Parto Para Mim

Parto Para Mim Rede feminina de apoio para mulheres em diferentes fases da vida. Atuamos também como doulas, acompanhando mulheres durante a gravidez, parto e pós-parto

"Sou um lugar que não existe. Essa casa que nasce dentro da gente quando a gente se encontra. O lar que abriga todas as mulheres. De baixo da asa ou em cima do vento. O vôo é livre. Parto para mim, parto para a vida. Parto é partilha e é partida. Quando parto para mim, parto de você. Vou e me encontro, parto é nascer."

07/01/2016

“Somos maioria. Somos minoria. Pobres, pretas, brancas, periféricas. Migrante, nordestina, baianinha, quilombola, indígena.
Somos aquela que, depois de 8h de trabalho e 4h no transporte público, – “Dá um passo mais pro fundo, colega”, que ainda passa a roupa e nina o bebê.
Mas mesmo assim arruma tempo para o lazer. A novela, a música, a dança, o livro, anestesia, faz sonhar, faz esquecer.
Somos quem tira a toalha molhada de cima da cama, e leva os copos para a cozinha. – “”A janta tá pronta?””
Somos as mães que trabalham para as filhas estudarem.
Somos as filhas que se formam na universidade para as mães voltarem para a escola.
Somos operárias, empreendedoras, manicures, jornalistas, costureiras, motoristas, advogadas.
Somos esposas, mães, irmãs, primas, tias, comadres, vizinhas.
Somos a menina que não pode brincar de bolinha de gude,
nem de carrinho de rolimã.
Somos a irmã que cuida dos irmãos mais novos até a mãe voltar do serviço. E que lava a louça do almoço enquanto o irmão vai jogar bola.
Somos a novinha insegura que esconde que ainda tem vontade de pular amarelinha, e se produz pra impressionar no baile. E lá desce até o chão.
Somos aquela que, quando o cara pede, faz tudo o que ele quer. – “Piriguete, piranha, vaca, vadia, vagabunda, puta””.
Somos quem não pode andar sem acompanhante na rua à noite.
Somos proibidas de frequentar os bares e botecos.
Somos aquela que não pode ter amizade com alguém de outro s**o.
Somos aquela que é criticada por não ter marido.
Somos apontadas na rua ao buscar ca*****ha no posto de saúde.
Somos culpabilizadas por filhos indesejados.
– “Quem garante que esse filho é meu?”
Somos mães solteiras que registram os nomes dos filhos de pais “desconhecidos”.
Somos as “”mãezinhas”” que gritam nos corredores da maternidade. – “Na hora de fazer não gritou!”.
Somos avós que criam os frutos da gravidez na adolescência.
Somos aquelas que amam os filhos da patroa.
Somos quem dá conta do recado quando nossos homens faltam. As que seguram as pontas quando são presos.
Somos quem chora quando nossos filhos são mortos por serem suspeitos.
Somos mães de maio, de junho, setembro…
Somos quem vai ao posto atrás de remédio e pra agendar consulta pra daqui a cinco meses.
Somos quem cria os abaixo-assinados para pedir creches.
Somos quem trabalha em mutirão carregando bloco e fazendo marmita.
Somos quem denuncia que a vizinha apanha do marido.
Somos amor, perdão, paciência, doçura, fortaleza. Somos esperança.
Somos Nós, mulheres da periferia!”

Esse é o manifesto do coletivo “Nós, mulheres da periferia” que tem como objetivo criar um espaço de visibilidade e fazer ecoar as vozes das mulheres da periferia.

Vale a pena conferir!

Uma redação jornalística de mulheres periféricas com um olhar para os temas que são importantes no Brasil e no mundo.

E pra estrear a postagem   de 2016 vamos compartilhar um texto maravilhoso da jornalista Carol Patrocínio pra Revista Ga...
05/01/2016

E pra estrear a postagem de 2016 vamos compartilhar um texto maravilhoso da jornalista Carol Patrocínio pra Revista Galileu.

Dá só uma olhada nesse tanto de informação! ;)

http://revistagalileu.globo.com/Revista/noticia/2015/12/va**na-como-ela-e.html

O melhor guia pro auto conhecimento começa falando abertamente sobre nossas va**nas! E daí em diante, que cada mulher se (re)descubra do seu jeito.

