13/08/2020
📝 O futebol é o esporte mais popular do mundo, com aproximadamente 200 mil atletas profissionais e 240 milhões de atletas amadores, sendo praticado em todas as faixas etárias e ambos os gêneros.
📊 Nos últimos anos, o esporte vem sofrendo mudanças, principalmente em função das exigências físicas cada vez maiores, o que obriga os atletas a trabalharem perto de seus limites máximos de exaustão, com maior predisposição à lesões.
🔎 A lesão do ligamento cruzado anterior ocorre geralmente quando o atleta "prende" o pé no gramado e gira o corpo sobre o joelho. Além disso, fraquezas e desequilíbrios musculares específicos podem levar a uma perda no controle no movimento do joelho, sendo também um fator de risco para esse tipo de lesão.
⚠️ O tratamento desta lesão na maioria das vezes é cirúrgico. Geralmente o médico ortopedista realiza o procedimento através de artroscopia, inserindo um enxerto ligamentar em substituição ao ligamento perdido.
✅ Após a cirurgia, a fisioterapia tem um papel essencial, já que atua na redução do quadro de dor e inchaço, ganho de amplitude de movimento (ADM), redução do espasmo muscular, ganho de força muscular, bem como uma melhor cicatrização do tecido lesionado, favorecida pela movimentação precoce.
📌 Os jogadores são liberados para retornar ao esporte sem restrições em torno de seis a oito meses após a cirurgia. O parâmetro usado para liberação e retorno ao esporte é o teste de força isocinético. Não se faz necessária a utilização de órteses funcionais no pós-operatório.
⚽ Geralmente mais de 90% dos jogadores operados por lesão do LCA retornam ao esporte profissional, sendo que entre 60% e 90% retornam ao mesmo nível ou com melhor desempenho.
Referências:
📍ARLIANI, Gustavo Gonçalves et al . Tratamento das lesões do ligamento cruzado anterior em jogadores profissionais de futebol por cirurgiões ortopedistas. Rev. bras. ortop., São Paulo , v. 54, n. 6, p. 703-708, Dec. 2019.
📍PEREIRA, Maitê et al . Tratamento fisioterapêutico após reconstrução do ligamento cruzado anterior. Acta ortop. bras., São Paulo , v. 20, n. 6, p. 372-375, Dec. 2012.
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