27/02/2017
O assunto é polêmico, mas vale a pena abordar!
Ser efeminado NÃO FAZ DE VOCÊ UM REVOLUCIONÁRIO, muito pelo contrário, você também pode estar reproduzindo machismo e homofobia com esse comportamento.
Não concordarmos com todos os pontos levantados no texto, contudo concordamos com a maioria dos pontos:
À primeira vista, pode parecer muito libertador e revolucionário um homem que rompe com esteriótipos masculinos de comportamento, que se veste com roupas femininas, se maquia, usa salto alto, usa joias, etc. Mas se pararmos a análise por aí, estamos deixando de lado aspectos importantes da construção social que existem por trás disso.
Gênero é uma hierarquia entre os Sexos. Ele se apoia nas diferenças biológicas entre machos e fêmeas. Para se reforçar e delimitar essa relação, ao longo da história da sociedade ocidental, foram criados recursos simbólicos, signos, comportamentos estereótipos e expectativas sociais para os dois grupos. Alguns exemplos aqui: cor de rosa, saia, vestido, maquiagem, salto alto, sutiã, ausência de pelos, submissão, maternidade compulsória, atividades domésticas, delicadeza, ternura, sensibilidade, possibilidade de errar, castidade, pureza, gostar de homem - Símbolos atribuídos ao universo Feminino, os quais uma fêmea deve seguir para ser uma “mulher”.
A feminilização traz consigo a discriminação e a violência, das quais o jovem gay afeminado e pobre é a principal vítima. E reforço, que nada justif**a a violência misógina que essas pessoas sofrem por agirem desta forma, mas o fato delas serem forçadas ao polo de feminilidade por serem g**s já é em si uma violência.
O jovem gay é empurrado ao polo de comportamento feminino, ao ponto de muitas vezes ser levado a crer que ele é “uma mulher presa no corpo de um homem”. Feminizar-se é exatamente o que a sociedade espera de nós.
Vivemos um momento delicado no âmbito político LGBT. Um momento em que padrões e estereótipos de gênero vem sendo questionados e, na busca por romper com o preconceito e a discriminação, há um...