Até pouco tempo, o órgão sexual feminino permanecia relativamente desconhecido mesmo entre médicos e cientistas. Mas agora isso felizmente começou a mudar, e você não vai querer ficar de fora – sem duplo sentido

RHIANNON Rhiannon é uma antiga deusa Galesa associada aos equinos e as fadas, também conhecida como Regente do Outro Mun...
29/12/2015

RHIANNON

Rhiannon é uma antiga deusa Galesa associada aos equinos e as fadas, também conhecida como Regente do Outro Mundo, pois, ela guia as almas dos mortos para o outro lado. Na mitologia celta os espíritos dos mortos iam para Summerland, ou Terra do Eterno Verão. Summerland era um paraíso de campos verdes onde a música dos pássaros reconfortava a alma sofredora. Existem diversas lendas sobre Rhiannon que demonstram suas diferentes características.

Uma das mais conhecidas lendas é sobre seu casamento com o mortal Pwyll, o Príncipe de Dyfed. Enquanto Pwyll caçava com seus soldados, Rhiannon apareceu no bosque com um esvoaçante vestido branco e dourado, montada em sua égua branca sobrenatural. Pwyll indagou seu nome, mas ela não respondeu. Ele então mandou seus melhores cavaleiros atrás dela, mas nenhum pode alcança-la. No terceiro dia, Pwyll decidiu buscá-la ele mesmo, mas ainda assim ela era mais rápida. Até que ele gritou, implorando a ela que parasse para escutá-lo. Ela parou e declarou seu amor por ele, e futuramente os dois se casaram. Os dois tiveram um filho, porém, a Deusa caiu em um sono profundo após o parto e, enquanto dormia, seu filho foi sequestrado. As donzelas que eram responsáveis por seus cuidados, por medo de serem punidas, esfregaram sangue de cachorro em Rhiannon e a acusaram de ter cometido infanticídio e canibalismo. Como punição por seu suposto crime, a Deusa foi obrigada a permanecer no portal do reino e contar sua história para todos que se aproximassem. Também deveria se oferecer para carregar todos os recém-chegados nas costas até a cidade. Rhiannon aceitou sua punição pacificamente, por sete anos, quando seu filho sequestrado finalmente reapareceu e ela voltou a ocupar seu lugar no castelo ao lado de Pwyll.

Rhiannon é guardiã dos mistérios da dor, da traição, da separação e da perda. Sua história também a qualifica para auxiliar os espíritos dos mortos na passagem para o outro mundo, compreendendo a dor de tudo o que podem estar deixando para trás, ainda sem saber o que lhes aguarda do outro lado. Ao mesmo tempo ela também compreende o alívio necessário ao espírito após um longo período de provações. Com paciência ela aceitou por sete anos a cruel punição por um crime terrível que não cometeu, para no final ser inocentada e se reunir novamente ao seu companheiro e ao seu filho. Ela reconquista o amor e o respeito de seu povo, e seu lugar no reino. Dessa forma, ela nos ensina sobre resiliência e paciência, sobre suportar a dor e a injustiça na esperança de que a verdade prevaleça e na esperança de se reunir novamente com os seres amados.

Nessa última segunda-feira do ano, como preparação para o ano que virá, sugerimos que você peça ajuda a Rhiannon para deixar ir as tristezas, dores e dificuldades de 2015 e receber 2016 com leveza e esperança. Que os pássaros de Rhiannon cantem sua canção de cura e serenidade para apaziguar qualquer antiga ferida, e que possamos abrir o coração para receber um novo tempo de alegria.

24/12/2015
 Essa semana recebemos novamente bênçãos de Psiquê!
22/12/2015


Essa semana recebemos novamente bênçãos de Psiquê!

PSIQUÊ

Nossa Deusa Padroeira da Semana é a greco-romana Psiquê. Sua mitologia é profunda, repleta de metáforas e simbolismos, e muito conhecida apesar de pouco compreendida. Psiquê era uma mortal cuja beleza enebriava a todos, e o próprio Eros (cupido), o Deus do Amor e filho de Afrodite, se apaixonou por ela. Ao longo dessa história de amor, a jovem psiquê precisou realizar tarefas desafiadoras impostas pela Deusa Afrodite que tentava separá-los. Ela se entrega ao medo e a morte, superando-os para finalmente tornar-se ela também uma Deusa no Olimpo.

