Instalado no Campus Universitário do PICI da Universidade Federal do Ceará, funciona o Laboratório de Geofísica de Prospecção e Sensoriamento Remoto (LGPSR), coordenado pelo Prof. O Laboratório de Geofísica de Prospecção e Sensoriamento Remoto (LGPSR) originou-se no seio do Departamento de Geologia da Universidade Federal do Ceará em 1979. À época, segundo o Prof. Dr. Mariano, as raras instituiçõe
s de fomento e os poucos recursos orçamentários empunhavam à UFC uma sensível timidez no que tange à concepção de projetos. Principalmente por isto, a ideia inicial de atuação do Laboratório limitou-se à Geofísica Aplicada, direcionada à pesquisa de águas subterrâneas. Em 1989, no entanto, época em que teve completado o ciclo da formação acadêmica que lhe era exigido, pôde o LGPSR privar de condição mais favorável. Isto em decorrência do avanço tecnológico experimentado pelo Brasil, que impôs seus reflexos na atividade científica, fazendo com que surgissem outras demandas e oportunidades. Daí, motivado pelos interesses de instituições financiadoras que responderam afirmativamente às propostas apresentadas nos seus projetos, pôde o Laboratório expandir de forma significativa o seu universo de atuação. As áreas de Sensoriamento Remoto, Integração de Informações Georreferenciadas (SIG), Cartografia Digital e Processamento Digital de Imagens foram incorporados às demais possibilidades de atuação já em experimento, estabelecendo assim as bases para a consolidação da sua natureza acadêmica por um lado, e de outra parte, pondo em foco sua visibilidade como projeto de consistência, além dos muros da Universidade Federal do Ceará. Outro avanço significativo foi observado quando começaram a se tornar de interesse do País as ações referentes aos cuidados com a conservação e degradação do meio ambiente. Estas, aliadas àquelas advindas da quebra do monopólio do petróleo e da criação de programas de infraestrutura, definiram a amplitude de ação do Laboratório. Portanto, a partir disso, novos projetos e trabalhos técnicos foram realizados pelo LGPSR, conseguindo grandes investimentos em infraestrutura, e, tornando um dos poucos laboratórios de Geofísica no Brasil a possuir uma ampla variedade de equipamentos geofísicos e softwares. O LGPSR conta atualmente com uma nova base física de 500m2 numa área de 2500m2 onde se encontram espaços destinados a pesquisadores, bolsistas, técnicos em geologia e geofísica, equipamentos de geofísica e de informática, sala de aula, espaço para reuniões, além de uma biblioteca com importante acervo em geofísica. Neste laboratório funcionou durante quatro anos a Divisão Nordeste Setentrional da Sociedade Brasileira de Geofísica.