03/10/2016
É muito fácil encontrar um matemúsico rsrsrs
Einstein, o músico
Quando pensamos em Albert Einstein, as primeiras coisas que vêm à cabeça são a genialidade com os números, a Teoria da Relatividade e aquela imagem icônica dele com a língua de fora, certo?
Embora seja mais conhecido pela ligação com a Física, Einstein também se formou em Matemática pela Escola Politécnica de Zurique, em 1900. O que poucos sabem é que os números dividiam a atenção do gênio com a música clássica. Filho da pianista Pauline Koch Einstein, Einstein aprendeu na infância a tocar piano e violino. Apaixonado pelas obras de Mozart, Bach e Beethoven, o pai da Teoria da Relatividade tinha a música como sua aliada na resolução de problemas.
Segundo sua segunda mulher, Elsa Löwenthal, quando queria solucionar uma questão matemática, Einstein se sentava ao piano e tocava por longos períodos. Uma dessas imersões, de duas semanas, o ajudou a esboçar os primeiros esquemas sobre o princípio da relatividade. O próprio cientista admitia essa paixão pela música e sua contribuição para o avanço de suas pesquisas: “Se não fosse físico, provavelmente seria músico. Muitas vezes penso na música. Meus sonhos são sobre música e vejo minha vida como se fosse parte dela”, disse Einstein.
Uma pesquisa coordenada pelo matemático Tim Gowers, da Universidade Cambridge, mostra que ser craque com os números ajuda a ser bom músico. Como um complexo problema matemático, uma canção requer estrutura desenhada harmoniosamente, tudo deve se encaixar! (No post “Em Tom de Matemática”, contamos que Pitágoras criou a escala musical, origem da maioria dos sistemas de escalas posteriores).
Einstein dizia que a obra de Mozart “era tão pura que parecia ter sido sempre presente no universo, esperando para ser descoberta pelo mestre”. A Ciência poderia ter perdido um de seus gênios para as salas de concerto da Europa!
Ouça uma sonata de Mozart tocada por Einstein ► https://goo.gl/OxI2ZX
Foto: Reprodução