24/06/2022
📌 Você já ouviu a expressão moda sem gênero?
Ao longo da história, o feminino e o masculino já se "misturavam" algumas vezes. Na década de 20, incentivado por uma maior autonomia das mulheres, o guarda roupa feminino tornou-se diferente para o padrão da época: cabelos curtos, vestidos tubulares e soltos sem marcar o corpo.
Outros fatos que também influenciaram as tendências ao longo do século XX foram as guerras, pois fizeram com que as mulheres trabalhassem e as roupas eram mais "masculinas".
Nos anos 60, com o futurismo em alta, a androginia surgiu por fazer parte da imaginação do futuro. Em 1966, a Yves Saint Laurent criou um smoking “feminino”, que se popularizou no mundo e foi um dos pontos iniciais para a discussão de gênero em roupas. Com mais autonomia sobre seu próprio corpo, a mulher tentava cada vez mais alcançar a igualdade e isso se refletiu no guarda-roupa com peças mais andróginas, sendo usadas por homens e mulheres de forma mais liberal.
Os movimentos Disco, Hippie e Punk influenciaram na androginia por pregarem a igualdade de gênero. Na década de 80, a marca Comme des Garçons misturava o melhor dos "dois mundos". Na década de 90, mesmo que de forma minimalista, surgiu o termo "unissex" nas coleções de Helmut Lang, que trazia uma visão mais neutra dos gêneros. A partir da Geração Z, o questionamento sobre gênero ficou constante na Internet e as pessoas começaram a refletir mais a ideia binarista imposta nas roupas.
Alguns dos maiores nomes da música atual, Harry Styles, Lil Nas X e Billie Eilish geram discussões a respeito. Jaden Smith, Kristen Stewart, Sam Smith, Ruby Rose, Billy Porter são pessoas que apresentam a androginia em seus estilos.
A moda sem gênero e a androginia vieram para gerar mais inclusão no meio e mostrar que você é livre para vestir e usar o que quiser.
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