D'IA-Logos

D'IA-Logos Coordenado pela profa. Dra. Francisca Galiléia e pelo prof.

Dr. Ralph Heck, o D'IA-Logos é um projeto de extensão cadastrado na Pró-reitoria de Extensão da Universidade Federal do Ceará.

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21/05/2026

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Hoje, dia 08 de maio de 2026, nosso Grupo de Estudos (E-TICa-UFC/CNPq) se reuniu para discutir o artigo “Redes Sociais, ...
08/05/2026

Hoje, dia 08 de maio de 2026, nosso Grupo de Estudos (E-TICa-UFC/CNPq) se reuniu para discutir o artigo “Redes Sociais, Manipulação Emergente e Legitimidade Política”, de Adam Pham, Alan Rubel e Clinton Castro.

O texto integra a obra “A Filosofia da Manipulação Online” (org. Fleur Jongepier e Michael Klenk).A discussão focou no conceito de Manipulação Emergente, uma forma de influência que não depende de “lavagem cerebral” individual, mas de efeitos sistêmicos que corroem a autonomia coletiva.

Analisamos casos reais como o de Trinidad e Tobago (2010) e a atuação da Internet Research Agency em 2016, que exemplificam como intervenções estatísticas podem alterar resultados democráticos.

Exploramos como essa manipulação é holística e estocástica, visando atingir margens populacionais para garantir resultados garantidos. Debatemos o perigo da manipulação fragmentada (astroturfing), que mascara interesses corporativos ou políticos como vozes genuínas das ruas, destruindo a confiança mútua necessária para a vida pública.

Por fim, refletimos sobre como isso fere a legitimidade democrática e epistêmica: se não confiamos na informação ou uns nos outros, perdemos a capacidade de agir em conjunto pelo bem comum.Uma leitura essencial para entender por que, na era dos algoritmos, o grupo pode ser manipulado mesmo quando os indivíduos se sentem “livres”.

No dia 10 de abril de 2026, nosso grupo de estudos de Filosofia E-TICa-UFC se reuniu para continuar a discussão de A ERA...
14/04/2026

No dia 10 de abril de 2026, nosso grupo de estudos de Filosofia E-TICa-UFC se reuniu para continuar a discussão de A ERA DO CAPITALISMO DE VIGILÂNCIA, de Shoshana Zuboff.

No Cap. 12, Zuboff mostra o poder instrumentário atuando contra a liberdade: não bloqueia opções, mas as redesenha com incentivos sutis (nudges), te**es A/B e dados preditivos, tornando certas escolhas “inevitáveis”.
Descreve a tecnologia do comportamento humano, inspirada em Skinner: plataformas como laboratórios vivos, onde algoritmos modificam respostas em massa para otimizar engajamento e lucro.
Contrasta duas utopias: a humana (liberdade imprevisível, dignidade) vs. instrumentária (certeza comportamental absoluta, humanidade como variável controlável).
No Cap. 13, o Grande Outro emerge como força ubíqua: rede de IA que coleta e processa comportamentos para instrumentarianismo, poder sem ideologia, focado em certeza, não posse. Diferente do totalitarismo (violência para dominação), busca acesso total aos fluxos humanos para mercados perfeitos.
Reflexão urgente: como resistir a um poder que nos “ajuda” a escolher o que ele quer?

No dia 27 de março de 2026, nosso grupo de estudos de Filosofia se reuniu para discutir o artigo “Informação de processo...
30/03/2026

No dia 27 de março de 2026, nosso grupo de estudos de Filosofia se reuniu para discutir o artigo “Informação de processos e sua ontologia: contribuições para uma metafísica tridimensional”, de Ralph Leal Heck. Tivemos a honra de ouvir a apresentação do próprio autor!

O texto pega uma ideia de informação direto da ontologia de processos e usa isso para mostrar como metafísica e informação se conectam. Com uma visão analítica, junta as noções de informação matemática, algorítmica e semântica na perspectiva de “informação de processos” de Losee.

Depois de criticar essa visão, propõe uma metafísica tridimensional da informação, formada por semântica pragmática, onto-epistemologia e ontologia de processo.

A grande contribuição é provar que entender informação de processos a partir da ontologia de processo enriquece o quadro geral da metafísica da informação.Uma conversa inspiradora sobre como a informação surge do movimento dos processos!

