19/08/2020
9ª Mostra Ecofalante de Cinema na UFGD e no IFMS/Dourados está com inscrições abertas
Teve início em 12 de agosto e será realizada até 20 de setembro, a 9ª Mostra Ecofalante de Cinema, de forma totalmente on-line e gratuita, no endereço: www.ecofalante.org.br. A programação reúne 98 títulos de 24 países.
A grade de programação prevê novidades diárias, com até 11 diferentes sessões por dia. Ao longo das seis semanas do evento, os títulos ficam disponíveis sempre às 15h, por períodos de 24 horas, com até cinco dias de exibições cada um.
A UFGD e o IFMS Campus Dourados firmaram parceria com esse, que é o mais importante evento audiovisual sul-americano dedicado às temáticas socioambientais, e organizaram debates sobre 10 filmes da 9ª Mostra Ecofalante, às quartas-feiras e aos sábados, sempre às 17h (horário MS), com encontros pelo Google Meet.
Quem deseja participar dos debates pode fazer a inscrição gratuitamente pelo site: https://www.even3.com.br/ufgd9medca2020. Os participantes receberão certificado de 30 horas.
Na UFGD, a realização acontece por meio do projeto de extensão coordenado pela professora Verônica Maria Bezerra Guimarães, da Faculdade de Direito e Relações Internacionais (FADIR), com apoio do Cineclube UFGD. No IFMS Campus Dourados, o responsável é o professor Fernando Messias.
PUSH: ORDEM DE DESPEJO
O primeiro debate será sobre especulação imobiliária e direito à moradia, nesta quarta-feira, 19 de agosto, com base no documentário “Push: ordem de despejo” (Suécia, 2019), dirigido por Fredrik Gertten. A mediação será feita por Aída Ghadie, que é mestre em Fronteiras e Direitos Humanos pela UFGD, engenheira civil e professora, e o debatedor será Fernando Messias, que é mestre e doutor em Geografia Humana pela USP e professor do IFMS Campus Dourados.
O filme trata do aumento do preço dos imóveis em cidades ao redor do mundo, enquanto a renda do cidadão comum não aumenta. Push lança luz sobre um novo tipo de proprietário sem rosto, sobre as cidades cada vez mais inabitáveis e uma crise crescente que afeta a todos. O filme acompanha Leilani Farha, relatora especial da ONU sobre o Direito à Moradia, em suas viagens pelo mundo, tentando entender quem está sendo expulso das cidades e por quê. "Eu acredito que há uma enorme diferença entre a habitação como uma mercadoria e o ouro como uma mercadoria. O ouro não é um direito humano; a habitação, sim”, diz Leilani.
A exibição deste documentário foi de 12 a 16 de agosto e ocorrerá novamente dias 6 e 7 de setembro, em: www.ecofalante.org.br.
Saiba mais sobre o filme em: https://ecofalante.org.br/filme/push-ordem-de-despejo
Assista ao trailer em: https://youtu.be/_j0SCmivOGg
SENHORES DA ÁGUA
O segundo debate será no sábado, dia 22 de agosto, às 17h, sobre financeirização e acesso à água, a partir do filme Senhores da Água (França, 2019), dirigido por Jérôme Fritel. A mediadora será Viviane Santos, que é bióloga, mestre em Entomologia Agrícola pela Universidade Federal de Lavras e doutora em Ciência pela USP, e o debatedor será José Daniel de Freitas Filho, que é geólogo, membro do Comitê de Bacia do Rio Ivinhema e leciona Gestão de Recursos Hídricos no Curso de Gestão Ambiental da FCBA- UFGD.
De acordo com a sinopse, em todo o mundo, a demanda por água está explodindo. Até 2050, pelo menos uma em cada quatro pessoas viverá em um país que sofre com a escassez de água – criando condições ideais para um novo mercado. Bancos e fundos de investimento estão correndo para investir bilhões de euros em qualquer coisa relacionada à água. Um verdadeiro monopólio está surgindo. A financeirização da água é uma batalha que ocorre em muitas frentes: ideológica, política, ambiental e, é claro, econômica.
A exibição deste documentário será de 18 a 21 de agosto e de 4 a 6 de setembro, em: www.ecofalante.org.br.
Saiba mais sobre o filme em: https://ecofalante.org.br/filme/os-senhores-da-agua
Assista ao trailer em: https://youtu.be/LNruPCL5KJY
A Ecofalante, organização não governamental sem fins lucrativos, foi fundada em 2003 com o objetivo de criar e trabalhar em projetos que contribuíssem para o desenvolvimento sustentável do planeta por meio da educação e da cultura.