suspensão nas bolsas e um retorno presencial sem planejamento para a educação básica, estabelecemos que haveria "um bar no fim do túnel". E aí, (numa) quinta-feira, 13 de janeiro, finalmente pudemos ver, abraçar, sentir de perto o calor e a vibração de cada pibidiane. 💛 Foi um encontro maravilhoso, em que se confirmou a dinâmica de grupo que temos construído ao longo de nossa caminhada juntes: uma turma divertida, acolhedora, inteligente e diversa. A conversa fluiu lindamente, a revelação des amigues-secretes empolgante, carinhosa e animada. Foi a maneira perfeita de encerrar o ciclo que passou e, ao mesmo tempo, a recarga de energia necessária para nos direcionarmos para a etapa final do PIBID neste 2022.

Sigamos com a potência transformadora desse grupo e desse programa, a Educação agradece!"

Por ✨

🍿 Hoje eu quero voltar sozinho - Daniel Ribeiro. “Hoje eu quero voltar sozinho é um filme de 2010, que foi dirigido e ro...
20/01/2022

🍿 Hoje eu quero voltar sozinho - Daniel Ribeiro.

“Hoje eu quero voltar sozinho é um filme de 2010, que foi dirigido e roteirizado por Daniel
Ribeiro e se encontra disponível da Netflix. O filme retrata a vida de Leonardo, um garoto com
deficiência visual que está no auge de sua adolescência. O garoto possui pessoas muito importantes em seu ciclo, incluindo sua melhor amiga Giovanna, cujo os dois criam uma rotina de dependência mútua, principalmente emocional, e sua mãe, que é super protetora, logo o garoto começa suas questões com sua independência. Dentro da obra, a escola é um fator muito importante, pois é o local onde Léo sofre das mais diversas violências, sobretudo por ser cego.
Toda a rotina de Léo acaba mudando bastante com a chegada de Gabriel a escola, um aluno novo que vive se mudando de cidade por conta do emprego de seu pai. Durante a sua chegada na sala de aula, é perceptível que toda sala é afetada, principalmente Giovanna e Leonardo, e após um vínculo dos três, os mesmos começam a voltar para casa juntos. No decorrer do filme, por conta de um trabalho escolar, Léo se aproxima bastante de Gabriel, o que deixa a amiga um pouco de lado e desperta ciúmes, contudo, nesse momento Leonardo começa a desvendar o mundo mais Gabriel, descobrindo várias coisas sobre si e sua relação com as coisas externas
a eles, como músicas, lugares e até sensações e isso é muito importante para a descoberta de sentimentos, e conhecimento o em relação à sua sexualidade, algo que é bem explorado no decorrer do filme.
A obra irá abordar diversas questões acerca da violência, tanto em relação a LGBTfobia quanto ao capacitismo, enquanto explora os conflitos recorrentes da adolescência, como ciúme, inseguranças e aflições se***is, as primeiras vezes, por exemplo. O título do filme é muito
importante, pois diz muito sobre a obra, visto que, Leonardo tem embates com todas pessoas
de seu ciclo, inclusive Giovanna e Gabriel, passando a voltar sozinho para casa, contudo, de forma muito responsável essas questões são resolvidas aos poucos, e todos começam a voltar juntos para casa novamente, resolvendo suas inseguranças e dando espaço para o diálogo em suas relações"

Endereço

Brasília, DF
70297-400

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