Psiquê, em grego, também significa alma e é simbolizada por uma borboleta. Ela nos ensina os caminhos desafiadores da alma em busca do amor verdadeiro. Ela nos mostra que no caminho de nossa alma encontramos beleza, mistério, sombras, desafios e êxtase. Ao falarmos de amor verdadeiro, não nos referimos somente ao amor por uma outra pessoa (romântico, familiar, de amizade). Nós nos referimos a plena capacidade de amar. Para amar plenamente precisamos nos tornar vulneráveis e nos entregar, enfrentar o medo, deixar morrer algo em nós que resiste para descobrir todo o potencial amoroso que abrigamos em nossos corações. É mergulhando no profundo encontro com o Amor que nos habita que a nossa Alma brilhando se eleva ao Olimpo e nos tornamos verdadeiras Deusas.

Como está a sua capacidade de Amar? Compartilhe isso com as Deusas amorosas da sua vida, aquelas cuja presença, a amizade e o amor que partilham com você também amplia sua própria confiança no amor.

17/12/2015

De Ventre Pra Ventre é um projeto maravilhoso idealizado por Milena Cabral e Maria Clara Bubna, duas feministas cariocas que acreditam que, com união, é possível ajudar outras mulheres.

Essas lindas produzem e entregam comida de bebê, de forma gratuita, para mulheres de classe média/baixa moradoras de comunidades, subúrbio e Baixada Fluminense, por compreenderem que mulheres pobres e periféricas encaram ainda mais dificuldades ao terem bebês sozinhas, sem suporte.

Para saber mais sobre esse projeto lindo, inclusive sobre como ajudar, entrem na página delas, De Ventre para Ventre.

Vamos compartilhar para que essa inciativa chegue à quem precise!

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De Ventre pra Ventre é um projeto idealizado para dar suporte a mães solteiras do RJ. Produzimos c

A rivalidade feminina é um conceito daqueles bem engraçado.Tentam nos convencer de que nossas piores inimigas são outras...
16/12/2015

A rivalidade feminina é um conceito daqueles bem engraçado.
Tentam nos convencer de que nossas piores inimigas são outras mulheres. Que vivemos competindo umas com as outras. Que somos invejosas e queremos SEMPRE "roubar" o homem "alheio" (outra ideia muito maluca dessa nossa cultura).
Mas quer saber de uma coisa? A verdade é que sua melhor amiga é outra mulher. Seja sua mãe, sua irmã ou outra mulher maravilhosa que você conheceu ao longo da vida.
Sabe quem vai entender as coisas pelas quais você passa todo dia? Uma mulher
Sabe quem vai acolher seus dilemas sobre feminilidade? Uma mulher
Sabe quem vai compreender um pouco dos mistérios do seu corpo? Uma mulher.

Existe um eixo comum na experiência de todas as mulheres que faz com que sejamos um porto seguro em potencial umas para as outras.
Basta que escutemos com atenção e empatia e a magia do encontro acontece!

Então vamos celebrar os (re)encontros entre mulheres.

Hoje nós vamos compartilhar um texto sobre dores pélvicas, aquela dorzinha que acompanha a mulher grávida, mais comument...
15/12/2015

Hoje nós vamos compartilhar um texto sobre dores pélvicas, aquela dorzinha que acompanha a mulher grávida, mais comumente, nos períodos finais da gestação.

Lembrando apenas que essa dor é extremamente normal e já que ela faz parte de todo o processo fisiológico da vida, vamos aprender a conviver com ela da maneira menos prejudicial pra gente? ;)



http://brasil.babycenter.com/a5900079/dor-p%C3%A9lvica-quando-a-virilha-e-a-bacia-doem-na-gravidez

A dor na virilha e na bacia é um incômodo que costuma aparecer no segundo trimestre da gravidez. O BabyCenter explica o que fazer para aliviar a dor.

