18/08/2026
VIVA FIDEL, VIVA CUBA E VIVA A SOLIDARIEDADE ENTRE OS POVOS - Por Maria Eduarda Furlanetto.
Responsável por liderar a Revolução Cubana em 1959 que derrubou o governo ditatorial de Fulgêncio Batista, o comandante Fidel Castro tornou-se uma voz essencial na política anti-imperialista. Como um tributo ao revolucionário, o IELA realizou na segunda-feira, 17 de agosto, no Auditório do Centro Socioeconômico (CSE) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), a Aula Magna com o tema “Homenagem aos 100 anos de Fidel Castro e a pertinência da Revolução Cubana”. O evento contou com a participação da professora de Relações Internacionais da UFSC, Camila Vidal, o professor aposentado de História da UFSC, Waldir Rampinelli e o Secretário da Associação Cultural José Martí de Santa Catarina, João Frederico Trott.
Para João, a Revolução Cubana é um sinônimo de solidariedade. Essa característica se mostra através das ações cubanas nos seus países amigos, como a participação das forças cubanas na luta contra o Apartheid na África, a criação de um contingente de médicos especializados em situações de desastres e graves epidemias que atuou em diversas nações, o programa Operação Milagro que ofereceu gratuitamente cirurgias oftalmológicas para pessoas de baixa renda, dentre outras iniciativas. “Cuba vem resistindo por 67 anos, juntamente com seu povo, com uma bravura inigualável, mas a solidariedade que sempre disponibilizou precisa agora, mais do que nunca, seguir o caminho inverso”, afirma João.
Depois de mais de meio século do bloqueio dos Estados Unidos contra Cuba, a ilha enfrenta graves problemas energéticos após a perda da Venezuela, que, até o sequestro de Maduro, era sua maior aliada. A falta de combustível acarreta outros problemas, como a falta de medicamentos e luz em Cuba. Para remediar essa situação, as instituições do Movimento Brasileiro de Solidariedade com Cuba, que inclui a Associação José Martí, estão promovendo uma campanha para arrecadar fundos para a compra de painéis solares para Cuba.
Camila destaca que, apesar das diversas tentativas dos Estados Unidos de desestabilizar o governo cubano, a resistência do movimento socialista na ilha até hoje é extremamente simbólica, especialmente pela sua proximidade geográfica. “Sempre digo que Cuba é uma pedra no sapato dos EUA.” Dentre as tentativas de enfraquecer Cuba, estão o treinamento de cubanos dissidentes pela CIA para incendiar plantações de açúcar e bombardear hotéis, utilizando aviões com o emblema da Força Aérea Cubana, e o bloqueio econômico, que impõe restrições às relações comerciais com Cuba e pode colocar na chamada lista negra empresas que negociam produtos de origem cubana.
Rampinelli ressalta a resistência do movimento. “A Revolução Cubana foi a única do século XX na América Latina que não foi interrompida, não foi vencida e não se auto destruiu. Todas as outras ficaram no tempo.” Para Rampinelli, Fidel foi grande não só porquê derrotou militarmente o imperialismo estadunidense, mas também porque teve um povo grande com ele, se não ele não teria sido grande.