Maré - Núcleo de Estudos em Cultura Jurídica e Atlântico Negro

Maré - Núcleo de Estudos em Cultura Jurídica e Atlântico Negro O Núcleo de Estudos em Cultura Jurídica e Atlântico Negro é um grupo vinculado a Faculdade de Di

O Núcleo de Estudos e Pesquisas em Cultura Jurídica e Atlântico Negro é um grupo de pesquisa da Faculdade de Direito da UnB. Fazendo parte da estrutura universitária, o Núcleo busca contemplar em suas atividades os três eixos da universidade: ensino, pesquisa e extensão. O núcleo dedica-se à reflexão sobre formulações e construções narrativas alternativas à Modernidade, visando a reapropriação crí

tica dos ideais de Liberdade e Igualdade. Pretende-se, assim, descrever e incorporar fluxos de significações e idéias que surgem da construção de identidades periféricas contrapostas ao processo histórico totalizante do poder colonial. Nos estudos desenvolvidos assume a centralidade das análises a discussão sobre continuidades e rupturas, ausências e agenciamentos, compreendendo-se o encontro colonial fundante dos Estados contemporâneos como um choque essencialmente violento e desterritorializante, formador de subjetividades e coletividades que ecoam pelas sociedades atuais. Nesse quadro, o Atlântico Negro surge como uma categoria central, descrevendo mais um quadro de possibilidades discursivas que uma realidade geográfica. A dinâmica demográfica posta em andamento pela Diáspora Negra implicou na constituição de uma constelação plural de vivências culturais e políticas cujo enraizamento se deu para além dos espaços marítimos e costeiros. As marcas do processo constitutivo do Atlântico Negro se fazem perceber por toda a história da Cultura Jurídica na região. Suas tendências autoritárias ou libertárias, tanto no presente quanto em momentos passados, perfazem, assim, o foco de estudos do Núcleo.

06/07/2024
04/08/2023

O Centro de Estudos e Dados sobre Desigualdades Raciais (Cedra) e o Observatório da Branquitude lançam uma série de quatro boletins com análises de cruzamentos de dados que evidenciam as desigualdades raciais que afetam desfavoravelmente a população negra em geral e, de forma mais aguda, as mulheres negras.

Os dados analisados indicam que a característica de cor/raça incide diretamente nos indicadores de desigualdades na nossa sociedade, reflexo de 350 anos de escravidão, interdições de direitos no período pós-abolição e do racismo forjado a partir desse histórico de hierarquização e subordinação.

As estatísticas revelaram serem as mulheres brancas o grupo social com maior acesso a oportunidades formativas. Na faixa de 15 anos ou mais, 36,4% das mulheres brancas não tinham instrução ou não completaram o ensino fundamental em 2010. Para negras o percentual atingiu 49,4% no mesmo ano. Quando observada a etapa final da educação básica em 2010, 66,7% das mulheres brancas entre 20 a 24 anos tinham o ensino médio completo, contra 48% de jovens negras.

Os dados demonstram que a ausência do marcador raça na formulação de programas educacionais, em quaisquer esferas de governo, pode acentuar ou perpetuar as disparidades existentes entre mulheres negras e brancas e, assim, contribuir ativamente com a manutenção do ciclo de reprodução de desigualdades, entre elas a pobreza e a violência.

Fonte: Boletim OdB e CEDRA
Adaptação:
📸 Reprodução

15/06/2023

[ instagram Debora Diniz ()
Lula acaba de indicar o novo ministro do STF, seu ex-advogado Zanin. Não quero falar dele, mas de quem vem sendo deixada de fora desde que este país tem uma corte suprema.

As mulheres. Simples assim: nós, as mulheres. Somos ignoradas pelo mérito, pela política, pelo reconhecimento de que se Lula está no poder é por que nós, as mulheres, gritamos muito antes deles, os homens, . E votamos para retirar Bolsonaro do poder.

Façam as perguntas abstratas sobre mérito, trajetória acadêmica ou jurídica, histórico de compromisso com a democracia e os direitos humanos, e eu mostro sem dificuldades algumas dezenas de mulheres.

Não tomem minha conversa por campanha de mulheres ou mulheres negras, em particular, para o STF. E bem menos do que isso, até porque quem faz campanha e sabe como fazer são os homens próximos aos homens do poder. Assim foram os dois últimos ministros do STF nomeados pelo ex-presidente Bolsonaro.

A conversa não é sobre justiça de representatividade apenas. É sobre como queremos viver o justo neste país. Assim como um dia quisemos e voltamos a querer um operário nordestino para pensar o poder de jeito diferente das elites sudestinas, agora queremos mulheres e mulheres negras, em particular, para pensar a democracia e o justo com a experiência e a sabedoria de quem é mais impactada pelo obscurantismo que vivemos.

Não há corte justa quando só homens vestem a capa preta do poder. Quando só homens sentam mas cadeiras do STF

22/05/2023
É com pesar que recebemos a notícia do falecimento da professora Maria Sueli Rodrigues de Sousa. Nós, do Maré, reiteramo...
27/07/2022

É com pesar que recebemos a notícia do falecimento da professora Maria Sueli Rodrigues de Sousa.

Nós, do Maré, reiteramos a importância da professora na nossa trajetória.

Nosso abraço carinhoso em todes amigues, amigas, amigos e familiares de Maria Sueli.

VAGAS PARA PROFESSOR EM VÁRIAS ÁREAS.
23/06/2022

VAGAS PARA PROFESSOR EM VÁRIAS ÁREAS.

Universidade do Distrito Federal realiza seu primeiro concurso público com 1.400 vagas para professores e tutores de nível superior. Veja!

https://revistaraca.com.br/bolsa-de-estudos-para-afrodescendentes-na-suica/
08/06/2022

https://revistaraca.com.br/bolsa-de-estudos-para-afrodescendentes-na-suica/

Até 15 de junho é possível se inscrever para uma bolsa para afrodescendentes da ONU. O programa oferece bolsas para um curso sobre direitos humanos em Genebra, na Suíça. O curso acontece de 21 de novembro a 9 de dezembro de 2022. O Programa Anual de Bolsa para afrodescendentes é parte das come...

Endereço

Brasília, DF
70910-900

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