06/09/2025
Ontem, 05 de setembro de 2025, participamos virtualmente de Reunião da Câmara Setorial de Produtos Apícolas, realizada durante evento da Brasil Honey Show em Botucatu.
Na nossa oportunidade de nos manifestarmos, pude reiterar nossas solicitações feitas na reunião passada, sobre a necessidade de que sejam publicizadas as informações relacionadas com as avaliações dos casos de mortalidade de abelhas no Estado, algo que ainda não foi feito.
Tais informações se encontram dispersas e de difícil obtenção junto aos órgãos responsáveis, mas são fundamentais para buscarmos ações estratégicas e coordenadas de mitigação ou eliminação desses impactos, caso realmente desejemos alavancar o desenvolvimento das cadeias produtivas de criação de abelhas em nosso Estado.
Desde a publicação da Resolução SIMA nº11 de 2021, que infelizmente foi construída sem a devida participação efetiva dos meliponicultores e de suas entidades representativas, nos foi indicado que a partir da regularização dos meliponários, teríamos proteção de nossos plantéis, algo que parece irreal frente a continuidade dos casos de mortalidade de abelhas no nosso Estado.
Temos buscado alertar as autoridades e mobilizar os meliponicultores, além de conscientizar a sociedade em geral, sobre os inúmeros impactos da prática do uso do fumacê aos meliponários urbanos, mas poucas ações concretas têm se efetivado.
Nesse sentido, solicitamos a mesa diretora, que seja convidado, para estar presente em próxima reunião da Câmara, um representante da Secretaria de Saúde/Vigilância Sanitária/Epidemiológica do Estado e um representante da Comissão dos Defensivos Agrícolas, no sentido de abrirmos um diálogo com os diversos órgãos envolvidos, com o objetivo de mitigar as mortandades constantes que vem ocorrendo no Estado, tanto em áreas rurais quanto urbanas.
Não podemos mais conviver passivamente com os impactos causados às nossas abelhas, as nossas criações e ao meio ambiente como um todo, a partir do uso intensivo e indiscriminado de produtos químicos, tanto nos ambientes rurais, como nos urbanos, pela prática ilegal da “capina química” e pelo uso obsoleto e ineficiente do “fumacê”!
A avaliação das ocorrências registradas deve, além de identificar os agentes contaminantes e causadores das mortalidades, buscar a responsabilização dos envolvidos, caso contrário, esses verdadeiros crimes ambientais e os inúmeros danos sociais e econômicos envolvidos, tendem a se perpetuar, pela impunidade aos responsáveis.
Em nossa participação pude também corroborar com algumas manifestações de participantes, que reforçaram que programas de incentivo ao consumo de mel e de desenvolvimento das cadeias, apesar de serem importantes, terão seus efeitos fragilizados, caso não tenhamos segurança e proteção para a manutenção das atividades de criação racional e zootécnica de nossas abelhas.
Outro aspecto destacado em várias das manifestações, é a falta de participação e união dos Apicultores e Meliponicultores do Estado de São Paulo, para a luta coletiva nos diversos temas que impactam nossas atividades.
Sem união, organização setorial e participação nos ambientes decisórios, pouco iremos avançar em nossas demandas.
Enquanto entidade pioneira e exclusiva da Meliponicultura Paulista percebemos claramente o quanto os criadores de abelhas no Estado ainda não reconhecem a necessidade do associativismo e da união de esforços para os nossos muitos enfrentamentos.
A AMESAMPA, cumprindo sua missão institucional, continua atenta aos fatores e situações que impactam nossa atividade e continua firme na defesa de seus propósitos por uma Meliponicultura valorizada, desburocratizada e organizada.
Junte a nós e venha contribuir para o fortalecimento da Meliponicultura Paulista!
Glaucio Campanatti – Presidente AMESAMPA