08/08/2021
Esse artigo de revisão sistemática com metanálise foi produzido em parceria com a pesquisadora Laura Rice, da Universidade de Illinois em Urbana-Champaign, a qual é orientadora de doutorado de um dos egressos de mestrado do nosso grupo.
O objetivo deste estudo foi investigar a capacidade das escalas de medidas de equilíbrio clínico para prever quedas em indivíduos com Lesão Medular, diferenciando entre deambuladores caidores e não caidores.
Para isso, caidor foi definido como o indivíduo com registro de pelo menos uma queda durante um período de 6 meses à um ano. Um indivíduo deambulador foi considerado como aquele com a capacidade de caminhar independentemente com ou sem auxílio, por pelo menos 75% do tempo para necessidades de mobilidade.
As buscas ocorreram nas bases de dados CINAHL, PubMed, SportDiscus, Web of Science e Scopus, sem restrição de idioma. Dos 10 estudos selecionados, 9 foram utilizados para metanálise.
As escalas BBS (Berg Balance Scale/Escala de equilíbrio de Berg) e TUG (Timed Up and Go test) apresentaram capacidade de diferenciar entre os grupos de caidores e não caidores. Para o BBS foi observada uma diferença média de pontuação entre os grupos de 5,25 pontos e para o TUG de 6,65 pontos.
O BBS mostrou capacidade preditiva moderada, onde indivíduos com uma pontuação de BBS ≥ 40 pontos têm probabilidade de risco de quedas.
Desta forma, a partir destes resultados podemos dizer que a escala BBS é uma medida de equilíbrio clínico mais apropriada e específica com a capacidade de discriminar entre deambuladores caidores e não caidores.
No entanto, as habilidades preditivas de queda precisam ser mais exploradas e aprimoradas para essa população.