14/03/2014
Dona Teresa Cristina, a última Imperatriz do Brasil, esposa do Imperador Dom Pedro II e mãe de Princesa Isabel, completaria hoje 192 anos de idade. Teresa Cristina era filha do Rei Francisco I das Duas Sicílias e pertencia a Casa de Bourbon. Nasceu no dia 14 de março de 1822 em Nápoles, capital do Reino das Duas Sicílias (atualmente a metade sul da Itália), onde ostentava o título de Sua Alteza Real Princesa Real Teresa Cristina das Duas Sícilias. A Princesa era manca de uma perna, dada por muitos como feia, motivos que a fizeram concentrar forças nos estudos em artes e literatura dentro de seu quarto, ao invés de ir aos bailes de gala como as outras princesas da época. Teve que vir ao Brasil logo que foi firmado em Viena o contrato de casamento entre ela, a Princesa Teresa Cristina das Duas Sicílias e o Imperador Pedro II do Brasil. Desembarcou no “não tão novo mundo” como Imperatriz-consorte do Brasil no dia 4 de setembro de 1843, trazendo músicos, professores, artistas, botânicos e estudiosos europeus. Era uma mulher dedicada aos estudos e a família, dotada de inteligência, cordialidade, dons para a música e artes, era exemplar em tudo que fazia. Apesar da infidelidade do Imperador, os dois viviam em harmonia no Palácio de Petrópolis durante o Império. Mas com a proclamação da República do Brasil, a família imperial foi ordenada ao exílio na Europa, Dona Teresa Cristina não conseguia aceitar o que tinha acontecido, não entendia o motivo de tanta brutalidade dos republicanos com a família imperial, que até então era bem tratada pelo povo brasileiro. Já idosa aos 67 anos de idade, dentro da embarcação rumo a Portugal, a Imperatriz perguntou ao embaixador da Áustria que estava no navio “O que fizemos para sermos tratados como criminosos?”. Relatos históricos dizem que ao chegar à cidade de Porto, em Portugal, no final de dezembro de 1889, hospedou-se em um pequeno hotel onde passou muito mal. Velha, fraca e desiludida, Teresa Cristina disse suas últimas palavras ali mesmo para Maria Izabel, a baronesa de Japurá: “Brasil, terra abençoada que nunca mais verei”. Morreu no local, em Porto, no dia 28 de dezembro de 1889, aos 67 anos.