23/04/2025
O pescado se destaca por seus potenciais benefícios à saúde e menor impacto ambiental em comparação a outras fontes primárias de proteínas animais.
Apesar de ser uma fonte proteica de alta qualidade, rica em nutrientes essenciais e compostos bioativos, as espécies nativas brasileiras de interesse comercial ainda carecem de caracterização detalhada quanto à sua composição e seus impactos na saúde.
Estudos anteriores indicaram que a ingestão de alimentos ricos em proteínas, como o peixe, favorece o metabolismo pós-prandial, reduzindo as concentrações plasmáticas de triglicerídeos e o índice glicêmico, melhorando a resposta à insulina, modulando os hormônios da saciedade e contribuindo para o balanço proteico. No entanto, estudos sobre essas respostas metabólicas ainda são escassos, especialmente sobre os efeitos pós-prandiais da ingestão de espécies nativas brasileiras.
Para preencher essa lacuna, conduzimos um ensaio clínico randomizado cruzado para avaliar as respostas metabólicas pós-prandiais à ingestão de peixes nativos, por meio de refeições-teste.
Os resultados indicaram que as refeições de peixe apresentaram menor tempo de ingestão e promoveram maior redução da glicemia, maior sensibilidade à insulina e maior estabilidade da lipemia pós-prandial, em comparação à carne bovina.
Estamos no IFC- Amazônia com o excelente trabalho do
Respostas metabólicas pós-prandiais à ingestão de peixes nativos do Brasil: uma abordagem para apoiar recomendações dietéticas
Leandro Presenza *, Carlos M. Donado-Pestana’, Giovanna M. Silva’, Stephany G. Duarte, Luis F. F. Fabrício, Juliana A. Galvão, Rosa Maria C. Barros’, Jarlei Fiamoncini
‘Departamento de Alimentos e Nutrição Experimental, Universidade de São Paulo (FCF-USP). Departamento de Ciência e Tecnologia de Alimentos, Universidade de São Paulo (ESALQ-USP).