16/09/2020
NÃO SOMOS JUÍZES!
No mês de combate ao suicídio, gostaria de fazer um breve resgate humano do personagem que, segundos os evangelhos, enforcou-se após arrepender-se por ter entregado Jesus aos Soldados Romanos, Judas Iscariotes.
Tenho, particularmente, compaixão deste personagem. Antes de começar a estudar a doutrina espírita (o que não será usado nesta defesa), já sentia em meu coração a injustiça praticada pelas pessoas ao chamarem pessoas traidoras de Judas ou mesmo de queimarem bonecos na Semana Santa em referência àquele apóstolo de Jesus. Ora, como juízes autointitulados, nos damos esse direito. Mas f**a pergunta: Judas, de fato, traiu Jesus?
Primeiramente, ao vermos a figura de Jesus como filho de Deus que veio ao planeta Terra com a missão de pregar o Amor e, conforme as profecias das quais a de Isaías já anunciavam sua crucif**ação, não é convencimento dos cristãos que todo o sofrimento de Jesus e o nome de Judas já estariam nos planos divinos?
O próprio Cristo, durante a Ceia e diante dos demais apóstolos, revela isso a Judas, E aqui nem entrarei no mérito das traduções “entregar/trair o Filho do Homem”, mas apelo para pensarmos na onisciência desse espírito tão nobre entre os homens e do seu plano na Terra. Mas também pergunto: quantas vezes não temos vendido o Jesus?
Antes, eu duvidava que esse enforcamento tivesse se concretizado, que por misericórdia divina, o galho da árvore ou a corda teria quebrado. Mas ao aprofundar um pouco mais sobre a sua missão espiritual na Terra, prefiro apelar somente para a forma como temos julgado um personagem tão valioso para a realização do Cristo neste planeta.
Esta pequena defesa, não tem propósito teológico ou mesmo histórico acerca do personagem, mas apenas o pedido: Não julgue o Judas! Não julgue o suicida!