Informacao FilosofiaAnalitica

Convite para o Encontro E-tica! 📚✨Próxima sexta-feira, 27/03/2026, às 10h, não perca nosso encontro online quinzenal!Vam...
26/03/2026

Convite para o Encontro E-tica! 📚✨

Próxima sexta-feira, 27/03/2026, às 10h, não perca nosso encontro online quinzenal!

Vamos mergulhar no artigo “Informação de processos e sua ontologia”, do Prof. Dr. Ralph Leal Heck.

O próprio professor fará a apresentação do artigo, guiando nossa discussão filosófica sobre os impactos da tecnologia na informação e processos ontológicos.

Onde?
Link Google Meeting (envie uma DM para receber)

Quem pode vir?
Estudantes, pesquisadores e curiosos por ética e tecnologia!

Esperamos vocês
Até lá! ;-)

Hoje, 06 de março de 2026, nosso grupo de estudos de Filosofia se reuniu para continuar a leitura de A ERA DO CAPITALISM...
06/03/2026

Hoje, 06 de março de 2026, nosso grupo de estudos de Filosofia se reuniu para continuar a leitura de A ERA DO CAPITALISMO DE VIGILÂNCIA, de Shoshana Zuboff Capítulo Doze: “Duas espécies de poder”.

A discussão começou com um alerta da autora: a tentação de interpretar o capitalismo de vigilância como “totalitarismo digital” ou invocar o Grande Irmão de Orwell pode nos cegar para o que há de genuinamente novo nesse poder. Estamos diante de algo sem precedentes históricos, assim como o totalitarismo do século XX também foi, em seu tempo, uma força que “explodiu sobre a humanidade inesperado e não anunciado”.

➡️No tópico “Totalitarismo como uma nova espécie de poder”, revisitamos a análise de pensadores como Hannah Arendt. O totalitarismo buscava a posse total: do Estado, da sociedade e da alma humana. Seu mecanismo era o terror arbitrário; seu propósito, a reconstrução da espécie em nome de “classe” ou “raça”. A dominação acontecia pela destruição de laços sociais e pelo isolamento radical produzindo indivíduos cuja única ligação com o mundo era o partido ou o movimento.

➡️Já o tópico “Um horizonte oposto” mostra que o poder instrumentário segue outra direção. Não precisa de violência física, campos de concentração ou gulags. Seu objetivo é a certeza total: a capacidade de prever e garantir comportamentos. O controle se dá pela modificação comportamental, pela engenharia de escolhas, pela indução à confluência. O horizonte não é político, mas de mercado: a automação do mercado através da previsão perfeita.

➡️No tópico “O Outro”, Zuboff introduz a figura do Grande Outro a arquitetura computacional ubíqua que substitui o Grande Irmão. Não há laços de família, não há irmão de nenhum tipo. O Grande Outro é indiferente aos nossos significados e motivos; só se importa com que nossos comportamentos sejam acessíveis, mensuráveis e monetizáveis. Enquanto o totalitarismo exigia lealdade absoluta, o instrumentarianismo exige transparência absoluta.
👉 A pergunta que ficou: como reconhecer e resistir a um poder que não precisa de violência para nos governar e que se apresenta como conveniência, personalização e liberdade?
O que você acha? Comenta aqui pra gente.😉

Novidades!Além dos nossos encontros, o E-TICa está ofertando este minicurso.Quer fazer parte?É presencial e dá direito a...
06/03/2026

Novidades!

Além dos nossos encontros, o E-TICa está ofertando este minicurso.Quer fazer parte?

É presencial e dá direito a certificado😎

Corre que as vagas são limitadas!!

Segue o link da inscrição
https://forms.gle/giercA1K5cNqxRRe8

Olá a todos. 👋Para aqueles que desejarem participar do nosso grupo de estudo, aqui vão algumas informações.🗓️ Nossos enc...
03/03/2026

Olá a todos. 👋
Para aqueles que desejarem participar do nosso grupo de estudo, aqui vão algumas informações.

🗓️ Nossos encontros são quinzenais às sextas-feiras 10h pelo Google Meeting.

🔗 O link da reunião é informado em um grupo criado no Telegram. Lá também divulgamos eventos, palestras, notícias e caso os encontros possam ser adiados é lá que também informamos.

