30/07/2020
Por trás da janela
Por trás daquela janela eu vi uma cidade
Majestosa senhora, tem um ar de divindade.
Era tão belo o que eu via, que por um momento hesitei
Pensei que fosse mentira o que aos olhos contemplei.
Uma voz veio baixinho e o meu coração aqueceu
Era nossa senhora da conceição confirmando o que se sucedeu...
Por trás daquela janela tinha homens que batalhou
Descansando em suas redes, de sonhar já não parou.
Tinha pinturas em concretos, era algo celestial
O sol que ali descia em outro lugar não tinha igual.
Por trás daquela janela, tinha canções e melodias
Da menina que cantava enquanto seus olhos sorriam.
Era algo incomparável, tamanha felicidade
povo abençoado era o daquela cidade.
Cada ser que transitava naquela pequena estação
Era estrofe de poema ou a letra da canção
Me sentia tão honrado enquanto aquilo contemplava
Era coisa divinal, outra não encontrava.
E por trás daquela janela eu comecei a entender
Que existe muitas coisas que poucos podem ver
E por pura gratidão os meus lábios se abriu
entoando uma canção que pouco se ouviu
dos meus olhos uma lágrima caiu.
Ah, majestosa ceará-mirim quantos anos tu tens? O teu brilho é incomparável, a beleza que contém.
Se hoje eu te admiro, é porque tenho razão
A essa linda cidade eu tenho admiração.
E se algum lugar fizer parte de mim
Ah, é a virtuosa Ceará-mirim.
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