INANNANossa padroeira da semana é uma antiga Deusa Mãe da Suméria. Ela era conhecida como protetora dos grãos e rainha d...
15/12/2015

INANNA

Nossa padroeira da semana é uma antiga Deusa Mãe da Suméria. Ela era conhecida como protetora dos grãos e rainha dos céus, equilibrando céu e terra em si mesma. Deusa do amor, do erotismo, da fecundidade e da fertilidade, ela era associada ao planeta Vênus. Entretanto, Inanna também tem um lado sombrio. A história da “Descida de Inanna” é considerada a descrição do rito de passagem profundo da alma feminina em busca da individuação até os dias de hoje.

Todos os anos, Inanna desce ao submundo e encontra sua irmã, Ereshkigal, a Rainha do Mundo Inferior. Para ir ao encontro de sua irmã, Inanna desafias as leis da natureza e a própria morte. Ereshkigal a faz atravessar os sete portais do inferno, e em cada portal ela deixa uma peça de vestimenta: sua coroa, seu cetro, seu colar de lápis-lazúli, as pedras gêmeas que enfeitavam seu pescoço, seu anel de ouro, seu peitoral e seus trajes de Rainha. Ela chega até Ereshkigal totalmente nua, submissa e vulnerável. Ereshkigal lança a ela o olhar da morte e Inanna doente torna-se um cadáver que é pendurado em um gancho por três dias e três noites. Inanna é resgatada por entidades enviadas pelo deus pai Enki, que lhe mandam a Água da Vida e o Alimento da Vida.

A jornada de Inanna fala do processo iniciático feminino de mergulhar nos próprios mistérios, nos lugares sombrios da própria alma. Seja essa jornada voluntária, iniciada através da busca consciente espiritual e emocional... ou seja essa jornada involuntária, deflagrada por eventos dolorosos da vida objetiva ou pela força da natureza dos ciclos femininos.

Inanna nos traz as seguintes perguntas: Quando você se permitiu morrer, desintegrar-se, sucumbir? Quando você se permitiu sentir que já não mais existia? Quando seus referencias e autoimagem foram tão abalados que você não soube mais dizer quem você era? E o que sobrou de você? E no que você pode se transformar?

Aceitar a transformação e a desintegração profunda da nossa autoimagem e identidade, ao mesmo tempo em que pode ser intensamente doloroso, também nos conecta a uma força e poder ancestrais. Não tema ser destruída pela dor, permita-se renascer e se dê a chance de se conhecer novamente.

"Escute-me, o seu corpo não é um templo. Templos podem ser destruídos e profanados. O seu corpo é uma floresta - densas copas de árvores de bordo e flores silvestres de perfume doce brotando na relva. Você vai voltar a crescer, de novo e de novo, não importa o quanto você tenha sido devastada."
Beau Taplin

O zika vírus tem preocupado muita gente, em especial as mulheres grávidas. Mas a responsabilidade pelo combate ao Aedes ...
12/12/2015

O zika vírus tem preocupado muita gente, em especial as mulheres grávidas. Mas a responsabilidade pelo combate ao Aedes Aegypti (mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika) é de todos nós.
Por isso, a Parto Para Mim entrou na campanha . Poste uma foto com a hashtag e marque a Parto Para Mim.
Vamos criar um mutirão de combate ao mosquito!

Juntas somos mais fortes!

A pintura de barriga é um momento de relaxamento e conexão com o bebê. É quando a mãe solta a imaginação e se põe a sonh...
11/12/2015

A pintura de barriga é um momento de relaxamento e conexão com o bebê. É quando a mãe solta a imaginação e se põe a sonhar com a cria que está pra chegar. O tema pode variar de uma ultrassom natural até uma arte desejada pela mulher grávida.
“Mais do que ser bonito para decorar e fotografar, é proporcionar um momento tranquilizador e de acolhimento para a gestante”, garante Iara Rodrigues Pereira Luz, 30 anos, que introduziu a técnica no Brasil, na região metropolitana de Belo Horizonte, em Minas Gerais.
Na Parto Para Mim oferecemos pintura de barriga feita com muito amor pra registrar esse momento tão especial!
Entre em contato via inbox para saber mais detalhes!

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