Caso queira participar, envie-nos aqui uma mensagem no direct ok? 👍🏼

No último dia 20 de fevereiro, nosso grupo de estudos E-tica se reuniu para debater a leitura do artigo “Manipulação e o...
23/02/2026

No último dia 20 de fevereiro, nosso grupo de estudos E-tica se reuniu para debater a leitura do artigo “Manipulação e o âmbito afetivo das redes sociais”, de Alexander Fischer, presente no livro “A Filosofia da Manipulação Online”(Fleur Jongepier e Michael Klenk).
A conversa partiu de um ponto central do texto: as redes sociais não são apenas meios de informação, mas ambientes afetivos. Elas organizam e intensificam emoções (como medo, raiva, entusiasmo e pertença) e, por isso, criam condições especiais para a manipulação: muitas vezes, não agimos pelo melhor argumento, mas pelo que consegue capturar nossa atenção e acionar disposições emocionais.

Um conceito-chave foi o de pseudoambiente: uma “realidade montada” por recortes, repetições e enquadramentos que passa a mediar nossa percepção do mundo. Nesse cenário, o que pesa não é só verdadeiro/falso, mas o que é afetivamente convincente, o que parece urgente, ameaçador ou salvador. Assim, a manipulação pode operar moldando o contexto emocional no qual certas reações se tornam quase automáticas.

Para descrever o mecanismo, Fischer propõe o Modelo PEM. Em vez de coerção (que remove escolhas) ou persuasão racional (que convence por razões), a manipulação pode agir reconfigurando o campo do desejável: certos fins passam a aparecer como mais atraentes, recompensadores ou inevitáveis e outros, como repulsivos. O PEM ajuda a entender por que, online, o “convencimento” muitas vezes ocorre por atalhos afetivos: altera-se a experiência do que queremos antes mesmo de discutirmos por quê.

Também debatemos como recursos típicos das plataformas feeds algorítmicos, métricas de engajamento, microdirecionamento e dinâmicas de bolhas, podem amplificar esse processo, explorando vulnerabilidades não apenas cognitivas, mas sobretudo afetivas.

A pergunta que ficou foi direta e urgente: como proteger a autonomia quando o ambiente em que formamos preferências é desenhado para modular o que sentimos e, com isso, o que escolhemos?

Olá, pessoal! ✨O Grupo de Estudos Filosóficos em Ética e Tecnologia da Informação e Comunicação (E-TICa-UFC/CNPq), vincu...
02/07/2025

Olá, pessoal! ✨

O Grupo de Estudos Filosóficos em Ética e Tecnologia da Informação e Comunicação (E-TICa-UFC/CNPq), vinculado ao programa de Pós-Graduação em Filosofia da UFC, teve mais um encontro inspirador e profundamente relevante hoje, 27 de junho de 2025. Demos continuidade a leitura do livro “A Era do Capitalismo de Vigilância” da Shoshana Zuboff.
Confira um resumo dos tópicos III à VII do capítulo 7.

1. O Valor do “Dark Data”: Discutimos como o “dark data” – dados que antes eram ignorados – se tornam o novo ouro! A vigilância transforma tudo em informação monetizável, e a falta de regulamentação permite essa expansão, muitas vezes sem questionamentos éticos.
2. Moldando Comportamentos: Não basta prever o que faremos, o objetivo é nos fazer agir de uma certa maneira! Através de “nudges” digitais e incentivos (pense em descontos de seguro por bom comportamento), nossa autonomia é sutilmente direcionada para o lucro das empresas.
3. O “Incontrato”: Entendemos como o novo “contrato” social é baseado em algoritmos automáticos, não em confiança humana. Plataformas da economia gig, por exemplo, demonstram como as máquinas podem tomar decisões sobre nossas vidas sem transparência, corroendo a base do contrato social.
4. O Mito da Inevitabilidade: Essa é poderosa! A narrativa de que o avanço tecnológico é imparável e sempre benéfico é usada para silenciar debates éticos. Isso gera uma “fadiga da privacidade”, onde nos resignamos à vigilância como algo inevitável.
5. Foram os Homens que fizeram! Mas a melhor parte é que, segundo Zuboff, o capitalismo de vigilância não é um destino inevitável! Ele foi criado por humanos, o que significa que pode ser modificado por humanos. É um chamado para reafirmarmos nossa agência, com a ética e a filosofia nos guiando para um futuro digital mais humano.

A cada capítulo, a obra de Zuboff nos desafia a questionar e a agir. É fundamental que, como estudantes e pesquisadores, continuemos a desmistificar essa era e a buscar alternativas que preservem nossa dignidade e liberdade.







Endereço

Universidade Federal Do Ceará (UFC)
Fortaleza, CE

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