27/07/2026
A formação em Inteligência Artificial está crescendo no Brasil, mas essa expansão ocorre de forma equilibrada pelo território nacional? 🇧🇷
Os primeiros cursos de graduação dedicados à Inteligência Artificial e à Ciência de Dados começaram a surgir em 2017, inicialmente por meio de iniciativas pontuais do setor privado. Em 2019, a Universidade Federal de Goiás criou o primeiro bacharelado em Inteligência Artificial oferecido por uma universidade pública brasileira, marcando uma nova etapa na institucionalização da área no país.
Em fevereiro de 2026, o Brasil já contava com 202 cursos de graduação em IA e Ciência de Dados, oferecidos por 153 instituições de ensino superior.
Apesar do crescimento, o mapeamento revela uma forte concentração regional. São Paulo reúne 44 instituições, seguido por Paraná, com 21, e por Minas Gerais e Rio Grande do Sul, com 14 cada. Em sentido oposto, Acre, Amapá, Rondônia e Roraima ainda não apresentam instituições com graduações dedicadas à IA ou à Ciência de Dados.
👩🏻🎓 No Nordeste, o Ceará aparece em posição de destaque, com quatro instituições identificadas pelo levantamento, o maior número da região. Esse resultado evidencia o potencial do estado para fortalecer sua posição como polo regional de formação, pesquisa e inovação em Inteligência Artificial.
Mas o crescimento também levanta questões importantes. A expansão está realmente democratizando o acesso à formação em IA? O ensino a distância pode reduzir as desigualdades territoriais? Como garantir que o aumento da oferta seja acompanhado de qualidade, permanência e oportunidades profissionais?
Os dados mostram que ampliar o número de cursos é importante, mas não suficiente. O desafio é construir uma formação em IA acessível, qualificada e territorialmente equilibrada.
💬 Compartilha com a gente: existe alguma graduação em Inteligência Artificial ou Ciência de Dados no seu estado?
Fonte: Mapeamento dos Cursos Superiores em Inteligência Artificial no Brasil — 2025–2026, publicado em maio de 2026. O levantamento foi realizado a pedido do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, com participação da SETAD, do CGEE e do IIA-LNCC.